5.5.06

HARLEY-DAVIDSON


O sucesso da HARLEY-DAVIDSON se deu porque ela é a encarnação sobre rodas. Afinal, representa revolta, liberdade e bandidagem no bom sentido. A esmagadora maioria de seus clientes compra seu produto pelo conceito de rebeldia e liberdade, na forma de uma motocicleta. É a única marca que conseguiu criar um nível de fidelidade tão alto entre seus consumidores que alguns deles chegam a tatuar seu logotipo em alguma parte do corpo. Hoje a marca é um ícone americano, uma lenda, objeto de desejo e também símbolo de status. “Harley-Davidson não é uma motocicleta – é um estilo de vida”.

A história
Foi de um simples barracão, com três metros de largura por nove metros de comprimento, e em cuja fachada podia se ler o letreiro “Harley-Davidson Motor Company”, localizado nos fundos da casa dos jovens irmãos Arthur e Walter Davidson, na pacata cidade de Milwaukee, estado americano de Wisconsin, que no dia 28 de abril de 1903 foram produzidas as primeiras três motocicletas da marca. Na verdade uma espécie de bicicleta reforçada com motor de 3hp, batizada com o sobrenome dos seus criadores: o desenhista William S. Harley e o engenheiro Arthur Davidson, dois jovens colegas de universidade e amigos de infância, que enfrentaram o desafio de colocar um sonho em pé; em pé e rodando; rodando e encantando; encantando e apaixonando. Na verdade, o sonho deles era apenas construir artesanalmente um pequeno modelo de motocicleta destinado às competições; mas se empenharam com tanto amor e comprometimento que mais do que realizar um sonho e construir uma motocicleta, eles criaram, de verdade, uma mística. Como o veículo se mostrou bom, eles construíram mais dois exemplares. Dessas três motocicletas, uma foi vendida por US$ 200 diretamente pelos fundadores da empresa para Henry Meyer, um amigo pessoal deles.


Em Chicago, a primeira concessionária nomeada pela marca, C. H. Lang, comercializou outra das três motocicletas fabricadas. Os negócios começavam a evoluir, mas em um ritmo lento. No entanto, no dia 4 de julho de 1905, uma motocicleta HARLEY-DAVIDSON venceu, em Chicago, sua primeira competição, uma corrida de 15 milhas – e isso ajudou a alavancar ainda mais as vendas da jovem empresa. Enquanto isso, na cidade de Milwaukee, o primeiro trabalhador da empresa foi contratado em tempo integral. Com as vendas em ascensão e depois de conseguir um empréstimo bancário, os jovens empreendedores decidiram abandonar as acanhadas instalações iniciais e se instalaram em um armazém muito maior, com melhores condições de trabalho, localizado no centro da cidade. Mais cinco funcionários foram contratados para trabalhar lá em tempo integral. Assim, em 1906, teve início oficialmente a produção de motocicletas carinhosamente apelidadas de Silent Gray Fellow. O nome provinha de Silent (Silenciosa) devido à condução suave que os amortecedores proporcionavam, Gray (cinzenta) pela sua austera pintura e única cor disponível, e Fellow (amiga), que sugeria uma amizade entre o homem e a máquina, pois a motocicleta ganhou reputação de ser uma companheira confiável na estrada.


Ainda em 1906 a marca produziu o seu primeiro catálogo promocional. O nome HARLEY-DAVIDSON MOTOR COMPANY foi adotado oficialmente no dia 17 de setembro de 1907. Foi também neste mesmo ano, sob a presidência de Walter Davidson, irmão de Arthur, que uma motocicleta HD foi inscrita na primeira corrida organizada pela recém-criada Federação Motociclista Americana. A experiência se mostrou um sucesso estrondoso, pois o próprio Walter bateu os oitenta competidores, que representavam pelo menos vinte marcas diferentes.


Em 1909, a marca apresentou a sua primeira grande evolução tecnológica no mercado de duas rodas: o lendário motor V-Twin, com dois cilindros em “V”, inclinação de 45º e capaz de desenvolver 7cv – uma potência considerável para aquela época. A fabricação desses motores era simples e muitas outras empresas o adotaram. O design foi um sucesso e passou a ser o motor clássico da marca. Cerca de 1.100 unidades da motocicleta HARLEY-DAVIDSON V-8 foram vendidas. Em 1912, foi iniciada a construção definitiva da fábrica localizada na Avenida Juneau, centro da cidade de Milwaukee, e inaugurada uma área exclusiva de peças para reposição e acessórios. A primeira exportação de suas motocicletas ocorreu ainda nesse ano para o Japão. Nesta época a empresa já possuía 200 concessionárias autorizadas espalhadas pelos Estados Unidos. Em 1916, o presidente dos Estados Unidos enviou seu principal general em cima de uma HARLEY-DAVIDSON para acabar com as estrepolias de Pancho Villa na fronteira mexicana.


