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23.1.21

AstraZeneca


A AstraZeneca amplia os limites da ciência para entregar medicamentos que podem salvar, curar e transformar vidas. Contribuir para que milhões de pacientes possam viver com mais qualidade e por muito mais tempo é a maior conquista da AstraZeneca. Com uma trajetória de mais de um século que segue em paralelo à evolução da medicina, a empresa tem contribuído para que as pessoas possam viver com mais qualidade. 

A história 
Para contar a história da empresa é preciso entender as origens e feitos de duas antigas farmacêuticas, uma sueca e outra inglesa. 

A sueca Astra AB foi fundada em 1913 na cidade de Södertälje, resultado da união entre 400 médicos e farmacêuticos. Já em 1957 se tornou a empresa líder em seu segmento em todo o país. Em 1948, desenvolveu o agente anestésico Xylocaine (lidocaína), dando-lhe uma presença mundial pela primeira vez. A Astra AB foi responsável por introduzir a penicilina na Suécia, também em 1948, ganhando assim reconhecimento e aumentando lucros para financiar o desenvolvimento de novos medicamentos. Já na década de 1990, com o crescente desenvolvimento das empresas farmacêuticas, a Astra AB começou a procurar parceiros para se aliar e se tornar uma empresa mais forte e competitiva. 

A britânica Zeneca Group nasceu de uma divisão da Imperial Chemical Industries (ICI), que foi fundada em 1926 no Reino Unido. Em grande parte do século XX a ICI foi responsável pela produção de produtos farmacêuticos, plásticos, polímeros, eletrônicos, químicos e fragrâncias. A divisão farmacêutica da ICI se tornou independente em 1993 e adotou o nome Zeneca. Nesta década, após algumas aquisições, a maior área terapêutica da Zeneca era a oncologia, na qual seus principais produtos incluíam Casodex, Nolvadex e Zoladex. 

Em dezembro de 1998, as duas empresas anunciaram uma fusão, avaliada em US$ 35 bilhões. A fusão foi oficializada no dia 6 de abril de 1999. A nova empresa foi batizada de AstraZeneca e na época era a quarta maior do mundo em seu segmento. Cada empresa trouxe consigo medicamentos de sucesso. A Astra trouxe Prilosec, um medicamento para tratar refluxo ácido e azia. Já a Zeneca era proprietária do Nolvadex para tratar o câncer de mama. Ambas as companhias tinham cultura pautada pela ciência e uma visão de futuro semelhante, alicerces para uma união bem-sucedida, que se confirmaria nos anos seguintes.
  

Em agosto de 2000, a empresa lançou na Suécia o Nexium, um medicamento para o tratamento de refluxo gastroesofágico. Esse medicamento foi de suma importância para o sucesso da nova empresa, já que em apenas quatro anos trouxe aos cofres da AstraZeneca aproximadamente US$ 14.4 bilhões. Outro marco importante para a empresa ocorreu em 2002, quando seu medicamento Iressa foi aprovado no Japão como monoterapia para câncer de pulmão de células não pequenas. Pouco depois, em 2005, a empresa adquiriu por £120 milhões a KuDOS Pharmaceuticals, uma empresa de biotecnologia do Reino Unido.
   

A partir desse momento, a AstraZeneca, para se tornar ainda mais competitiva no setor, iniciou a aquisição estratégica de outras farmacêuticas, como por exemplo, em 2006, ao adquirir por £702 milhões a Cambridge Antibody Technology; ou no ano seguinte ao desembolsar US$ 150 milhões pela Arrow Therapeutics, uma empresa focada na descoberta e desenvolvimento de medicamentos antivirais, incluindo várias abordagens diferentes em relação à Hepatite C e ao Vírus Sincicial Respiratório (RSV). Nessa época, o pipeline da AstraZeneca e o “penhasco de patentes”, foi objeto de muita especulação, o que levou a aceleração das atividades de colaboração e novas aquisições como a da americana MedImmune, para obter acesso a vacinas contra gripe e um tratamento antiviral para bebês.
   

Nos anos seguintes esse processo ganhou ainda mais força com a compra em 2010 da Novexel Corp., uma empresa de desenvolvimento de antibióticos, formada em 2004 como um spin-off da divisão de anti-infecciosos da então Sanofi-Aventis, o que possibilitou que a AstraZeneca incorporasse ao seu portfólio de produtos o antibiótico experimental NXL-104 (CEF104). No ano seguinte adquiriu a Guangdong BeiKang Pharmaceutical Company, uma empresa chinesa de medicamentos genéricos. A AstraZeneca estava entre as dez maiores empresas farmacêuticas do mundo em 2012, mas começou a enfrentar uma série de expirações de patentes em seus medicamentos de grande sucesso. Nessa época, boa parte da receita da AstraZeneca era originada pelos seus medicamentos cardiovasculares, incluindo Crestor, Plendil e Tenormin, cujas patentes venceram ou estavam prestes a vencer.
   

Com a expiração das patentes, a empresa ganhou um novo executivo, que rapidamente começou a remodelar a AZ em um esforço para evitar que as coisas piorassem: cortou empregos, concentrou-se em menos áreas de terapia estratégica, fez aquisições de médio porte e forjou mais parcerias externas. A AstraZeneca também reestruturou sua área de Pesquisa & Desenvolvimento, tornando-a mais ágil e moderna. Além disso, em 2014, a empresa precisou lidar com uma oferta de compra da americana Pfizer (conheça a história deste gigante aqui), que foi rejeitada. Com isso, a AstraZeneca continuou com seus ambiciosos planos de crescimento e, nos anos seguintes, realizou uma enxurrada de acordos de licenciamento, parcerias e aquisições estratégicas ao redor do mundo.
   

