16.5.06

FERRARI

A FERRARI não é apenas uma máquina, ou um automóvel, é um mito, que encanta a todos, esteja onde estiver. É o objeto de desejo da maioria dos mortais que vivem neste planeta. A comparação das máquinas construídas em Maranello com raras e exclusivas jóias não é exagero, tamanha sua exclusividade.
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A história
É impossível falar na criatura sem falar no seu grande criador: Comendattori Enzo Anselmo Ferrari. Nascido no dia 18 de fevereiro de 1898, na Itália, Enzo Ferrari queria ser cantor de ópera ou piloto de competição. Logo desistiu de ser cantor de ópera, por falta de voz e ouvido. Sobrou apenas a segunda opção. Em 1919 decidiu ser piloto e participou de uma prova (pela primeira vez) em Parma Bercetto, na qual obteve a quarta colocação (a prova foi vencida por Antonio Ascari, pai de Alberto Ascari, que futuramente iria morrer ao volante de uma FERRARI). Nos anos seguintes trabalhou para a Alfa Romeo como piloto de competição, ficando mais tarde responsável pela divisão de competição de automóvel. Em 1929 fez o que a história consagrou como seu grande golpe de mestre: criou a Scuderia Ferrari, a primeira equipe de automobilismo independente das fábricas, mas vinculada à Alfa Romeo. Em 1939, Enzo Ferrari deixou essa montadora italiana e passou a 2ª Guerra Mundial fabricando equipamentos agrícolas e até carros. O primeiro automóvel inteiramente construído por ele, feito durante o conflito, foi chamado de Modelo 815, isto porque, não podia colocar seu nome em nenhum carro, em decorrência do contrato que assinara com a Alfa Romeo.
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Somente em 1946, após o fim do conflito e a queda do regime de Mussolini, ele construiu o primeiro carro com seu nome: a Ferrari 125S. E espantou o mundo por desenvolver em instalações precárias, mas com uma equipe competente e entusiasmada, um motor tão poderoso como o V12 que a equipava, algo muito avançado para a época. O modelo estreou com vitória no Grande Prêmio de Roma, disputado ao redor das Termas de Caracalla, em 25 de maio de 1947, pilotado por Franco Cortese. Desde então, a FERRARI obteve mais de cinco mil vitórias em provas automobilísticas. Em 1951 conseguia sua primeira vitória na Formula 1, no circuito de Silverstone com o piloto José Froilán González. E em 1956 a história da marca mudaria radicalmente. O piloto argentino Juan Manuel Fangio conquistaria o título mundial pilotando uma FERRARI. Em 1961 os tempos começaram a ficar difíceis para a FERRARI, depois de conflitos internos que levaram à saída de vários membros da direção. A montadora, mesmo assim, conseguiu alcançar um grande número de vitórias em competição e elevar o seu nome no cenário automobilístico.
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Em 1969, com a empresa enfrentando diversos problemas econômicos, a FIAT comprou 50% de suas ações, garantindo assim que a FERRARI não se tornasse uma marca vulgarizada. O dia 14 de agosto de 1988 foi um dia negro para a marca, quando aos 90 anos, o Comendador Enzo deixava o mundo e a FERRARI, que fabricava e vendia automóveis esportivos apenas para cobrir os custos da equipe de Formula 1. Com o falecimento do comendador e a indicação de um antigo funcionário, o Sr. Luca Cordero di Montezemolo para assumir a responsabilidade de tornar a FERRARI uma empresa moderna e rentável, o que se viu foi uma verdadeira revolução na década de 90. Uma de suas primeiras ações foi contratar o francês Jean Todt para reestruturar a equipe de Formula 1, fazendo-a voltar aos tempos gloriosos. O resultado: a escuderia ressurgiu das cinzas em 1997, quando o piloto alemão Michael Schumacher conquistou o vice-campeonato pilotando o carro vermelho; e as vendas de automóveis cresceram como nunca visto antes. Daí para frente a história todo mundo sabe.