Antes de cair nas graças dos estradeiros, a HARLEY-DAVIDSON foi usada como meio de transporte na Primeira Guerra Mundial. Algumas delas eram equipadas com “sidecars” tão sofisticados que possuíam armas automáticas acopladas. Durante o conflito, a empresa recebeu do exército americano uma encomenda de aproximadamente 20 mil unidades. Um soldado americano, o cabo Roy Holtz, pilotando uma HARLEY-DAVIDSON equipada com sidecar foi o primeiro a entrar em território alemão, um dia após a assinatura do armistício. Em 1920, a HARLEY-DAVIDSON já era a maior fabricante de motocicletas do mundo, possuindo concessionárias em 67 países e uma produção superior a 28.000 unidades. Além disso, a equipe de corrida da HARLEY-DAVIDSON, que já era conhecida como “The Wrecking Crew” (“Equipe de Demolição”), se tornou tão dominante nas pistas americanas, daí a origem do nome, que adotou um pequeno porco como sua mascote. Assim que a paz se estabeleceu definitivamente, a marca voltou às pistas em 1921, e se tornou a primeira equipe a vencer uma prova de velocidade a mais de 100 milhas por hora. Nesta década a empresa introduziu muitas inovações, como por exemplo, em 1925, com o tanque de combustível em forma de gota de lágrima (antes era achatado), conhecido como “Teardrop”, que se tornou marca registrada da HARLEY-DAVIDSON, além de freio na roda dianteira.


A primeira ameaça ao futuro da empresa foi a crise de 1929. No período da Grande Depressão Americana, as vendas despencaram em 20%, fazendo com que a empresa tivesse que mudar a cor original das motos, o verde oliva, para cores mais atuais, como algumas combinações de duas cores no tanque, ou algumas em sólidas cores art-déco com uma águia pintada, fazendo com que a HARLEY-DAVIDSON se adaptasse melhor ao mercado. Durante a Segunda Guerra Mundial, a empresa forneceu 70 mil motocicletas e sidecars para o exército americano e seus aliados, sendo desenvolvido inclusive um modelo especial para os combates, o XA 750, que era equipado com um propulsor horizontal com cilindros opostos, destinado principalmente para uso no deserto. Quando o conflito acabou, o mercado americano emergiu, depois de anos de retração por causa da guerra, e todos aqueles que haviam lutado se tornaram os principais compradores das HARLEY-DAVIDSON, desejando reviver o espírito da lendária motocicleta como civis. Esses veteranos ajudaram a construir o mito HARLEY-DAVIDSON pilotando suas motos com um forte orgulho americano, que, para alguns, seria a lembrança dos amigos que lutaram com eles lado a lado, mas morreram pela liberdade do país.


Em 1946 foi produzida a WR 750 Flathead que se mostrou uma das melhores motos de competição já construídas. Pouco depois, em 1948, as melhorias nos motores 1000 e 1200, fez surgir o lendário “Panhead”, um motor de 74 centímetros cúbicos com válvulas hidráulicas e cabeças de alumínio, que levou a produção a atingir 31.163 unidades. No ano de 1953, com o fechamento da marca Indian, a HARLEY-DAVIDSON se tornaria a única fabricante de motocicletas dos Estados Unidos pelos próximos 46 anos. Os anos dessa década foram tomados pelo espírito das motocicletas HARLEY-DAVIDSON. Como as máquinas deveriam ser cada vez mais potentes, as motocicletas foram se tornando mais leves, perdendo o para-lama dianteiro e os acessórios. Os guidões começaram a assumir a forma de forquilha. Um novo modelo, conhecido pelo nome de Chopper, tornou-se muito popular. Nesse momento, as HARLEY-DAVIDSON já eram uma instituição americana, aparecendo em filmes de Hollywood ao lado de grandes protagonistas. Nos anos de 1960, as marcas japonesas, já reestruturadas, ganharam força em todo o mundo e a HARLEY-DAVIDSON sentiu o golpe da concorrência. A Honda lançou os modelos “leves”, enquanto a Kawasaki e a Yamaha entraram pesado no mercado americano. Paradoxalmente, nesse período, a empresa consolidou sua fama internacional, pegando carona nos movimentos alternativos que pregavam liberdade, paz e amor.


Uma nova e turbulenta fase na história da empresa começou em 1965. Com a abertura das suas ações na Bolsa de Valores, terminava o controle familiar na empresa. Vivendo uma decadência, em 1969, a já mítica empresa foi comprada pela American Machine and Foundry (AMF), um tradicional fabricante de produtos de lazer, que investiu US$ 60 milhões no aumento de produção, exclusivamente para enfrentar as motocicletas japonesas. Mas, apesar das vendas aumentarem e do governo americano entrar na briga contra as rivais japonesas, taxando a importação de motos, a empresa não saiu do vermelho. A produção, na década de 1970, passou de 15.000 para 75.000 unidades ao ano, atingindo um volume muito alto, mas deixando de lado o mais importante: a qualidade de seus produtos. As motos chegavam a sair da fábrica já vazando óleo. Um negociante de Nova York conta que era impossível sair do lado leste de Manhattan para o lado oeste sem um kit de ferramentas. A qualidade ficava cada vez pior, mas sua demanda continuava alta, até o crescimento das empresas japonesas, que foram responsáveis pela tomada de grande parte do mercado americano e mundial. No dia 26 de fevereiro de 1981, uma nova tentativa de salvar a marca: 13 executivos se uniram para comprar a marca da AMF. Entre eles, estavam William G. Davidson, neto de um dos fundadores, Vaughn Beals e Richard Teerlink. Para celebrar esse acontecimento eles fizeram uma viagem de moto da cidade de York à Milwaukee, sede da empresa. A frase “The Eagle Soars Alone” (A águia voa sozinha) se tornou o grito de guerra para celebrar a aquisição.