Com a pandemia da COVID-19 e sem nenhum país capaz de eliminar completamente o vírus, rapidamente se tornou claro que a única maneira viável de manter as pessoas seguras e prevenir a desordem econômica generalizada era produzir uma vacina contra o Coronavírus SARS-COV-2. Com isso, em parceria com a tradicional e respeitada Universidade de Oxford, a farmacêutica foi uma das pioneiras ao iniciar o desenvolvimento de uma vacina contra a COVID-19. Em tempo recorde, a empresa anunciou no final de novembro o teste bem-sucedido da vacina, que apresentou 70,4% de eficácia média contra a doença, com seu sistema de duas doses. Em 30 de dezembro, o Reino Unido foi o primeiro país a aprovar o uso emergencial da Vacina Coronavírus da AstraZeneca, batizada de ChAdOx1. Ainda em dezembro, o laboratório britânico anunciou a compra da empresa de biotecnologia norte-americana Alexion por US$ 39 bilhões. Com a aquisição, o grupo se consolida entre as dez maiores indústrias farmacêuticas do mundo e reforça seu portfólio nas áreas de imunologia e de pesquisas sobre doenças raras.
  

Hoje em dia a AstraZeneca tem seu foco voltado para as áreas de Oncologia (investiga associações de terapias com moléculas pequenas e biológicos para o tratamento do câncer); Regeneração Cardíaca (investiga o papel de diferentes proteínas de sinalização na ativação de células-tronco para o autorreparo do tecido muscular cardíaco); e Produtos biológicos no tratamento da asma (desenvolve um portfólio de medicamentos biológicos que têm como alvo as células e vias imunológicas que desempenham um papel central no desenvolvimento, persistência e progressão de asma grave e DPOC).
 

Movidos pela Ciência 
O Centro de Pesquisa & Desenvolvimento e sede corporativa da AstraZeneca, em Cambridge, na Inglaterra, demonstra a estratégia na prática - uma empresa liderada pela ciência e comprometida com o desenvolvimento sustentável, onde os pacientes se beneficiam com as iniciativas colaborativas. Os cientistas, biologistas e médicos da AstraZeneca, que são ao todo mais de 10 mil profissionais, trabalham incansavelmente para levar esperança à milhões de pessoas, através do desenvolvimento de medicamentos inovadores, que visam proporcionar sobrevida aos pacientes e melhor qualidade de vida durante o tratamento. A empresa ainda mantém mais dois modernos centros de Pesquisa & Desenvolvimento, localizados em Mölndal (próximo a Gotemburgo), Suécia; e Gaithersburg (Maryland), Estados Unidos. Apesar do foco de suas atividades ser a pesquisa e a produção de medicamentos, a empresa entende que a cura de doenças e a melhoria das condições de saúde das pessoas vão muito além do acesso a remédios: para a AstraZeneca, saúde não se faz só com medicamentos, mas também com responsabilidade social. Por isso, a cada ano, a empresa investe em projetos e parcerias que levam saúde, bem-estar, cultura e educação às mais diversas comunidades nos países em que atua.
   

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por pequenas alterações ao longo dos anos. A única alteração ocorreu em relação à cor do nome da marca, que hoje é aplicado em um tom de vinho.
  

Os slogans 
What science can do. (2015) 
Health connects us all. 
Life inspiring ideas. (2010)
    

Dados corporativos 
● Origem: Inglaterra e Suécia 
● Fundação: 6 de abril de 1999 
● Fundador: Fusão da Astra AB com o Zeneca Group plc 
● Sede mundial: Cambridge, Inglaterra 
● Proprietário da marca: AstraZeneca plc 
● Capital aberto: Sim 
● Chairman: Leif Johansson 
● CEO: Pascal Soriot 
● Faturamento: US$ 24.3 bilhões (2019) 
● Lucro: US$ 1.23 bilhões (2019) 
● Valor de mercado: US$ 136.3 bilhões (janeiro/2021) 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 70.600 
● Segmento: Biofarmacêutico 
● Principais produtos: Medicamentos de prescrição e imunizantes 
● Concorrentes diretos: Pfizer, Bayer, Eli Lilly, Abbott, GSK, Roche, Sanofi, Janssen, Bristol-Myers Squibb, Merck, Boehringer e Novartis 
● Slogan: What science can do. 
● Website: www.astrazeneca.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente a AstraZeneca, que está entre os maiores grupos farmacêuticos do mundo, oferece em mais de 100 países um portfólio sólido e inovador, com foco no tratamento de doenças em três principais linhas terapêuticas - Oncologia, Doenças Cardiovasculares & Metabólicas e Respiratória. A empresa, que alcançou faturamento de US$ 24.3 bilhões (dados de 2019), também atua nas áreas autoimunidade, neurociência e infecção. Com produção em 18 países e investimentos anuais de US$ 5.9 bilhões em Pesquisa e Desenvolvimento, a empresa mantém mais de 600 colaborações e parcerias em todo o mundo. 