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Evolução de alguns mitos
Desde os anos 40, a transferência de tecnologia dos carros de competição para os esportivos de rua é uma realidade. Ao longo da história da FERRARI, pouco mais de 70 modelos foram lançados no mercado internacional. Na década de 40, Enzo Ferrari ficou literalmente dividido entre competição e carros comerciais. Por isso, o primeiro carro de rua foi lançado somente em 1948: a cupê 166 Inter.
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1984
FERRARI TESTAROSSA. Um clássico da marca, que possuía este nome pelo fato da cabeça do motor ser pintada de vermelho. Possuía o célebre motor 12-cilindros com 390cv, sendo o primeiro modelo da marca a possuir ar-condicionado e bancos de couro. Ganhou fama internacional depois de ser utilizada no seriado americano Miami Vice.
1987
FERRARI F-40. Foi apresentada em 21 de junho na fábrica de Maranello em comemoração aos 40 anos da marca. Para comemorar esta data histórica a montadora decidiu construir o mais rápido carro do mundo produzido em série, que os italianos apelidaram de “um automóvel de corrida para estrada”.
1992
FERRARI 456. Fazia alguns anos que a montadora não tinha um modelo com motor V12. Este modelo foi lançado para que esta perda fosse esquecida. A maior crítica no seu lançamento foi no que diz respeito ao estilo. Para os italianos, o desenho dessa FERRARI não estava muito tradicional e o carro estava muito “japonês” para o gosto deles. Era o único automóvel com quatro lugares da marca (duas pessoas na frente e duas crianças pequenas atrás). Mesmo assim acelerava de 0 a 100 km/h em 5,2 segundos.
1994
FERRARI F355. Lançada na versão cupê para substituir a 348. Essa FERRARI tem motor entre eixos e a sua carroceria é toda confeccionada em alumínio e aço. Atualmente a F355 é oferecida em três modelos: Berlinetta, GTS ou Spider.
1996
FERRARI F-50. Lançada para comemorar os 50 anos de vida da marca, sua carroceria era confeccionada em fibra de carbono e kevlar, para que o carro ficasse mais leve e resistente, podendo chegar a 325 km/h. Sua produção tem tiragem limitada.
FERRARI 550 MARANELLO. Este modelo causou furor ao conciliar conforto a bordo com o motor 12 cilindros, que pela primeira vez em 27 anos estava situado na dianteira. A aceleração de 0 a 100 km/h era feita em apenas 4,4 segundos.
1998
FERRARI 360 MODENA. Foi o modelo de número 163 projetado pelo Studio Pininfarina para a marca. No ano seguinte seria lançada a versão Spider (conversível com capota).
2002
FERRARI ENZO. O carro foi construído com tecnologias usadas na Fórmula 1 e um sistema de aerodinâmica que levanta um pequeno spoiler e flaps quando em alta velocidade, criando sustentação para não deixá-lo decolar, já que o modelo atinge de 0-100km em 3.65 segundos, chegando a 350km por hora. O modelo foi lançado ao preço de US$ 643.330 e 349 unidades disponíveis. A montadora conseguiu vender todos os carros antes mesmo de que a produção fosse iniciada. Mais tarde, depois de muitos pedidos, a montadora decidiu produzir mais 50 unidades subindo o total para 399. Em 8 de novembro de 2005 anunciou que iria produzir outra unidade do carro, doada ao Papa João Paulo II e que angariou US$ 1.274.299 para os sobreviventes do terrível Tsunami ocorrido na Ásia em 2004.
2004
FERRARI 612 SCAGLIETTI. O novo cupê 2+2, que acomoda confortavelmente quatro adultos, tinha carroceria em alumínio, motor V12 de 5.75 litros e 540 cv de potência, e alcançava 315 km/h. Lançado como sucessor da longeva FERRARI 456M, o bólid vermelho fazia de 0-100 km/h em apenas 4,2 segundos.
2006
FERRARI F599 GTB FIORANO. A mais nova preciosidade da FERRARI é considerada o melhor automóvel já construído em Maranello. Equipado com o motor V12, o mais potente já desenvolvido (620 cavalos), dispara da inércia até 100 km/h em 3,7 segundos, alcançando 330 km/h. A sigla GTB representa Gran Turismo Berlinetta em homenagem aos cupês já produzidos pela FERRARI e Fiorano é o nome do circuito onde a marca testa seus bólidos.
