15.8.06

CVC

Seu leque de opção é enorme. Desde a nevada Bariloche, passando por Nova York, Orlando com Disney, Madrid, Caribe até países exóticos na Ásia ou o paradisíaco arquipélago de Fernando de Noronha. Tudo parcelado em vezes. Em muitos casos, sem juros. Cabe ao cliente escolher como quer viajar, para onde e por quanto tempo. O resto a CVC cuida com carinho, oferecendo a maior diversidade de roteiros e serviços turísticos do mercado brasileiro, atendendo a diferentes perfis de gostos e bolso.
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A história
Tudo começou em 1972 quando Guilherme Paulus, um então jovem agente de viagens da tradicional Casa Faro Turismo, dirigia um grupo de turistas em um cruzeiro pela Argentina. Lá, conheceu o então deputado estadual Carlos Vicente Cerchiari, que pretendia montar uma agência em Santo André, seu reduto eleitoral. O deputado propôs-lhe uma sociedade. Paulus aceitou e juntos fundaram no dia 28 de maio a agência CVC, batizada com as iniciais do deputado. O novo negócio foi resultado da percepção de uma grande oportunidade a ser explorada: democratizar o acesso às viagens para brasileiros de todas as classes sociais. Nascia o conceito de turismo de massa no Brasil. Poucos anos depois, em 1976, a sociedade foi desfeita e a CVC passou a ser administrada apenas por Guilherme e por sua esposa Luiza. Os primeiros resultados positivos não vieram rápido. Logo em seguida foi criado o depósito compulsório, que determinava um depósito de US$ 1.000 para quem viajasse ao exterior. Resultado: as viagens internacionais praticamente zeraram e o turismo interno quase não existia ainda. Essa foi primeira grande dificuldade enfrentada por Paulus. A CVC, então com quatro funcionários, entendeu que para consolidar sua atuação junto ao público consumidor seria fundamental inovar. Tanto que foi a primeira empresa a fretar aviões, a oferecer o parcelamento de viagens e a desenvolver produtos turísticos que cabiam no bolso do cidadão. A CVC começou então a trabalhar com o turismo rodoviário nacional. Descobriu um nicho de mercado que estava concentrado no ABC paulista com as fábricas da Ford, Volkswagen e Mercedes-Benz.
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Em 1978, deu início à organização de grupos de viagem, atendendo principalmente aos grêmios de funcionários das indústrias da região. A CVC atuava fazendo promoções junto ao departamento de recursos humanos das empresas ou diretamente com os funcionários. Em 1981 a CVC já contava com uma carteira de clientes formada por mais de 300 grêmios e associações no Brasil para o turismo rodoviário. O crescimento dos negócios abriu as portas para estabelecer boas oportunidades com as companhias aéreas, hotéis e outros estabelecimentos turísticos. Foi nesta época, que surgiram os projetos cooperados, sendo o primeiro deles firmado com a Empresa Amazonense de Turismo, Vasp e rede hoteleira; que conseguiu o suporte para a venda de grande quantidade de viagens a Manaus, Salvador, Fortaleza e Maceió. Com o sucesso alcançado, a CVC continuou a investir nos cooperados obtendo muito sucesso ao fazer parcerias com órgãos oficiais de turismo. Esta década foi marcada também pelo surgimento dos pacotes de viagem com transporte aéreo e a inauguração da primeira loja fora do ABC Paulista.
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Em 1989, um dado impressionava o mercado: a CVC comprou 100 mil passagens aéreas da Vasp. Esse volume representava 50% de todo o movimento mensal da companhia aérea. O empreendedorismo da operadora foi noticiado até pela imprensa internacional como case de marketing. No mês de outubro de 1992, a CVC começou a fretar aviões para uso exclusivo de seus passageiros. As primeiras viagens foram para destinos como Maceió, Natal, Porto Seguro, Serra Gaúcha e para a Pousada do Rio Quente, em aviões modelo Boeing 737-500 ou 737-300. Mais uma grande inovação ocorreu em 1997 quando a CVC instalou a primeira sala de embarque no Porto de Santos. No ano seguinte, a empresa contava com lojas em São Paulo, Santos, Guarulhos, Osasco, Campinas, Mogi das Cruzes, São José dos Campos, Ribeirão Preto, Porto Alegre, Belo Horizonte, Londrina, Florianópolis, Curitiba e Rio de Janeiro. Nesta época a CVC oferecia mais de 50 roteiros turísticos, embarcando aproximadamente 300 mil passageiros por ano.
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Em 2000, o programa Operacional e de Vendas Systur, construído especialmente para a CVC, contava com mais de 670 terminais servidores interligados em todo o Brasil com capacidade para 12 mil transações por minuto. O perfil dos clientes da CVC começou a mudar nesta época, quando a empresa conquistou os consumidores da classe média, aproveitando a desvalorização do Real, que quebrou importantes concorrentes como a Soletur e a Stella Barros. Ambas dependiam das viagens internacionais, que de uma hora para outra se tornaram caras demais para a classe média brasileira. Diferentemente delas, a CVC atravessou este período com êxito graças ao turismo doméstico, sua principal aposta até hoje. Na época da crise cambial o turismo rodoviário respondia por 50% de suas vendas, os pacotes aéreos nacionais ficavam com 30% e os 20% restantes eram de viagens internacionais.
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Em 28 de maio de 2002 a CVC completou 30 anos de idade com 5 milhões de passageiros embarcados, 48 lojas no Brasil e uma nos Estados Unidos. Depois de meses de negociação, no início de 2010, o fundo americano de private equity Carlyle adquiriu por R$ 700 milhões 63.6% da CVC, maior operadora de turismo da América Latina. Apenas a operadora de turismo - incluindo os cruzeiros marítimos - foi envolvida no negócio. Sob o comando do Carlyle, a CVC deve se expandir para outros mercados da América Latina. Outro fato marcante ocorrido no ano foi que a CVC se tornou uma operadora oficial da Disney. Com experiência de mais de 20 anos na operação e comercialização de roteiros turísticos voltados às famílias brasileiras em viagens para a Flórida a CVC passa agora a integrar ao restrito hall de operadoras seletas Disney, um claro reconhecimento à qualidade de seus serviços em viagens assistidas. Além disso, a CVC comprou as 14 lojas da bandeira Turismo Carrefour, localizadas dentro dos supermercados da rede francesa.
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A linha do tempo
1992