Você sabia? 
Um dos medicamentos mais vendidos da AstraZeneca é o Budecort Aqua, que reduz e previne a inflamação e o inchaço da mucosa do nariz causados por alergias e promove alívio inicial dos sintomas em 7 a 12 horas. 
Estabelecida no Brasil desde 1999, a AstraZeneca está situada em uma área de aproximadamente 60.000 m², em Cotia, São Paulo, onde concentra sua sede administrativa e unidade fabril. A AstraZeneca tem como ambição melhorar a vida de 5.5 milhões de pacientes brasileiros até 2025. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), jornais (Estadão, Folha e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 23/1/2021

18.9.06

DOW CHEMICAL


A Dow Chemical reúne a força da ciência e da tecnologia para inovar com paixão o que é essencial ao progresso humano. A empresa americana conecta a química e a inovação aos princípios de sustentabilidade, ajudando a obter soluções para os mais desafiadores problemas mundiais, como a necessidade de água potável, a geração de energia renovável, a conservação de energia, infraestrutura mais duradoura e o aumento da produção agrícola. 

A história 
Tudo começou no dia 18 de maio de 1897 quando o químico canadense Herbert Henry Dow fundou a The Dow Chemical Company com o objetivo de vender comercialmente e extrair cloretos e brometos dos depósitos de salmoura da cidade de Midland, estado americano do Michigan. Seus primeiros produtos foram brometo de potássio e alvejantes, que começaram a ser vendidos em 1898, mesmo ano em que a empresa adotou o tradicional logotipo em formato de diamante para resolver problemas de transporte. Nos anos seguintes a empresa rapidamente diversificou sua linha de produtos. Pouco depois da virada do século, em 1904, a Dow estabeleceu seu próprio departamento de vendas. Dois anos mais tarde, lançou seus primeiros produtos voltados para agricultura. Em 20 anos a Dow Chemical se tornou uma das maiores fabricantes mundiais de produtos agrícolas, cloro, fenol e magnésio. Em 1908, foi criada a divisão de produtos agrícolas, responsável pela comercialização de um inseticida em spray para árvores frutíferas. No ano de 1918, finalmente a Dow adotou oficialmente o tradicional logotipo em formato de diamante como símbolo corporativo. No ano seguinte, a empresa estabeleceu seu primeiro laboratório de pesquisas, iniciando assim um histórico de inovações. No início da década de 1930, construiu sua primeira fábrica para extrair magnésio da água do mar. Nesta época, com a morte do fundador, seu filho Willard H. Dow assumiu o comando da empresa.


Pouco depois, em 1935, a empresa ingressou no segmento de plásticos, através da produção de resina plástica, fato que contribuiu e muito para a Dow se tornar uma das gigantes no setor químico nas décadas seguintes. Seus primeiros produtos nessa área foram o Ethylcellulose (um derivado da celulose) e o poliestireno (uma resina do grupo dos termoplásticos), introduzido em 1937. Durante a Segunda Guerra Mundial, a Dow contribuiu com a produção de magnésio e borracha sintética para o exército americano. Sua expansão internacional começou em 1942 quando fundou a subsidiária canadense em Sarnia, província de Ontário, para produzir estireno. No ano seguinte, juntamente com a Corning Glass formou a Dow Corning para produzir silicone destinado a uso militar. No período pós-guerra começou a se expandir ainda mais, inaugurando em 1952 uma subsidiária no Japão e abrindo, em 1957, escritórios em Roterdã, Estocolmo e México.


Em 1958 a divisão de plásticos já representava 35% do faturamento da empresa. Durante a Guerra do Vietnã, a empresa foi a principal fornecedora do Napalm, uma arma química (conjunto de líquidos inflamáveis à base de gasolina gelificada) para as Forças Armadas Americanas. Em 1968 foram colocados em teste no mercado os saquinhos plásticos reutilizáveis com fechamento por zíper (que protegia contra vazamentos e a entrada de fungos e bactérias) com a marca Ziploc, direcionados para acondicionar alimentos e mantê-los frescos por um período maior de tempo. Nos anos seguintes a Dow Chemical cresceu rapidamente, espalhando-se pelo mundo e tornando-se uma das maiores indústrias químicas do planeta. Em 1998, a Dow vendeu por US$ 1.7 bilhões sua divisão de marcas (entre as quais Ziploc e Scrubbing Bubbles) para a tradicional empresa SC Johnson. Em 2001, a empresa anunciou a fusão com a Union Carbide, se tornando assim um verdadeiro colosso em seu segmento. No final desta década, exatamente no dia 1 de abril de 2009, a Dow anunciou a compra por US$ 18 bilhões da rival Rohm and Haas, empresa líder em especialidades químicas e em materiais avançados, reforçando ainda mais sua posição de liderança global. No final de 2015, a Dow Chemical anunciou a fusão com a DuPont, dando origem a um gigante global na área química e de defensivos agrícolas. A fusão, que dará origem a DowDuPont (será a número dois mundial em sementes e número três em produtos fitossanitários), deverá estar completamente terminada e aprovada pelos órgãos reguladores até no máximo em final de 2017.