O passo seguinte foi convencer o governo a impor cotas ainda mais pesadas de importação para as motos japonesas com motores acima de 700 cc, o que lhes deu tempo suficiente para reerguer a empresa: adaptaram-se aos métodos de controle de qualidade e produção de seus concorrentes japoneses, reinventaram seu processo de fabricação e melhoraram o produto. As coisas começaram a melhorar em 1983, com um pequeno e tímido aumento nos lucros. O futuro se mostrava cada vez melhor e, em 1984, a empresa teve um lucro de US$ 3.9 milhões. Dois elementos foram fundamentais para esse regresso glorioso: o lançamento de uma nova versão do motor V-Twin, batizado de Evolution, que exigiu sete anos de pesquisa e desenvolvimento dos engenheiros da empresa; e o trabalho realizado por Willie G. Davidson à frente do departamento de projeto e responsável pela nova imagem da HARLEY-DAVIDSON. Em 1987 a empresa surpreendeu o mercado. Confiante na sua capacidade de competir com as motocicletas estrangeiras, solicitou novamente ao governo federal que retirasse a tarifa de importação das motos importadas um ano antes do que estava programado. Foi uma medida absolutamente inédita no país até então. A repercussão deste ato foi tão forte que levou o presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, a realizar um tour pelas instalações da empresa e declarar publicamente que era um fã da HARLEY-DAVIDSON. Foi o suficiente para dar novo fôlego à marca. Se em 1982, a participação da marca no mercado americano era de aproximadamente 15%; em 1997 chegou a 49%, quando a empresa alcançou vendas recordes atingindo 132 mil unidades no mundo.


O uso inteligente da marca permitiu que a empresa ingressasse em novos mercados, comercializando desde roupas, como as tradicionais jaquetas de couro, botas, luvas até desodorantes, perfumes e acessórios com a grife HARLEY-DAVIDSON. Mais recentemente, com a grave crise mundial e a queda vertical das vendas, a empresa adotou a estratégia de focar investimento na marca HARLEY-DAVIDSON, encerrando as atividades da marca BUELL e vendendo a italiana MV Augusta. No início de 2011, após uma longa batalha judicial com o antigo distribuidor, a empresa assumiu oficialmente suas operações no Brasil. Dentre as ações realizadas no país, ocorreu a nomeação de novas concessionárias da marca, que atendam às necessidades de seus consumidores, oferecendo uma cobertura sólida e de acordo com os padrões mundiais da HARLEY-DAVIDSON.


Apesar de não ter asas, uma HARLEY-DAVIDSON proporciona voos de liberdade que só os apaixonados por essa lendária motocicleta conseguem descrever. Não é à toa que a marca chega aos seus 110 anos, em 2013, consagrada como um ícone americano, imortalizado desde a luta dos Estados Unidos contra os aliados de Hitler durante a Segunda Guerra Mundial até ser pilotada pelo ultranacionalista Capitão América. E para comemorar essa data história a marca realiza uma série de eventos e festas em diversas partes do mundo, desde o Tibete, passando por Austrália, México, Itália e Brasil, entre outros países. Tudo para celebrar não somente o seu aniversário como também a fidelidade de pessoas que nem sequer são proprietárias de uma motocicleta da marca. Em São Paulo, a festa aconteceu no dia 1 de junho, no Anhembi, em São Paulo, com direito a shows de rock e até a presença de Bill Davidson, bisneto de um dos fundadores da empresa e hoje vice-presidente do Museu Harley-Davidson.