2007
FERRARI 612 ACAGLIETTI SESSANTA. Apresentada no dia 21 de junho, a edição especial “Sessanta” do cupê 612 Scaglietti, era comemorativa ao 60º aniversário de fundação FERRARI. Baseada na FERRARI 612 Scaglietti, o novo modelo conta com um pacote de equipamentos mais completo: um teto-solar panorâmico eletrocrômico (que muda de cor conforme a incidência de raios solares), rodas de 19 polegadas especiais, equipamento de som da marca Bose, monitor de navegação com sintonizador de TV e câmera traseira para auxiliar manobras de estacionamento. Serão fabricadas apenas 60 unidades, que terão duas opções de cores exteriores (cinza escuro e vermelho perolizado) e duas internas (marrom e cinza escuro).
FERRARI 430 SCUDERIA. Lançada durante o Salão do Automóvel de Frankfurt como modelo de uma série especial com uso de tecnologia derivada de sua equipe de Fórmula 1 e ajuda do heptacampeão Michael Schumacher. O nome Scuderia se refere exatamente à divisão de corridas da empresa. Equipada com um motor de 510cv, o bólido atinge velocidade máxima de 230 km/h. O novo automóvel vem equipado com o f1 superfast, um software de última geração que reduz o tempo de troca de marchas para apenas 60 milésimos de segundo, além de um novo controle de tração.
2008
FERRARI CALIFORNIA. Apresentada no Salão do Automóvel de Paris, este novo modelo é um cupê conversível equipado com motor 4.3 V8 de 460 cavalos de potência na parte dianteira, que acelera de 0 a 100 km/h em quatro segundos. Outra novidade é a capota rígida, utilizada pela primeira vez em um modelo conversível da montadora italiana. Outra novidade é o câmbio automático de sete velocidades com sistema dupla embreagem. Este tipo de embreagem, cada vez mais comum nos carros esportivos mais modernos, é capaz de engatar uma marcha e deixar a outra já preparada, possibilitando troca de marchas mais rápidas e aumentando o desempenho.
2009
FERRARI 458 ITALIA. Sucessora da mítica F430, o novo modelo, considerado uma síntese de estilo, criatividade, paixão e tecnologia de ponta. O modelo é equipado com um agressivo motor V8 de 4.5 litros, que produz aproximadamente 570 cv de potência. Além disso, o câmbio é de dupla embreagem e sete marchas, feito especialmente para lidar com o torque e a potência deste modelo. A aceleração de 0-100 deste modelo é feita em apenas 3,4 segundos, com velocidade máxima de 325 km/h.
2010
FERRARI 599 GTO (Gran Turismo Omologato). Visualmente agressiva, este modelo foi afinado, incluindo a frente, as laterais, o assoalho plano e as tomadas de ar. O cuidado é tanto que o modelo conta com uma ventilação aprimorada dos discos de freio e a adoção de calotas para eles - que seguram o ar quente que sai dos pára-lamas junto ao carro para reduzir o arrasto aerodinâmico. Debaixo do chassi há um motor V12 de 6 litros que gera 670 cv de potência. Tudo isso significa uma aceleração de 0 a 100 km/h em somente 3,35 segundos, com velocidade máxima de 333 km/h. E tão importante quanto esses números é o tempo de volta em Fiorano, apenas um minuto e 24 segundos, o que faz desta FERRARI o modelo de rua mais rápido da história da marca italiana.
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Segundo fortes rumores, está em fase avançada o estudo e desenvolvimento da fabricação da FERRARI FS 599 (nome provisório), uma SUV, abreviatura para “Sport Utility Vehicle” ou Utilitário Esportivo em português, nome cunhado pelos norte-americanos designando veículos fabricados a partir de chassis de caminhonetes.