A Dow é atualmente uma companhia química diversificada que atua com produtos e soluções em quatro grandes áreas: Químicos Especiais, Materiais Avançados, Ciências Agrícolas e Plásticos. Um dos pontos fortes da Dow é a produção das chamadas resinas, originadas a partir do petróleo ou do gás natural e que são usadas na indústria de plásticos para fabricar embalagens, brinquedos, peças de automóveis. Seu amplo portfólio com mais de 7 mil produtos atende mercados e aplicações voltados para agricultura e alimentos; automotivo e transportes; materiais de construção; revestimentos e adesivos; eletroeletrônicos e eletrodomésticos; cuidados/limpeza de tecidos e superfícies; fibras/têxteis e calçados; pisos e móveis; saúde e higiene; petróleo e gás, processamento químico; cuidados pessoais; purificação de água; e fios e cabos. Diariamente, milhões de pessoas interagem com produtos em que a química da Dow está presente, afinal, ela está na espuma do colchão que dormimos, na tinta da parede de nossas casas e até nos xampus que utilizamos.


A linha do tempo 
1910 
Início da comercialização de sulfeto de sódio. 
1916 
Início da venda de cloreto de cálcio, ácido acetilsalicílico e magnésio em metal. 
1922 
Início da comercialização de dibrometo de etileno, utilizado na composição da gasolina. 
1953 
Lançamento do SARAN, filmes protetores domésticos que retinham o sabor, mantinham a umidade e prolongavam a vida dos alimentos. 
1970 
Lançamento de uma completa linha de produtos para aplicações automotivas. 
1983 
Início da comercialização de discos compactos (CD). 
1985 
Lançamento do DRYTECH™, um polímero super absorvente utilizado na fabricação de fraldas descartáveis. 
1996 
Ingressa no segmento de garrafas PET e polipropileno (polímero reciclável). 
2000 
Lançamento da STRANDFOAM™, uma espuma de polipropileno extremamente resistente utilizada pela indústria automotiva como absorvente de energia em colisões. 
2001 
Lançamento do THE ENHANCER™, um revestimento para carpetes que propicia mais ergonomia, além do prolongamento da vida útil do tapete. 
2002 
Lançamento da XLA™, uma revolucionária fibra stretch desenvolvida para que as roupas tenham boa aparência mesmo depois de usadas muitas vezes e exposta à água e ao cloro. 
2003 
Lançamento do HERCULEX™, que protege as sementes de milho contra os danos causados por insetos, aumentando o rendimento da plantação e garantindo vegetais de qualidade mais elevada. 
2005 
Lançamento da tecnologia BETAMATE™ LESA, que possibilita adesão de alto desempenho a uma vasta gama de materiais, proporcionando durabilidade e redução de custos para a indústria automobilística. 
2006 
Lançamento da FORTEFIBER™, que possibilitava o acréscimo de fibras em variados tipos de alimentos líquidos. Desenvolvida para ser não alérgica e não fermentável, ajuda a manter normais as taxas de colesterol e os níveis de glicose e insulina. 
2007 
Lançamento das espumas IMPAXX™, que absorvem energia e são um componente-chave em automóveis de passeio, veículos espaciais e militares e embarcações. 
2009 
Lançamento do DOW POWERHOUSE SOLAR SHINGLE, um fotovoltaico inovador. É uma telha solar de cobertura que pode ser integrada em telhados residenciais. 
2017 
Lançamento do novo ADCOTE™, um avançado adesivo para laminação, ideal na produção de embalagens que necessitam de alta resistência térmica, como alimentos envasados à quente à base de tomate e maioneses, ou alta resistência química, como cloro e outros produtos de limpeza.


Campanhas que fizeram história 
Em 2012, a Dow, uma indústria de transformação que atua ainda no início da cadeia produtiva, às vezes até nove etapas antes do produto chegar ao consumidor final, resolveu renovar seu conceito. Para isso lançou a campanha Solucionismo™ - Soluções para o Progresso Humano. A ideia era mostrar a capacidade da Dow, uma das maiores indústrias químicas do mundo, em trazer mais soluções para a sociedade seja por práticas mais sustentáveis na construção, pelo saboroso pão sem glúten, pelo sistema ferroviário silencioso ou pelas turbinas eólicas mais resistentes e leves. O objetivo era tangibilizar a Dow como uma empresa com a capacidade e experiência para resolver os principais problemas de seus clientes e do mundo.


Os slogans 
Solutionism. (2012)
Living. Improved daily. (2001) 
What Good Thinking Can Do. (1996) 
There’s Great Chemistry Between Us. (1995) 
Dow Lets You Do Great Things. (1985) 
Common Sense/Uncommon Chemistry. (1979)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 18 de maio de 1897 
● Fundador: Herbert Henry Dow 
● Sede mundial: Midland, Michigan, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: The Dow Chemical Company 
● Capital aberto: Sim (1937) 
● Chairman & CEO: Andrew Liveris 
● Faturamento: US$ 48.15 bilhões (2016) 
● Lucro: US$ 3.52 bilhões (2016) 
● Valor de mercado: US$ 77.7 bilhões (agosto/2017) 
● Presença global: 175 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 56.000 
● Segmento: Químico 
● Principais produtos: Produtos químicos e para agricultura e plásticos 
● Concorrentes diretos: Basf, Bayer, Petronas, Braskem, Mitsubishi Chemical, Rhodia, Mosaic, Syngenta e Monsanto 
● Slogan: Solutionism. 
● Website: www.dow.com/brasil/ 