A linha do tempo
1911
O motor F-HEAD se torna padrão nas motocicletas HD.
1912
Formação do Departamento de Peças e Acessórios.
1913
Formação do Departamento de Competição, sob o comando de Bill Harley.
1914
Os primeiros Sidecars são vendidos pela marca.
A HARLEY-DAVIDSON é um dos primeiros fabricantes de motocicletas a mudar as correias de transmissão de couro para cadeias.
Pedais de freio e embreagem estão disponíveis nos motores F-Head de um e dois cilindros.
1916
Publicação da primeira edição da ENTHUSIAST, a revista oficial da HARLEY-DAVIDSON. Foi nesta revista, em 1956, que o então jovem astro Elvis Presley posou para a edição de maio com uma HARLEY-DAVIDSON modelo KH. Hoje em dia, cada edição tem tiragem superior a 1 milhão de exemplares.
1917
Criação do The Quartermasters School, departamento voltado para treinar mecânicos militares para as motocicletas HD. Mais tarde esse departamento se tornaria a Service School e atualmente é conhecida como UNIVERSIDADE HARLEY-DAVIDSON, onde mecânicos de concessionárias americanas ainda são treinados.
Início oficial das vendas de bicicletas com a marca HARLEY-DAVIDSON.
1919
Lançamento do modelo SPORT equipado com um motor de 37 polegadas cúbicas com cilindros opostos, que conquistou uma enorme popularidade em outros países. Único não somente pela configuração dos cilindros, que eram retos e opostos, o modelo adquiriu a reputação de ser estranhamente silencioso.
1922
O primeiro motor em V de 74 polegadas é utilizado nos modelos JD e FD.
1928
O primeiro motor HD de duplo comando foi disponibilizado ao público nas motocicletas da série JD. Essa moto era capaz de atingir uma velocidade final de 140km/h a 160km/h.
1929
O motor bicilíndrico em V de 45 polegadas, que depois passou a ser conhecido como FLATHEAD, foi introduzido no modelo D. Este motor provou ser tão confiável que variações dele são encontradas em motocicletas HD até 1973.
1932
Lançamento dos primeiros triciclos da marca.
1933
Um desenho de uma águia art-déco é pintado em todos os tanques de gasolina. Isso marcou o começo das pinturas nas motocicletas HARLEY-DAVIDSON (com exceção de pinturas por encomenda). A decisão de estilizar as motos foi tomada, em parte, para estimular as baixas vendas, causadas pela depressão que assolava a economia americana.
1936
Lançamento do modelo EL, equipado com motor de 61 polegadas, com válvulas laterais. Com maior potência e mudanças audazes de desenho, a motocicleta ganha o apelido de Knucklehead, devido ao formato das tampas dos cabeçotes. Esta moto foi considerada uma das mais importantes lançadas pela empresa em sua história.
1947
A empresa começa a vender o que se tornaria a clássica jaqueta preta para motocicletas.
1948
Novas características são adicionadas aos motores de 61 e 74 polegadas com válvulas sobrepostas, incluindo cabeçotes de alumínio e lifters de válvula hidráulicos. Também eram novidade as rocker covers, ou tampas dos cabeçotes, cromadas, de uma única peça, com formato de formas de bolo. O apelido PANHEAD (cabeça-de-panela) seria, então, apenas lógico, já que o formato peculiar de seus cabeçotes era semelhante a panelas de ponta cabeça.
1952
Lançamento do modelo K de válvula lateral com motor e transmissão integrados, para competir com modelos menores e esportivos, vindos da Grã-Bretanha. Esse modelo eventualmente evolui para o que agora é a Sportster.
Lançamento do modelo HYDRA-GLIDE, a primeira motocicleta da marca batizada com um nome, e não com números, como acontecia até então.
1957
Introdução da SPORTSTER, equipada com um motor de 55 polegadas, com válvulas sobrepostas. Em apenas um ano, ficou conhecida como a primeira das Superbikes, que inaugurou uma nova era das motocicletas consideradas peso pesado. Até hoje, este nome desperta paixões entre os fãs da marca.
1958
Introdução do modelo DUO-GLIDE com suspensão e freios traseiros hidráulicos.
1960
Lançamento da TOPPER, primeira scooter produzida pela empresa.
1965
Lançamento do modelo ELECTRA-GLIDE, substituindo o modelo Duo-Glide, e trazendo como inovação a partida elétrica, recurso que pouco tempo depois chegaria também à linha Sportster.
1966
O primeiro dos motores SHOVELHEAD foi introduzido nos modelos Electra Glide. O motor ganhou esta designação porque seus cabeçotes lembravam o formato de uma pá de carvão.
1971
Introdução do modelo FX 1200 SUPER-GLIDE, apelidado de “Rei da Estrada”, marcando a entrada da empresa no segmento de motocicletas de passeio, com um motor de 80 centímetros cúbicos e isolador de vibrações. Batizada de cruiser e destinada às longas viagens, nascia um produto feito sob medida para atravessar com conforto e segurança as imensas estradas americanas.
Lançamento das primeiras motos de neve (snowmobiles) da empresa.
1977
Lançamento da FXS LOW RIDER, que possuía guidão reto, motor e pintura exclusivos, e fazia jus ao nome, acomodando o piloto em uma posição mais baixa que o comum.
1979
Introdução do modelo FAT BOB FXEF, que recebeu este nome em virtude de seus tanques de combustível duplos (FAT) e seu para-lama cortado (BOB).
1980
Em homenagem ao histórico rali de Sturgis, lançamento do modelo FXB STURGIS, que vinha equipado com correia na transmissão, acessórios em cromo preto e motor de 80 polegadas.
1982
Mais inovações demonstram um novo compromisso com a qualidade, como as FXR/FXRS SUPER-GLIDE II, com isolamento de borracha, caixa de cinco marchas e o quadro prensado e soldado para os modelos Sportster.
1984
Introdução do modelo SOFTAIL com o motor V2 Evolution de 1340cc, cuja particularidade era tirar o máximo de rentabilidade com o mínimo de manutenção ganhando mais força à medida que aumentava a velocidade. A principal característica deste modelo era o método de esconder os amortecedores traseiros, o que estabeleceu uma tendência no mercado.
1988
Lançamento da SPORTSTER 1200 cilindradas.
Pela primeira vez o museu itinerante HARLEY-DAVIDSON (uma enorme carreta) bota o pé na estrada para mostrar aos fãs as relíquias, motocicletas clássicas e a rica história da marca.
1990
Introdução do modelo FAT BOY, que logo se tornou uma lenda no design atual das motocicletas. O nome vem do enorme pneu traseiro, uma das características marcantes da moto que conquistou os mais exigentes admiradores da marca pelo seu desenho inovador, aros originais e inconfundível carisma. A motocicleta, que agora vem equipada com motor de 1.584 cilindradas e pneu traseiro 200 mm, a fez parecer mais “bandida” ainda. Motor que sobra em potência, muita agilidade e visual incrível. Assim é a FAT BOY, um dos modelos mais vendidos da marca no mundo.
1991
Lançamento da linha DYNA com a estreia da FXDB Dyna-Glide Sturgis.
1994
Lançamento da clássica FLHR ROAD KING.
1995
As motos do modelo Ultra Classic Electra Glide são equipadas pela primeira vez com injeção eletrônica sequencial de combustível.
1997
Introdução do modelo HERITAGE SPRINGER, a versão peso pesado da Softail.
1999
Introdução dos motores TWIN CAM, cujo nome deve-se ao fato de possuir dois comandos no bloco para acionar as válvulas.
2000
Lançamento da FXSTD SOFTAIL DEUCE para o imediato deleite dos motociclistas e da imprensa especializada.
2001
Lançamento dos motores REVOLUTION, cujo ângulo do ”V” era de 60° em vez de 45°.
Lançamento do modelo V-Rod, uma das motocicletas mais ousadas da marca em todo o mundo, com design futurístico e motor desenvolvido em parceria com a alemã Porsche. Trata-se de um motor dois cilindros em “V” de 1.130 cm³ de cilindradas e 115 cavalos de potência. O modelo foi o primeiro da história da marca a ser equipado com motor refrigerado à água.
2004
Lançamento da FLHRSI ROAD KING CUSTOM, que devido a sua suspensão traseira mais baixa e o guidão largo, trouxe um ar praiano para uma HARLEY-DAVIDSON clássica.
2006
As primeiras transmissões de 6 marchas passam a equipar a linha DYNA, que ganha mais um modelo: FXDBI STREET BOB.
Lançamento da STREET GLIDE, uma motocicleta estradeira que também anda bem nas ruas da cidade. Atualmente é o modelo da empresa mais vendido no mundo.
2008
As motocicletas da linha Touring passam a ser equipadas com acelerador eletrônico.
Lançamento da FXCW SOFTAIL ROCKER, uma moto ao estilo Long & Low (longa e baixa), na qual o banco fica a apenas a 622 mm do chão, fazendo com que seja uma das mais baixas do segmento, e a mais baixa de toda a linha HD.
2010
Lançamento da XL FORTY-EIGHT, nova representante da linha Sportster, a mais acessível da marca. A moto de visual retrô é equipada com um motor V2 de 1200cc com injeção eletrônica, tanque de 7.9 litros, assento único e rodas de aro 16 de aço.
2012
Lançamento da DYNA SWITCHBACK, equipada com um motor Twin Cam 96 de 1585cc e transmissão de seis velocidades. O modelo conta com freios ABS e computador de bordo de série. No visual, rodas de alumínio com cinco raios, farol amplo com cobertura cromada integral e guidão recuado no estilo mini ape-hanger.