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A escuderia
A Formula 1 não seria a mesma se não fosse pelos bólidos vermelhos da FERRARI. A história da mais tradicional e antiga escuderia da Fórmula 1 teve início no GP de Mônaco, em 21 de maio de 1950, a segunda prova do primeiro campeonato de F1. Alberto Ascari tornou-se, então, o primeiro piloto a marcar pontos para a equipe ao terminar em segundo lugar nas ruas do Principado. De lá para cá, muita coisa aconteceu. A primeira vitória em uma prova aconteceu pelas mãos de José Foilán Gonzáles, no circuito de Silverstone na Inglaterra em 1951. Durante a década de 50, a equipe fez três campeões do mundo: Ascari (1952 e 1953), Juan Manuel Fangio (1956) e Mike Hawthorn (1958). O mundial de construtores surgiu apenas em 1958 e a FERRARI foi vice-campeã no primeiro e no segundo ano do campeonato.
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Nos anos 60, conquistou dois títulos de construtores, em 1961 e 1964, temporadas nas quais seus pilotos, Phil Hill e John Surtees, foram respectivamente os campeões. Em virtude de problemas com as autoridades esportivas italianas, a FERRARI adicionou ao seu tradicional vermelho às cores azul e branca nas duas últimas provas de 1964, quando competiu na América do Norte, um protesto do comendador em resposta aos cartolas. Nos outros anos, a escuderia foi 2ª (1966), 3ª (1960), 4ª (1963, 1965 e 1968), 5ª (1967 e 1969) e 6ª em 1962, quando teve seu pior desempenho desde a criação do mundial. Na década de 70, a FERRARI só não esteve entre as duas primeiras equipes do campeonato em três temporadas: 1971 (foi 3ª), 1972 (4ª) e 1973 (6ª). Em todas as demais oportunidades ou foi vice-campeã (1970, 1974 e 1978) ou conquistou o título, incluindo o tricampeonato 1975, 1976 e 1977 e o troféu em 1979. Foram campeões pela equipe neste período os pilotos Jody Scheckter, em 1979, e Niki Lauda, em 1975 e 1977. Lauda lutava também pelo título em 1976, mas sofreu um grave acidente na Alemanha, onde seu carro pegou fogo.
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Os seguidos títulos na segunda metade da década de 70 não se repetiram nos anos 80. Muito pelo contrário. Apesar de ainda ter obtido o 1º lugar nos campeonatos de 1982 e 1983 e de ter sido vice-campeã em 1984, 1985 e 1988, a escuderia se ressentia por não ter tido nenhum piloto campeão do mundo. Além disso, a equipe ainda chorou a morte de dois grandes personagens de sua história, uma no início da década e a outra, no final. Em 1982, durante os treinos de classificação para o GP da Bélgica, em Zolder, o piloto canadense Gilles Villeneuve morreu após ter o corpo arremessado e colidido contra o muro do circuito. Em 14 de agosto de 1988, aos 90 anos, o comendador Enzo Ferrari faleceu. Uma semana depois, a escuderia venceu o Grande Prêmio da Itália com uma dobradinha Berger-Alboreto. O jejum de campeões do mundo guiando pela FERRARI continuou durante toda a década de 90. Entretanto, a escuderia tentou resolver o problema já nas primeiras temporadas. Em 1990, contratou o tricampeão Alain Prost. O francês venceu cinco corridas e levou a disputa do título para a penúltima prova, no Japão. Lá, depois do choque com Ayrton Senna, abandonou a corrida com problemas no carro e perdeu o título. A FERRARI ficou em 2º lugar. O que se viu depois foi algo até certo ponto inimaginável na Fórmula 1. A FERRARI não venceu um GP sequer em 1991, 1992 e 1993. Em 1994 e 1995, Gerhard Berger e Jean Alesi venceram uma prova cada. Com o fundo do poço muito próximo, mas com bastante dinheiro para investir, deu início a uma nova fase de sua história ao contratar, em 1996, o até então bicampeão do mundo Michael Schumacher. Ele ganhava US$ 30 milhões por ano na equipe e ainda contava com boa parte do time de especialistas de sua época na Benetton, como Ross Brawn (diretor técnico) e Rory Byrne (projetista). Unidos a eles estava Jean Todt, diretor da escuderia. Juntos, revolucionaram a FERRARI e resgataram os anos de glória, e, com eles, milhares de tifosis (como são conhecidos os fanáticos fãs italianos). Nos três primeiros anos da parceria, a FERRARI foi vice-campeã de construtores.