A marca no Brasil 
No Brasil, a empresa inaugurou seu primeiro escritório de vendas em 1956. Quase uma década mais tarde, em 1965, inaugurou o terminal marítimo do Guarujá (litoral de São Paulo), que deu início ao complexo industrial. Em 1977, a empresa inaugurou o complexo industrial de Aratu, Candeias (BA), onde se produz soda cáustica, óxido de propileno e propilenoglicol. No final da próxima década, em 1989, a Dow AgroSciences (que adotou este nome oficialmente em 1997) iniciou seus trabalhos como uma joint-venture entre o departamento de produtos agrícolas da The Dow Chemical Company e o departamento Científico de Plantas da Eli Lilly and Company. Hoje em dia a Dow AgroSciences busca continuamente o aumento da produtividade agrícola através de melhores variedades de híbridos e biotecnologia, além de um controle cada vez mais efetivo de pragas, plantas daninhas e doenças nas lavouras com o uso dos mais avançados defensivos agrícolas. Em 1996, com a aquisição da Estireno do Nordeste (EDN) a Dow se tornou a maior fabricante de poliestireno da América Latina. Pouco depois, em 1998, iniciou as operações da fábrica de Pindamonhangaba (SP), a primeira da América Latina a produzir adesivos de poliuretano para a fixação de vidros automotivos. Atualmente a empresa emprega no país mais de 2.500 pessoas, em 22 unidades industriais, quatro terminais marítimos e cinco centros de pesquisa.


A marca no mundo 
Atualmente a Dow Chemical, segunda maior fabricante química do planeta (atrás somente da alemã Basf), está presente em 175 países comercializando mais de 7.000 produtos (entre químicos, plásticos e produtos agrícolas), produzidos em 189 unidades fabris localizadas em 34 países. Com vendas superiores a US$ 48 bilhões em 2016, a empresa emprega aproximadamente 56.000 pessoas. 

Você sabia? 
O pilar da inovação da Dow começou a ser construído em 1897, direcionado pelo pensamento de que “Se não podemos fazer melhor, por que fazê-lo?”, frase dita pelo fundador da empresa, Herbert H. Dow. 
Anualmente a Dow Chemical investe mais de US$ 1 bilhão em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos. Somente na última década, a empresa registrou mais de 400 projetos de inovação em todo o mundo. 
Em 2010 a Dow tornou-se a “Companhia Química Oficial dos Jogos Olímpicos” até 2020. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Valor Econômico, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 15/8/2017

15.8.06

DU PONT


A DuPont está presente na blindagem que protege vidas, nos produtos que auxiliam na proteção do cultivo garantindo assim a produtividade e a abundância dos alimentos, na tecnologia de TVs e celulares cada vez mais modernos e até mesmo na exploração do homem ao espaço. Os produtos da empresa americana estão no cotidiano das pessoas e visam torná-lo mais simples, mais seguro e saudável. Hoje em dia a DuPont, que nasceu para produzir explosivos e deu ao mundo inovações como a Lycra® e o Teflon®, transformou-se em uma empresa de ciência. 

A história 
Após mudar-se da França para o estado americano de Delaware, Eleuthére Irénée du Pont de Nemours, que trabalhou como aprendiz de químico no laboratório de Antoine-Laurent de Lavoisier em Essone, comprou uma propriedade em Brandywine River e iniciou a construção de sua própria fábrica de pólvora negra, a Eleutherian Mills, em 19 de julho de 1802. Mais do que uma fábrica, o jovem francês inaugurou ali um jeito de encarar a ciência como um instrumento a serviço da sociedade. Junto com a fábrica, ele instituiu os princípios de atuação da empresa: as instalações contemplavam alojamentos para os empregados e suas famílias, além de um projeto arquitetônico inovador para isolar e conter explosões acidentais. Além disso, construiu uma casa para sua família dentro do próprio terreno onde eram fabricados os explosivos. Desta maneira, queria mostrar que, apesar de lidar com material perigoso, sua empresa era um lugar seguro. Somente no dia 1º de maio de 1804, ele iniciou a produção e venda de pólvora. O próprio presidente dos Estados Unidos, Thomas Jefferson, escreveu pessoalmente à família para felicitar pela qualidade da sua pólvora. As primeiras exportações foram feitas para a Espanha no ano seguinte. Já em 1811 a empresa se transformou no maior fabricante de pólvora da América com produção anual de 204.506 libras e vendas brutas de US$ 122 mil. A pólvora preta foi, durante os primeiros trinta anos de existência da empresa, seu único produto, mas em 1832, a produção começou a ser diversificada com o nitrato de potássio refinado, o ácido pirolenhoso e o creosoto.


Em 1857 o neto do fundador da empresa, Lammot du Pont, recebeu a patente Nº 17.321 para “Melhoria de Pólvora”. Sua nova fórmula de pólvora feita de nitrato de sódio era mais barata do que a tradicional de nitrato de potássio. Na década seguinte, Lammot du Pont construiu uma fábrica em Gibbstown, Nova Jersey, para produzir dinamite, um explosivo três vezes mais potente do que a tradicional pólvora negra. Quando o presidente da empresa Eugene du Pont morreu em 1902, os sócios restantes decidiram vendê-la ao maior licitante. Três bisnetos do fundador - Thomas Coleman du Pont, Alfred Irénée du Pont e Pierre Samuel du Pont - compram a empresa. Os primos fizeram planos para guiar a DuPont para novas direções. Uma de suas primeiras medidas foi inaugurar o Eastern Laboratory, um dos primeiros laboratórios industriais do país. No ano seguinte um segundo centro de pesquisa, o Experimental Station (Estação Experimental) se estabeleceu próximo às fábricas de pólvora em Brandywine para utilizar o conhecimento da empresa na química de celulose a assim diversificar seu produto base.