Início da venda de pacotes para Aruba no Caribe.
1993
Aquisição de quatro ônibus Turismo tipo Luxo, totalizando uma frota de 15 carros rodoviários.
1997
Contratação, por um período de um ano, de vôos charters com a Transbrasil para Cancun no México.
Início das vendas de pacotes para a Europa e Ásia.
2000
Criação, em agosto, da primeira loja virtual de turismo do Brasil.
Inauguração, no dia 28 de agosto, de duas novas lojas CVC em shoppings de São Paulo: a do Shopping Morumbi, com 100 metros quadrados, e a do Shopping Jardim Anália Franco, com 90 metros quadrados.
2003
Criação da CVC Eventos, empresa do grupo que se dedica ao segmento do turismo de negócios.
Fretamento do navio R5 Blue Dream, da operadora espanhola Pullmantur, para a temporada de verão de 2004. Esse foi o primeiro fretamento 100% já feito pela operadora.
Lançamento, em janeiro, dos pacotes com destino ao Taiti e suas Ilhas, na Polinésia Francesa.
2006
Fretamento de cinco navios na costa brasileira (Blue Dream, Pacific e Sky Wonder, com o inovador sistema all inclusive; além das embarcações Grand Voyager e Mistral).
Lançamento da Universidade Corporativa CVC, ferramenta de gerenciamento de treinamentos presencial e a distância (e-learning) destinada à capacitação de sua rede de distribuição no Brasil, formada por 12 mil profissionais, entre funcionários e agentes de viagem diretos e indiretos.
2007
O Grupo CVC incorpora a companhia aérea Webjet, com o objetivo de ampliar o número de vôos fretados da empresa em cinco estados. Atualmente a companhia aérea possui 23 aviões e voa para mais de 16 destinos.
Entre os lançamentos de produtos internacionais, destaque para o roteiro Maravilha do Mundo, com início no Egito e término na Jordânia; programação permanente para Fátima (Portugal) e Santiago de Compostela (Espanha); Reino da Magia, com saídas semanais do Brasil para Orlando tendo destino os parques temáticos da cidade.
Admissão de equipes de guias CVC falando português nas principais capitais do mundo, como Nova York, Paris e Dubai.
Lançamento do primeiro ônibus CVC Double Deck. Inspirado nos veículos típicos da Europa, de dois andares, o ônibus oferece aos turistas a visualização panorâmica dos principais pontos turísticos de Salvador.
A tradicional bolsa de viagem CVC entra em sua quarta geração. A primeira delas, na cor branca, permaneceu por mais de 20 anos. Depois, veio a “amarelinha”, que circulou por uma temporada, até dar as boas-vindas à terceira geração de bolsas, na tonalidade azul, que vigorou nos últimos três anos. Agora, a nova bolsa, também na cor azul, é a primeira em formato mochila, com design prático e moderno.
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O sucesso
Sempre atenta aos anseios do seu público, a CVC lançou tendências e ampliou sua gama de produtos e serviços turísticos, a ponto de ser hoje a companhia de viagens líder na preferência dos consumidores brasileiros. Um exemplo disso é a estratégia traçada para conquistar o cliente da classe média, baseada na venda de pacotes de turismo com inúmeras facilidades. Metade das suas lojas está localizada em shopping centers, para literalmente “fisgar o consumidor” no momento em que está fazendo compras ou simplesmente passeando. O grande desafio da CVC é saber quais os sonhos desse turista e fazer de tudo para serem realizados. Fazer a viagem caber no orçamento é um deles; daí a facilidade no pagamento oferecida pela empresa. Atualmente, as viagens mais econômicas, como excursões rodoviárias para Foz do Iguaçu ou para o Rio de Janeiro, correspondem a 17% do movimento. Mas a CVC ainda acredita que muitos sequer sabem que têm condições de pagar um pacote turístico. E desmistificar essa idéia é mais um dos planos da empresa. O brasileiro se tornou um turista mais consciente e exigente. Para que possam planejar suas viagens, a CVC trabalha com uma tabela com mais de 12 meses de antecedência, que permite ao turista preparar de forma antecipada o roteiro desejado entre os mais de 100 diferentes destinos que a empresa oferece por meio de 770 roteiros nacionais e internacionais, através de viagens aérea, rodoviária e marítima.