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Em 1999, depois de 16 anos, a equipe voltou a conquistar o título. Por pouco a escuderia não levava também o mundial de pilotos. Todavia, um acidente em Silverstone deixou o alemão de fora por sete corridas e da briga pelo título daquele ano. O resultado foi uma situação até inusitada: a FERRARI trabalhando para que outro piloto (Eddie Irvine) conquistasse o título e não para aquele que ela havia contratado para realizar o feito. Mika Hakkinen, da McLaren, evitou durante dois anos que os pilotos da FERRARI vencessem. De 2000 a 2004, ninguém mais conseguiu bater o alemão e a equipe italiana. No ano 2000, Schumacher venceu nove das 17 corridas e tornou-se o primeiro piloto a conquistar o título pela FERRARI, 21 anos depois da Scheckter. Em 2001, o alemão repetiu o número de vitórias e consagrou-se tetracampeão da categoria. Porém, a temporada de resultados impecáveis também viu a primeira ação do jogo de equipe envolvendo Schumacher, os dirigentes da escuderia e o segundo piloto da equipe, Rubens Barrichello. Ele, o segundo brasileiro a pilotar um dos carros da escuderia (o outro foi Chico Landi em uma prova de 1950), recebeu ordens para ceder sua posição (2º lugar) para Schumacher no GP da Áustria e obedeceu.
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Em 2002, a FERRARI voltou a passear na pista. Quinze das 17 provas foram vencidas por seus pilotos, sendo 11 ganhas por Schumacher e quatro por Barrichello. Apesar disso, ainda no início da temporada, a escuderia voltou a protagonizar mais um episódio lamentável devido ao jogo de equipe. Novamente na Áustria, Barrichello, desta vez liderando a prova, foi obrigado a dar passagem para Schumacher. O brasileiro só acatou a ordem dos dirigentes na última curva, já prestes a receber a bandeirada. Schumacher passou. Em seguida, as vaias começaram. A condenação do público e da mídia deixou o alemão constrangido. No pódio, Schumacher puxou o brasileiro para o degrau mais alto, como que reconhecendo o erro em ter ultrapassado o companheiro. A FIA o multou em US$ 1 milhão por ter interferido nos procedimentos do pódio e o episódio entrou para a história como um dos mais deprimentes da FERRARI. Ao final do ano, contudo, Schumacher igualou o número de títulos de Fangio (5) e a equipe venceu mais um campeonato. Em 2003, o alemão e a FERRARI voltaram a conquistar o troféu. Desta vez, com mais dificuldades. Schumacher obteve o título com apenas dois pontos de vantagem em relação a Kimi Raikkonen, tornando-se hexacampeão. A equipe só passou a liderar o mundial de construtores depois do GP do Canadá. No ano seguinte, o domínio foi tranqüilo novamente. O alemão venceu 13 das 18 provas, sendo 12 nas primeiras 13 etapas do mundial. Com duas vitórias de Barrichello, a FERRARI fez campeão, vice e consagrou-se com mais um título. Schumacher conquistava, então, seu último troféu, somando sete ao todo.