A partir de 1904 a empresa começou a diversificar sua linha de produto com a inclusão de vernizes e outros itens não explosivos, como por exemplo, o Fabrikoid, um couro sintético (tecido revestido com nitrocelulose) lançado em 1910 e amplamente utilizado nos estafados dos bancos de automóveis, um setor então em franca expansão na época. Durante a Primeira Guerra Mundial, forneceu 1.5 bilhões de libras de explosivos militares às Forças Aliadas e supriu a indústria americana com 840 milhões de libras de dinamite e pólvora. Com o fim do conflito, em 1923, a DuPont Cellophane Co. Inc. foi constituída depois que a DuPont adquiriu os direitos para fabricar celofane de uma empresa francesa. Quatro anos mais tarde, um pesquisador da empresa, chamado Hale Charch, desenvolveu o celofane à prova de umidade, transformando-o de um material de embalagem meramente decorativo em um item para embalagem de alimentos popular e eficiente. A pesquisa no segmento de filmes e vernizes culminou com a criação de uma tinta automobilística nova e de secagem rápida, batizada de Duco, que acelerava a produção e propiciava ao consumidor a possibilidade de escolher a partir de uma nova gama de cores.


Em 1930, a General Motors e a DuPont se unem para iniciar a produção do Freon (um gás refrigerante mais conhecido como CFC). Esta década foi recheada de importantes descobertas feitas pela empresa: os pesquisadores Arnold Collins e Wallace Carothers, descobrem uma bem sucedida borracha sintética, conhecida como Neoprene®, utilizada em uma grande variedade de produtos, como solas de sapato, roupas de mergulho e isolantes elétricos; exatamente duas semanas mais tarde, o pesquisador Julian Hill descobre a primeira fibra sintética, uma percussora do náilon; em 1935, os pesquisadores Gerald Berchet e Wallace Carothers descobrem o Nylon®, uma nova fibra sintética; e, entre 1936 e 1938, pesquisadores descobrem as resinas acrílicas Lucite®, o Butacite® (um novo plástico que intercala as camadas de vidros de segurança de automóveis) e o Teflon® (uma resina de fluoropolímeros resistente e versátil). Depois de anos de intenso desenvolvimento, o Nylon® finalmente é anunciado ao público, na Feira Mundial de 1939, em Nova York. As primeiras vendas foram feitas em lojas de departamentos da cidade de Wilmington, no estado de Delaware.


Nesta altura a DuPont já era um gigante mundial em seu segmento, além de se firmar como uma das empresas mais inovadoras de todos os tempos. Na década seguinte, boa parte de suas ações foram voltadas para a produção de 4.5 bilhões de libras de explosivos militares, assim como náilon para pára-quedas e tendas, cordas e outros suprimentos militares durante a Segunda Guerra Mundial. Após o fim do conflito, em 1946, quando houve a retomada da produção de náilon, interrompida em decorrência da guerra, as lojas começaram a apresentar as promissoras meias finas (conhecidas hoje como meia-calça), fazendo com que as mulheres se enfileirassem para adquiri-las, às vezes em meio a fortes tumultos. Nos anos seguintes a DuPont surpreendeu o mundo com produtos inovadores como o filme plástico Mylar® (1952) e a fibra Lycra®, além de novos sintéticos resistentes a rugas como o poliéster Dacron® (1953) e a fibra acrílica Orlon®. Nesta época, em 1958, a empresa inaugurou o Departamento Internacional e começou a fazer pesados investimentos externos, acelerando sua internacionalização.


O sucesso da DuPont pode ser comprovado em 1969, quando o homem caminhou na Lua usando uma roupa espacial de 25 camadas, das quais 23 feitas com materiais produzidos ou desenvolvidos pela empresa. Nos anos de 1970, roupas à prova de bala da fibra aramida Kevlar®, marca registrada da DuPont, são testadas por 15 departamentos de polícia do mundo. Com uma força de tensão cinco vezes maior que a do aço, o material também provava ser adequado para o uso em cabos, cintas de reforço em pneus, cascos de barcos e carenagens de asas de aviões a jato. Na década seguinte a principal ação da empresa foi a aquisição, em 1981, da Conoco Inc., uma companhia de petróleo, praticamente dobrando seus ativos e rendimentos (os US$ 8 bilhões da aquisição ficaram na lista dos maiores da história dos Estados Unidos na época). Em 1997, como parte da estratégia da companhia de investir em biotecnologia, a DuPont adquiriu participação expressiva na Pioneer Hi-Bred International, o maior fornecedor mundial de sementes, incluindo sementes de milho híbridas. Neste mesmo ano também comprou a Protein Technologies International, um dos maiores fornecedores de proteínas de soja.


Em 2002, a DuPont celebrou seu 200º aniversário e anunciou a reestruturação global de seus negócios, com a criação da empresa independente DuPont Textiles & Interiors (rebatizada pouco depois como Invista), responsável por abrigar todos os produtos e marcas têxteis como as fibras de náilon, poliéster e Lycra® e cinco plataformas de crescimento: Tecnologias - Eletrônica e Comunicação; Materiais de Performance; Tecnologias - Cor e Revestimento; Segurança e Proteção; Agricultura e Nutrição. Pouco depois, em 2004, a empresa vendeu seus negócios da área têxtil para a Koch Industries por US$ 4.4 bilhões, dando adeus a algumas de suas marcas mais famosas, como a Lycra®, o Nylon®, Coolmax®, Thermolite®, Cordura®, Supplex® e Tactel®. Mais recentemente, em 2012, a empresa vendeu sua divisão de tintas especiais (industriais e automobilísticas) por US$ 4.9 bilhões para o fundo de investimento Carlyle Group.