Um ronco inconfundível
Através de toda sua história, as motocicletas da HARLEY-DAVIDSON têm sido conhecidas e ouvidas à distância pelo ronco característico e inconfundível de seus motores. Esse som é único graças à maneira que os motores são projetados. Em um motor comum, o pistão passa pelo processo de admissão, compressão, combustão e exaustão a cada duas rotações do eixo. Então, quando a válvula de exaustão abre e os gases comprimidos no cilindro escapam, se ouve um “pop”, denotando que se passou um ciclo de rotação do eixo. Num motor de dois cilindros comum, os pistões são cronometrados para que um exploda em uma rotação do eixo, e o outro na próxima, cada um explodindo em movimentos individuais do eixo. O que faz uma HARLEY-DAVIDSON tão especial, é que os pistões são conectados ao eixo de tal maneira, que ambos explodem com 45° de diferença antes e depois de uma completa rotação de 360° do eixo, dando o som de dois “pops” e então uma pausa. O que se ouve é o inconfundível som “pop-pop” de uma legítima HD, um verdadeiro musical clássico para deleite de seus fãs. Em marcha-lenta, é possível ouvir o som “pop-pop” seguido por uma pausa. Por isso, seu som é “pop-pop”...”pop-pop”...”pop-pop”. Este é o som exclusivo de uma HARLEY-DAVIDSON.