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O segredo, em qualquer negócio, é estar atento a tendências e novidades. Aliás, a CVC sempre entendeu que para consolidar sua atuação junto ao público consumidor é fundamental inovar. Tanto que foi a primeira empresa a fretar aviões, a investir em um novo formato de distribuição de produtos turísticos no varejo, com a abertura de lojas em shoppings e hipermercados, bem como a oferecer o parcelamento de viagens em 10 vezes sem juros e a desenvolver produtos turísticos que cabem no bolso do consumidor. É neste âmbito, de antecipar-se ao desejo de seu público, permitir o acesso ao turismo, desenvolver regiões turísticas, gerar empregos e crescer junto com esta indústria, que a CVC se fortalece e reforça sua importância no dia-a-dia da economia brasileira e magnitude no setor de turismo. A operadora tem feito grandes investimentos principalmente no segmento de cruzeiros. O turista brasileiro descobriu o prazer de navegar e as companhias de cruzeiros internacionais têm explorado fortemente nossa costa nos últimos anos. Além do segmento de cruzeiros, está ampliando seu portfólio de destinos de ecoturismo e assumindo a operação de turismo da Parada Gay em São Paulo.
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A evolução visual
O tradicional logotipo da CVC passou apenas por algumas pequenas modernizações ao longo dos anos.
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Os slogans
Onde os sonhos viram conquistas. (2010)
Sonhe com o mundo. A gente leva você. (2008)
Para todo mundo, existe uma CVC. (2007)
A melhor maneira de viajar.
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Dados corporativos
● Origem: Brasil
● Fundação:
28 de maio de 1972
● Fundador:
Guilherme Paulus e de Carlos Vicente Cerchiari
● Sede mundial:
Santo André, São Paulo
● Proprietário da marca: Holding CVC e The Carlyle Group
● Capital aberto: Não
● Presidente do conselho:
Guilherme Paulus
● Presidente: Valter Patriani (operadora CVC)
● Faturamento: R$ 2.9 bilhões (estimado)
● Lucro: Não divulgado
● Lojas: 610
● Presença global:
6 países
● Presença no Brasil:
Sim
● Funcionários: 4.500
● Segmento: Turismo
● Principais produtos:
Pacotes turísticos
● Ícones: Suas bolsas de viagens
● Slogan: Onde os sonhos viram conquistas.
● Website:
www.cvc.com.br
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A marca no mundo
Hoje em dia a CVC, maior operadora da América Latina (respondendo por 60% dos pacotes turísticos comercializados no Brasil) e décima colocada no ranking mundial, têm mais de 600 lojas e 8 mil agências de viagens credenciadas, representada em todos os estados brasileiros e no Uruguai (Montevidéu), Argentina (Buenos Aires e Bariloche), Chile (Santiago) e França (Paris), embarcando mais de 2 milhões de passageiros anualmente, além de trazer mais de 25 mil turistas estrangeiros para o Brasil. Em 2010 a empresa encerrou o ano com 2.662 vôos fretados. A Holding CVC compreende as empresas CVC Operadora de Viagens, CVC Marítima, GJP Administradora de Hotéis e CVC Companhia Aérea/Webjet.
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Você sabia?
Os 10 destinos nacionais mais vendidos pela CVC são: Porto Seguro (80.000 passagens vendidas por ano) seguido de Fortaleza, Natal, Maceió, Porto de Galinhas, Costa do Sauípe, Gramado, Salvador, Recife e Rio de Janeiro. Entre os destinos internacionais, a capital Buenos Aires é a preferida dos turistas brasileiros, seguida por Madri, Santiago, Bariloche, Flórida/Disney, Cancun, Miami, Nova York, Paris e Lagos Andinos.
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As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é, Veja, Época e Isto é Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas).
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Última atualização em 21/12/2010

2 comentários:

Gil disse...

Acompanhei o crescimento da CVC, simplesmente sensacional tudo o que Paulus fez. Empreendedor e visionário. Além de coragem invejável. Parabéns pelas informações, completas!!!!
Gilberto

Salvati disse...

Eu tive o previlégio de fazer parte desta grande empresa de turismo, que é a CVC, conheço muito bem o trabalho arduo de seus diregentes como Guilherme Paulus, Luiza Paulus, Valter Patriani e outros grande amigos que la eu fiz e mantenho as amizade até hoje. Parabéns CVC pelo seu aniversário neste mes de maio.
Miguel Salvati