Hoje em dia a empresa atua em diversas áreas, como por exemplo, Agrícola (com foco no desenvolvimento em defensivos agrícolas, sementes e nutrição animal), Alimentos e Cuidados Pessoais (ingredientes para oferecer soluções para indústria alimentícia, de cuidados com a pele e tecidos de limpeza), Fibras e Polímeros (aditivos, modificadores, plásticos, polímeros, resinas, tecidos e fibras), Biotecnologia Industrial (soluções para segmentos como nutrição animal, alimentos, detergentes, têxteis, carpetes, cuidados pessoais e biocombustíveis, além de soluções baseadas em biotecnologia usando enzimas, microorganismos, peptídeos e proteínas inovadoras), Segurança de Pessoas e Processos (equipamentos de proteção para militares em zonas de conflito, bombeiros profissionais e trabalhadores industriais que lidam com produtos químicos voláteis ou perigos de calor e chamas; além de serviços de consultoria de tecnologias de processo) e Materiais de Alta Performance (que englobam polímeros de engenharia e industriais).


Nos dias de hoje, a DuPont traz ao mundo o melhor da ciência em forma de produtos, materiais e serviços inovadores, e acredita que por meio da colaboração com clientes, governos, ONGs e líderes de opinião é possível encontrar soluções para os desafios globais, provendo alimentos saudáveis e suficientes para a população mundial, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e protegendo a vida e o meio ambiente.


A linha do tempo 
1917 
Ingressou na indústria de tingimento, antes monopolizada por empresas alemãs. A empresa inaugurou o Jackson Laboratory e uma fábrica para a produção de materiais de tingimento na cidade de Deepwater Point, Nova Jersey. 
1920 
Comprou o processo Viscose Rayon da empresa Comptoir des Textiles Artificiels e constituiu a DuPont Fibersilk Company (que mais tarde iria se tornar a DuPont Rayon Company). 
1934 
Lançamento no mercado do DuPont Cordura®, uma fibra sintética amplamente utilizada atualmente em uma vasta gama de produtos desde malas e mochilas, botas, vestuário militar (como bainhas para facas táticas e bolsas para munições), até vestuário de alta performance. 
1937 
Lançamento no mercado do DuPont Neoprene®, primeira borracha sintética para uso geral do mundo. Em 1939, todos os carros e aviões fabricados nos Estados Unidos tinham componentes com Neoprene®. 
1941 
Descoberta da fibra acrílica DuPont Orlon®, que só entraria em produção na década seguinte. 
1946 
Início da comercialização do DuPont Teflon®, que, além de permitir que os ovos não grudem na frigideira, também é usado em escala industrial, como por exemplo, na produção de canos para plataformas marítimas. Descoberto acidentalmente pelo pesquisador Roy J. Plunkett enquanto realizava experiências com gases para refrigeração em 1938, a forma mais conhecida e utilizada do Teflon® – seu uso em utensílios domésticos – só ocorreria em 1954. 
1952 
Desenvolvimento do DuPont Mylar®, um filme plástico, durável, excepcionalmente resistente, utilizado em diferentes produtos, desde fitas de gravação até aquelas usadas para isolamento elétrico. 
1959 
Introdução da fibra elastano com a marca DuPont Lycra®, que podia esticar até cinco vezes o seu comprimento e voltar à forma inicial. 
1965 
A então pesquisadora da Estação Experimental da DuPont, Stephanie Kwolek, descobriu um material que revolucionaria a indústria global: um polímero de cristal líquido amarelo, conhecido em 1971 como DuPont Kevlar®, quando foi lançado comercialmente. Leve e muito resistente, o produto se tornou referência quando o assunto é segurança, proporcionando resistência contra altos impactos, inclusive balísticos. A descoberta ocorreu quase que por acaso, durante uma pesquisa para criar materiais mais leves e eficientes, que pudessem ser aplicados na composição de pneus. 
1966 
Início da produção de novos produtos de isolamento como o material de proteção DuPont Tyvek® (resistente e durável, usado para embalagem, envelopes, banners, roupas de proteção e isolamento de construções). 
1967 
Início da produção das fibras DuPont Nomex®, ideais para roupas de proteção, mangueiras de alto desempenho e uso em altas temperaturas. 
1968 
Início da comercialização do filme DuPont Riston®, melhorando consideravelmente a produtividade de quadros de fiação impressa. 
Lançamento do pesticida DuPont Lannate®, um dos produtos de maior sucesso da empresa nessa área. 
1969 
Desenvolvimento do DuPont Corian®, um material de superfície não-poroso para bancadas, bacias e outros usos em construção, que resiste a manchas, arranhões e queimaduras. O material traz personalidade para todo tipo de ambiente, realçando e facilitando a vida de quem usa e desfruta de seu potencial único. Adaptado a quase qualquer formato, lugar ou finalidade, e numa grande variedade de cores, oferece liberdade para projetar, explorar e criar. 
1972 
Lançamento do DuPont Cromalin®, um sistema de provas de cor que utiliza pigmentos pulverizados em vez de tinta. 
1982 
Ampliação da linha de produtos agrícolas com o desenvolvimento do DuPont Glean®, um dos herbicidas da nova geração que reduz custos e toxicidade. 
1990 
Desenvolvimento de um tecido fabricado com monofilamento de náilon para ser usado em filtros para água. Milhões de metros quadrados do produto são doados ao Carter Center e distribuídos na Ásia e África, eliminando doenças que afetavam entre três e quatro milhões de pessoas nos dois continentes. 
Lançamento da linha DuPont Suva® de fluidos refrigerantes (substituto do CFC), inofensivos à camada de ozônio. 
1998 
A divisão farmacêutica introduz o Sustiva®, primeiro tratamento uma vez ao dia para HIV e AIDS. 
1999 
O FDA (Food and Drug Administration), dos Estados Unidos, aprova a petição da empresa referente a uma reivindicação de saúde nos rótulos de alimentos, que garante a associação entre a proteína de soja e a redução de risco de doenças coronárias. Empresas de alimentos iniciam o uso da marca de soja Supro®, registrada pela DuPont, tendo como ingrediente proteínas isoladas de soja. 
2000 
Lançamento da DuPont Sorona®, nome dado à tecnologia 3GT, a plataforma mais avançada de polímeros no portfólio de ciência da empresa. 
2009 
Lançamento da DuPont Armura®, sistema de blindagem inteligente que protege da grande maioria das armas de fogo usadas em abordagens oportunistas, como o assalto de farol, e preserva a originalidade do veículo. O baixo peso agregado (menos de 90 kg) ajuda a manter o desempenho e a vida útil dos componentes, além do consumo de combustível. Os painéis de Kevlar, utilizada para fazer os coletes à prova de balas da SWAT norte-americana, do Sistema DuPont Armura® são leves, flexíveis e já vêm pré-moldados para facilitar um encaixe preciso, tornando a instalação mais rápida e confiável.