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Nos próximos dois campeonatos, o domínio da escuderia italiana não se repetiu. Em 2005, sequer chegou à vice-liderança entre os construtores, Renault (1º) e McLaren (2º) ficaram na sua frente. Em 2006, seu desempenho foi melhor. Com a disputa entre Schumacher e o espanhol Fernando Alonso pelo título de pilotos ponto a ponto e o alemão em busca de um impensável octacampeonato, a FERRARI tentou, mas não conseguiu voltar ao 1º lugar do mundial, sendo vencida pela Renault outra vez. Em Monza, a equipe viu seu grande astro anunciar a aposentadoria. No Brasil, chegava ao fim uma das parcerias de maior sucesso na história da Fórmula 1, com Schumacher vendo o título ser entregue novamente a Alonso e a FERRARI amargando o consolo do 2º lugar no mundial de construtores. Porém, em 2007, a equipe deu a volta por cima e num campeonato emocionante conquistou o título com o piloto finlandês Kimmi Raikkonen, contratado pela FERRARI neste mesmo ano para ser companheiro do brasileiro Felipe Massa. No ano seguinte a escuderia perdeu o título na última volta da última corrida, realizada no Brasil, para a McLaren. O brasileiro Felipe Massa foi vice-campeão. A atual dupla de pilotos da escuderia italiana é formada pelo brasileiro e pelo espanhol Fernando Alonso, que por muito pouco não conquistou o título em 2010.
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Números de uma paixão: Responsável pela paixão de todo um país e de fãs ao redor de todo o mundo, a FERRARI acumula uma série de recordes impressionantes. São 216 vitórias, 205 pole positions, 224 voltas mais rápidas, 643 pódios conquistados e 16 títulos de construtores. A equipe acumula um total de 4.489,5 pontos. Nos 813 GPs disputados, a escuderia já liderou mais de 12.200 voltas, o que significa dizer mais de 64.000 quilômetros na liderança. Em apenas uma corrida, a escuderia não correu com motores FERRARI. Em um GP de 1950, quando a equipe utilizou um motor Jaguar. A equipe já apresentou 64 modelos e 100 pilotos guiaram os carros que têm como símbolo o cavalinho rampante. Dentre eles, nomes que marcaram a história da Fórmula 1, como os já citados anteriormente, além de Clay Regazzoni, Nigel Mansell, Carlos Reutemann, Wolfgang von Trips e Giuseppe Farina.
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A cor
Uma das imagens de marca da Ferrari é a sua cor “rosso corsa” (vermelho de corrida), oficialmente sua cor é o amarelo, mas devido ao sucesso nas corridas o vermelho ficou como uma tradição. A utilização dessa cor teve início nos anos 20, altura em que a entidade que viria a ser chamada de FIA, impunha que as escuderias italianas teriam de apresentar cor vermelha, as francesas azul, as alemãs branca e as inglesas verde.
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A mística Maranello
A história começou quando acontecimentos ligados à Segunda Guerra Mundial forçaram a FERRARI a transferir sua fábrica para a cidade de Maranello, localizada a 18 km de Módena, em 1943. A partir deste momento a pequena cidade viveria em função da marca. Além do museu, a cidade italiana também hospeda a fábrica (uma mini-cidade composta por 45 edifícios) e a pista de testes. Andar em Maranello é sentir-se no coração da marca do cavalo rampante. A marca vende em média pouco mais de 6.000 preciosidades anualmente, construídos por aproximadamente 3.000 funcionários.
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Segundo a montadora, não haverá aumento de produção porque uma FERRARI tem de ser objeto de desejo e os clientes estão dispostos a esperar mais de um ano pela entrega do carro. A demora se explica pelo método de produção. Apesar das inovações tecnológicas que garantem a manutenção da supremacia da marca italiana no automobilismo, a fábrica funciona à moda antiga, fugindo totalmente dos padrões da indústria automobilística mundial. Motores e funilaria são acabados a mão. No setor de estofamento, um grupo de mulheres sentadas atrás de máquinas de costura trabalha sobre os couros Conolly, provenientes do norte da Europa. A especificação geográfica tem uma razão. Naquela região, as peles das vacas são mais finas e a ausência de mosquitos impede o surgimento de marcas. Para estofar cada FERRARI são necessárias três vacas. A empresa segue fielmente a filosofia de Enzo Ferrari de manter o controle sobre toda a produção. O Comendador também queria perpetuar a aura de exclusividade em torno da marca. Seu desejo ainda é uma ordem. A FERRARI não tem um sistema de encomendas como a Mercedes-Benz e a BMW, nem visitas abertas ao público. É um circuito para poucos. Você precisa ter uma longa e sólida ligação com a prestigiada marca ou com um de seus concessionários para visitar a unidade fabril de Maranello. Um dos locais mais secretos de Maranello é o túnel de vento, onde um ventilador, com cinco metros de diâmetro, produz turbulências enquanto o carro é monitorado por mais de 300 sensores.