Marketing radical
A HARLEY-DAVIDSON talvez seja a marca no mundo que melhor realize o marketing de relacionamento. Um grande exemplo disso ocorreu no dia 3 de junho de 1998, quando uma trovoada imensa partiu de um conjunto que lançava um brilho ofuscante de cromados obscurecido por uma amálgama de blusões pretos. Eram mais de 50 mil membros do clube de proprietários de HARLEY-DAVIDSON no desfile de celebração do 95º aniversário da empresa e 140 mil fãs espalhados pela cidade de Milwaukee. Este é apenas um exemplo de que, se o marketing de relacionamento radical se trata da criação de uma comunidade que se une em volta de uma marca, deve haver poucos casos como o da americana HARLEY-DAVIDSON.


Além disso, a empresa organiza o HARLEY DAYS, um dos maiores eventos internacionais da marca aberto ao público. Sucesso em países como Espanha, Croácia, Suíça, Alemanha, e mais recentemente Brasil, o conceito deste evento é o intercâmbio de experiências, para que isso se materialize e seja efetivamente marcante para cada participante. O programa de cada evento inclui shows de música, performances, exposições, concursos, atividades infantis, visitas guiadas em pontos turísticos da cidade, test ride e desfile de motos. Os membros do H.O.G. geralmente tem uma área exclusiva com um bar customizado e pocket shows numa programação VIP.


Outro evento importante da marca foi lançado em 2008 com o nome de MILLION MILE MONDAY, que tinha como principal objetivo fazer com que os proprietários de HARLEY-DAVIDSON saíssem da garagem para celebrar a marca e a paixão pelo motociclismo, independente do país ou do modelo de HD que pilotem. Em 2012, o evento, já renomeado como WORLD RIDE, bateu recorde de quilômetros rodados (12.5 milhões), durante dois dias. O Brasil teve papel determinante, alcançando a segunda posição, com aproximadamente 673.000km entre os 66 países participantes, ficando somente atrás dos Estados Unidos. Todo quilômetro percorrido pelos participantes é computado por um contador online, onde um hodômetro marca a distância coletiva viajada em tempo real.


Em 2006 a marca lançou um vídeo institucional batizado de “Live by it”, que acabou se transformando em uma cultuada oração para qualquer proprietário de uma HARLEY-DAVIDSON.

Nós acreditamos no nosso próprio caminho, não importa qual é o rumo que o resto do mundo está tomando
Nós acreditamos em resistir a esse sistema que foi construído para esmagar os indivíduos como insetos em um para-brisas
Alguns de nós acreditam no Homem lá de cima; todos nós acreditamos no homem que somos aqui embaixo
Nós acreditamos no céu, e não acreditamos em tetos solares
Nós acreditamos na liberdade

Nós acreditamos na poeira, nos búfalos, nos vales montanhosos, na vegetação rasteira e em pilotar em direção ao pôr do sol
Nós acreditamos em bolsas laterais, nós acreditamos que os caubóis é que sabiam das coisas
Nós nos recusamos a abaixar a cabeça para quem quer que seja
Nós acreditamos em roupas pretas, porque elas não demonstram sujeira... ou fraqueza
Nós acreditamos que o mundo está ficando muito monótono, e que nós não vamos ficar como ele
Nós acreditamos em pegar a moto e viajar por uma semana inteira
Nós acreditamos em diversões de beira de estrada, hot-dogs de posto de gasolina e em descobrir o que está acontecendo na próxima cidade
Nós acreditamos em motores barulhentos, pistões do tamanho de uma lata de lixo, tanques de combustível desenhados em 1936, faróis do tamanho dos de uma locomotiva, cromo e pintura customizada
Nós acreditamos em chamas e em caveiras
Nós acreditamos que a vida é o que você faz dela, e nós fazemos dela uma viagem daquelas
Nós acreditamos que a máquina que você pilota diz ao mundo exatamente de que lado você está
Nós não nos importamos com o que os outros acreditam

Amém.


Um bando de apaixonados
Os executivos da empresa têm uma ligação praticamente siamesa com os seus clientes. Em 1983, eles fundaram o HARLEY OWNERS GROUP (mais conhecido como H.O.G.®), que tinha como principal objetivo atrair novos clientes para o estilo de vida que a marca acreditava ser o seu grande diferencial: pregando o “andar de moto” como diversão para a família e uma maneira de conhecer o mundo e se divertir. Isso deixava o cliente mais envolvido e o programa se tornou, ao mesmo tempo, um diferencial para a marca e uma inovação para o cliente, que passou a ter necessidade de consumir cada vez mais, não somente motocicletas, como principalmente produtos variados da marca, como por exemplo, capas de chuva, jaquetas, luvas, capacetes, etc. Com a criação deste clube surgiu uma instituição que patrocina ralis, organiza eventos e mantém os proprietários de HARLEY-DAVIDSON em contato com a empresa e uns com os outros.