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O museu
Relembrar os tempos gloriosos que transformaram carros em ícones. É isto que pretende a Galleria Ferrari, museu da marca italiana de carros e escuderia mais famosa da Fórmula 1. Criado em 1990, ao lado da fábrica em Maranello, o museu, que possui três andares, recebe anualmente cerca de 180 mil visitantes ávidos por reviver a história desta lendária marca do automobilismo. Ao passar pela porta de entrada, marcada pelo imponente cavalo rampante, símbolo máximo da FERRARI, as pessoas se deparam com o F2005, carro utilizado pelo heptacampeão de Fórmula 1 Michael Schumacher, quando correu sua última temporada. No piso térreo estão instalados uma lanchonete e a loja de produtos oficiais da marca.
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Ainda no primeiro andar, ao lado dos bólidos pilotados por Niki Lauda, Gilles Villeneuve e Gerhard Berger, estão fotografias, bilhetes de Enzo Ferrari e uma réplica de seu escritório em Trento Trieste. Um boxe com equipamentos originais – incluindo o “muro” de monitoramento idêntico ao visto nos circuitos. Há também uma réplica da pista de Fiorano, com as casas em que já moraram o próprio Enzo, Michael Schumacher e, hoje, Felipe Massa se hospeda. Para os fãs interessados em sentir de forma mais real a emoção de pilotar uma FERRARI, um simulador de corridas de Fórmula 1 está à disposição. No segundo andar, a evolução da tecnologia FERRARI é apresentada também nos carros de rua, dos mais antigos e tradicionais, como o F50 e o 550 Barchetta Pininfarina, às novas máquinas, como o F430. Este andar ainda abriga um pequeno cinema, uma sala de exibição e um auditório. No último andar estão localizados os escritórios de administração do museu e outra sala de exibição. Filmes e exposições itinerantes recontam a história dos homens, máquinas e momentos que fazem da FERRARI um sonho de consumo de incontáveis fãs.
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O parque temático
Uma parceria entre a FERRARI e os bilionários exóticos de Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos) só poderia resultar em algo grandioso: Ferrari World. Trata-se do primeiro parque temático coberto da marca italiana, uma espécie de Disneylândia para alucinados por carros e especialmente para quem é apaixonado pela lendária marca italiana, que foi inaugurado no dia 27 de outubro de 2010. O parque abriga um circuito, simuladores de corrida, montanhas-russas (incluindo a Formula Roosa, a mais rápida do mundo, que atinge velocidades acima de 200 km/h, emulando completamente a sensação de se estar dentro de uma FERRARI F1), atrações (incluindo passeios para crianças de todas as idades, como o Junior GT, uma divertida corrida de carrinhos, e um brinquedo chamado G Force, que arremessa os passageiros até uma altura de 62 metros para simular as forças G vividas pelos pilotos de carros de F1), lojas (incluindo uma com produtos licenciados e para colecionadores da marca italiana, com 852 metros quadrados) e restaurantes (com deliciosas comidas tipicamente italianas). Uma enorme icônica e vermelha estrutura inspirada nas curvas da FERRARI GT, cobre uma superfície de mais de 200.000 metros quadrados, onde é possível avistar um logotipo de 66 metros de altura da marca italiana. O parque está localizado em Yas Island no lado nordeste do continente de Abu Dhabi, cerca de 10 minutos de carro do Aeroporto Internacional de Abu Dhabi e 50 minutos do Circuito Yas Marina, onde ocorre o GP de Abu Dhabi.
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O símbolo
O cavalo símbolo da FERRARI é chamado de Cavallino Rampante, ou cavalinho empinado. A história conta que o cavalo preto empinado sobre o fundo amarelo era usado no avião do Conde Francesco Barraca, piloto de caça italiano morto na Primeira Guerra Mundial. Ele queria o cavalo empinado em seus aviões porque o seu esquadrão, conhecido como “Battaglione Aviatori”, foi inscrito em um regimento da Cavalaria (as forças aéreas estavam nos seus primeiros anos e não tinham administração separada), e também porque ele mesmo tinha a reputação de melhor Cavaliere (cavaleiro) de sua equipe. Em 17 de junho de 1923, Enzo Ferrari ganhou uma corrida no circuito de Savio em Ravenna e lá conheceu a Condessa Paolina, mãe de Baracca. A Condessa pediu que ele usasse o cavalo em seus carros, sugerindo que isso lhe daria boa sorte, mas a primeira corrida na qual a Alfa Romeo permitiu o uso do cavalo nos carros da escuderia ocorreriam somente 11 anos depois, nas 24 Horas de Spa em 1932. A FERRARI ganhou. Continuou a utilizar o cavalo negro, contudo adicionou um fundo amarelo por ser a cor símbolo de sua terra natal Modena. O cavalo empinado é hoje uma marca registrada da FERRARI.
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Dados corporativos
● Origem:
Itália
● Fundação: 1947
● Fundador:
Enzo Ferrari
● Sede mundial:
Maranello
● Proprietário da marca:
Fiat S.p.A.
● Capital aberto: Não (subsidiária)
● Chairman & Presidente: Luca di Montezemolo
● CEO: Amedeo Felisa

● Faturamento: €1.77 bilhões (2009)

● Lucro: €245 milhões (2009)
● Valor da marca: US$ 3.562 bilhões (2010)
● Produção: 6.250 automóveis
(2009)
● Lojas: 30
● Presença global:
100 países
● Presença no Brasil: Sim (através de revendedora autorizada)
● Funcionários: 4.000 (incluindo a escuderia)

● Segmento:
Automotivo
● Principais produtos:
Automóveis esportivos, escuderia F1 e licenciamento de produtos
● Ícones:
O “Cavallino Rampante” e a cor vermelha de seus carros
● Website:
www.ferrariworld.com
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O valor
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca FERRARI está avaliada em US$ 3.562 bilhões, ocupando a posição de número 91 no ranking das marcas mais valiosas do mundo.
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A marca no mundo
Atualmente, a FERRARI, além de fabricar os carros mais cobiçados do mundo, participa da Fórmula 1 (F1); promove na Europa, Estados Unidos e América Latina o campeonato Ferrari Challenger, disputado por modelos 355 e participa do World Sportscar Championship nos Estados Unidos, com protótipos Ferrari 333. A marca conta ainda com aproximadamente 30 lojas exclusivas (espalhadas por nove países), onde é possível encontrar uma infinidade de produtos que levam a tradicional cor vermelha e o cavalinho, como relógios, óculos escuros, chaveiros, bonés, camisetas, jaquetas, sapatilhas, jogo de lápis, bicicletas, perfumes, notebooks, capacetes e bolsas. Atualmente no Brasil, a Via Italia oferece sete modelos da FERRARI: California, 430 Scuderia, 430 Scuderia, Scuderia Spider 16M, 599 GTB Fiorano, F612 Scaglietti e a novíssima 458 Italia. Depois de bater recordes de venda em 2008, ano em que registrou 6.587 unidades comercializadas, a marca italiana, afetada pela crise mundial, vendeu 6.250 unidade em 2009. Os maiores mercados da marca no ano foram Estados Unidos (1.467 unidades), Itália (655 unidades) e Alemanha (644 unidades).
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Você sabia?
Luca di Montezemollo, sucessor de Enzo Ferrari no comando da Fórmula 1 nos anos 70, hoje é o presidente da FERRARI e da Maserati.

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As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).
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Última atualização em 18/12/2010

3 comentários:

Anônimo disse...

caro amicci FERRARI nao e um carro, automovel, ou o que voces denominarem FERRARI e um classico , so de vela ja e um sonho, imagine te-la em seus pes e um sonho sonhado que eu sonhei auguri senna

gustavo disse...

este blog é o que melhor fala sore a ferrari!

Anônimo disse...

Material impressionante!!! Meus parabens!!!!!