No primeiro rali organizado pelo HOG, em 1984, estiveram presentes apenas 28 pessoas. Hoje são mais de 1 milhão de membros (estima-se que no Brasil seja aproximadamente 30 mil pessoas), muitos deles facilmente identificáveis por uma aparência durona e rústica, com suas jaquetas de couro, tatuagens e cabelo comprido. O primeiro H.O.G. internacional foi fundado em 1991 na Inglaterra. No mundo inteiro são mais de 1.400 deles. A fundação do H.O.G. ajudou à regeneração da empresa, permitindo-lhe manter-se como marca que perdura e perdurará. É uma turma cujo maior prazer é ir para lá e para cá em estradas, sem destino, de preferência em bando, com jaquetão de couro, calça jeans surrada e aquele olhar de desprezo para os motoqueiros normais. Hoje em dia, o H.O.G. oferece aos seus membros vantagens que cada vez mais alimentam à paixão por dirigir uma HARLEY-DAVIDSON, tais como a revista HOG, encontros, passeios e eventos, chapter locais, distintivos e emblemas, o programa de locação de motos Fly & Ride, remessa de motocicletas e muito mais.


Uma estrela em Hollywood
Tão venerada quanto as badaladas estrelas do cinema, a HARLEY-DAVIDSON sempre foi presença constante nos filmes de Hollywood. Muitas vezes como companheira inseparável de protagonistas marcantes. Como por exemplo, em 1953, no filme “The Wild Ones” (O Selvagem), protagonizado por Marlon Brando e o modelo Hydra Glide. Elas foram, inclusive, as companheiras de Peter Fonda e Dennis Hopper no clássico filme “Easy Rider” (Sem Destino), onde foi apresentado pela primeira vez o modelo CHOOPER, imortalizado com a pintura da bandeira norte-americana no tanque. O modelo FAT BOY, que se tornou popular quando utilizado no filme “Exterminador do Futuro II”, de 1991, estrelado por Arnold Schwarzenegger. Ou ainda o modelo V-Rod, que se tornou célebre depois de ser uma das grandes atrações do filme “X-Men - O Confronto Final”, onde era pilotado pelo personagem Ciclope (interpretado por James Marsden). E outros modelos da lendária motocicleta já circularam com destaque pelos estúdios de Hollywood, como a FLSTF Fat Boy nos filmes Os Vingadores e Wolverine; a Softail Springer Classic em Indiana Jones; a XL1200C Sportster Custom em Motoqueiros Selvagens; a FXSTC Softail Custom em Robocop; a FXR Super em Pulp Fiction, pilotada por Bruce Willis; a FLHTP Electra Glide em Na Linha de Fogo; e mais recentemente a WLA 1942 no filme Capitão América, O Primeiro Vingador, onde o herói dos quadrinhos, interpretado por Chris Evans, defende a liberdade e a justiça pilotando uma HARLEY-DAVIDSON.


O museu do mito
Um verdadeiro templo para os fãs. Assim pode ser definido o Museu Harley-Davidson, inaugurado oficialmente no dia 12 de julho de 2008 na sede da empresa em Milwaukee, em uma deslumbrante área de 20 acres, com mais de 700 árvores nativas, lago, rio e em um parque aberto 24 horas. O museu, 12.000m² divididos por três prédios de tijolos pretos, aço galvanizado e vidro, é um arquivo impressionante da história da marca e inúmeras exposições são constantemente programadas. A primeira delas contou com a réplica de uma pista que lembra as chamadas “corridas loucas”. Pistas ovais feitas de tábuas de madeira, cheias de gordura, curvas com inclinação de 45°, onde era possível atingir 190 km/h em motos sem freios. Elas duraram pouquíssimo tempo por motivos óbvios. Neste templo para o adoradores da marca estão expostas aproximadamente 450 clássicas motocicletas fabricadas pela empresa. Entre elas está a mais antiga: Serial Number One. Trata-se de uma espécie de protótipo com pedal e um pequeno motor, construído pelos fundadores da empresa. De mais “recentes”, há os modelos de serviço de três rodas, usados durante a Grande Depressão, e os criados especialmente para a Segunda Guerra Mundial. Também está no museu a moto KH vermelha e branca 1956 de Elvis Presley, comprada alguns meses antes de estourar com a música “Heartbreak Hotel”. Outros famosos também marcam presença virtual em telas que exibem os momentos mais importantes da HARLEY-DAVIDSON no cinema e na televisão.


Além disso, quem quisesse se tornar um membro fundador poderia ter esta honra, pelo menos de certa forma. É que até o final do ano de 2008, quem se associou ao museu, pagando taxas que variavam de acordo com cada plano, teve direito a este título com a honraria gravada em uma plaqueta de metal, ou como eles chamam, em um “dog tag”. Expondo muito mais que a rica e mítica história da marca americana através de fotos, vídeos, roupas, documentos raros e outros artefatos, o local tem entre suas atrações a exibição dos componentes desmontados que fazem parte das motocicletas e dos tradicionais tanques de gasolina de modelos clássicos da marca. Além disso, a “Sala do Motor” exibe em uma espécie de árvore genealógica a evolução dos motores que impulsionam uma HRALEY-DAVIDSON, expostos em uma parede laranja. O museu conta também com um restaurante que abriga 900 pessoas sentadas, um badalado café, uma enorme loja (a maior do mundo), onde é possível encontrar uma infinidade de produtos HARLEY-DAVIDSON, e um espaço para eventos e espetáculos, desde casamentos a encontros de motos clube. E para se sentir em casa – ou na estrada – de vez, o museu tratou de colocar o característico ronco do motor em diversos locais para o público ouvir. O museu atrai aproximadamente 450.000 visitantes por ano.


A evolução visual
O icônico logotipo da marca HARLEY-DAVIDSON, chamado de “Bar & Shield”, surgiu em 1908, quando foi usado como um adesivo, fixado na caixa de ferramentas encontrada nas motocicletas HD. O nome Bar & Shield vem do formato do logotipo que é constituído por uma barra (bar) onde está escrito o nome HARLEY-DAVIDSON e um escudo (shield) onde se lê “Motor Cycles”. Um pedido de registro da marca no U.S Patent Office com a data de 30 de janeiro de 1930 alega que o “B&S” foi usado e aplicado constantemente pela empresa desde 6 de maio de 1910. A primeira associação com a cor preta e laranja para o logotipo Bar & Shield data de 1922, quando peças e acessórios receberam embalagens com novo design. A versão atual surgiu somente em 1965, substituindo a versão antiga, bem mais alongada.


Além da identidade visual para suas motocicletas, a empresa utiliza um logotipo corporativo, idêntico ao da marca, mas com a palavra COMPANY ao invés de CYCLES.


Os slogans
So screw it, let’s ride. (2008)
Live by it. (2006)
The Legend Rolls On. (A lenda continua rodando)
Live to Ride, Ride to Live. (Viva para rodar, rode para viver)
The Road Starts here. It never Ends. (A estrada começa aqui, mas nunca acaba)
American by birth. Rebel by choice. (Americana de nascimento. Rebelde por escolha)
Until you’ve been on a Harley-Davidson, you haven’t been on a motorcycle. (Se você nunca andou em uma Harley-Davidson, então nunca andou em uma moto)
If i have to explain, you wouldn’t understand. (Se eu tiver que explicar, você não vai entender)
Soul: That is the Difference. (Alma: essa é a diferença)
A Legend Can’t Stand Still. (Uma lenda não pode ficar parada)
It’s time to ride. (É hora de rodar)
A Rolling Testament to Staying True.


Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Fundação: 28 de abril de 1903
● Fundador: William Harley e Arthur Davidson
● Sede mundial: Milwaukee, Wisconsin
● Proprietário da marca: Harley-Davidson, Inc.
● Capital aberto: Sim (1986)
● Chairman & CEO: Keith Wandell
● Faturamento: US$ 5.58 bilhões (2012)
● Lucro: US$ 623.9 milhões (2012)
● Valor de mercado: US$ 12.1 bilhões (junho/2013)
● Valor da marca: US$ 3.857 bilhões (2012)
● Fábricas: 7
● Concessionárias: 1.550
● Vendas globais: 249.849 unidades (2012)
● Presença global: + 100 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 6.400
● Segmento: Motocicletas
● Principais Produtos: Motocicletas, acessórios e roupas
● Concorrentes diretos: Triumph, BMW, Yamaha, Honda, Suzuki e Kawasaki
● Ícones: A imagem de rebeldia, o logotipo e o ronco de suas motos
● Slogan: So screw it, let’s ride.

O valor
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca HARLEY-DAVIDSON está avaliada em US$ 3.857 bilhões, ocupando a posição de número 96 no ranking das marcas mais valiosas do mundo. A empresa também ocupa a posição de número 449 no ranking da revista FORTUNE 500 de 2013 (empresas de maior faturamento no mercado americano).

A marca no mundo
Em 2012, a HARLEY-DAVIDSON comercializou quase 250 mil motocicletas em mais de 100 países, oferecendo aproximadamente 20 modelos diferentes (entre eles os famosos Fat Boy, The Sportster, Electra Glide, além da linha CVO, preparada pela Custom Vehicle Operations, especializada na customização de motos na própria fábrica da empresa) através de seus mais de 1.500 pontos de vendas, contando com uma força de trabalho de 6.400 pessoas. Depois das motocicletas (que responde por algo em torno de 65% do faturamento) e partes e acessórios (8% do faturamento), a marca vende atitude, comercializando roupas e acessórios. Somente a licença de utilização do logotipo e da marca HD gerou para a empresa em 2012 uma arrecadação de aproximadamente US$ 300 milhões.

Você sabia?
A primeira fábrica da marca fora dos Estados Unidos foi inaugurada na cidade de Manaus no ano de 1998.
Nos Estados Unidos, uma grande parte das policias estaduais, tem enormes frotas de HARLEY-DAVIDSON. A primeira delas foi vendida para o departamento de polícia de Detroit em 1908.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Isto é Dinheiro), jornais (Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 7/4/2013

2 comentários:

leandro disse...

quais as ameças q a marca sofre no mercado atualmente , e os prós ?

Anônimo disse...

Qual o público da marca nos dias de hoje , já que não vemos muitos barbudos "rock´n´roll" por ai ?