As pesquisas e a ciência 
Durante mais de 200 anos, a DuPont vem se diferenciando pela identificação das mais diferentes necessidades dos consumidores, pesquisando, desenvolvendo, fabricando e comercializando produtos e serviços classificados como “Os milagres da Ciência”. Todos os anos, a empresa investe mais de US$ 2.2 bilhões em pesquisa, apoiando o trabalho de mais de dez mil cientistas. Entre os resultados desses investimentos estão produtos revolucionários como o náilon, o fio elastano Lycra®, o fluorcarbono Teflon® e as fibras aramidas Nomex® e Kevlar®, além de várias outras descobertas que somam mais de 30 mil itens com tecnologia de ponta.


A empresa possui mais de 150 laboratórios de pesquisas e desenvolvimento distribuídos por diversos países do mundo. Entre os quais, 13 centros de inovação dedicados a atividades de colaboração com parceiros da cadeia produtiva, localizados na Cidade do México (México), Johnston (EUA), Troy (EUA), Moscou (Rússia), Meyrin (Suíça), Istambul (Turquia), Hsinchu (Taiwan), Bangkok (Tailândia), Pune (Índia), Nagoya (Japão), Seul (Coréia do Sul) e Xangai (China). No Brasil foi a sétima unidade inaugurada (em 2012 na cidade de Paulínia) e figura entre as mais importantes da empresa globalmente. Além de estimular atividades de colaboração entre clientes, acadêmicos e demais parceiros comerciais, o CIB (Centro de Inovação Brasil) permite uma importante troca de experiência com cientistas que integram a rede de pesquisadores da DuPont no mundo.


Entre esses inúmeros centros e laboratórios, um é de vital importância para a empresa: 
Estação Experimental da DuPont: um dos mais antigos laboratórios de pesquisa dos Estados Unidos, que completou 100 anos em 2003 e está localizado no alto de uma colina, da qual é possível avistar o rio Brandywine, na cidade de Wilmington, com 72 mil habitantes e distante 200 quilômetros de Nova York, serve como uma unidade de pesquisas primárias da empresa. A área da Estação Experimental equivale a 60 campos de futebol e abriga, ao todo, 50 prédios. Pesquisadores de diferentes nacionalidades (chineses, americanos, indianos, africanos) circulam por esse condomínio, cujas alamedas e ruas recebem nomes de cenários de livro de ficção científica, como Laboratory Road. A diversidade de estilos lembra uma avenida movimentada de grande metrópole: alguns profissionais vestidos de maneira mais formal (sapato, camisa e calça sociais), outros à vontade (jeans e tênis) e aqueles que não deixam dúvidas sobre suas atribuições, paramentados com o indefectível jaleco de laboratório. Neste campo trabalham mais de 2 mil profissionais, aproximadamente um quinto dos pesquisadores do quadro mundial da DuPont. Ao longo de mais de um século de existência, a Estação Experimental colecionou milhares de patentes e formou até um Prêmio Nobel, o Dr. Charles Pedersen, que trabalhou na empresa por 42 anos e, em 1987, ganhou o cobiçado prêmio Nobel de Química por seus estudos de moléculas artificiais que imitam reações químicas naturais do corpo.


Estimativas da própria empresa mostram que, ao longo de sua história, a DuPont registrou uma nova patente a cada dois dias, e hoje já somam mais de 35 mil. Esse histórico de invenções coloca a DuPont no rol das empresas mais inovadoras do mundo e o melhor espelho disso está em seus resultados. Aproximadamente 25% do faturamento de 2014 foi proveniente de produtos lançados nos últimos quatro anos. Só neste ano a empresa introduziu mais de 1.800 novos produtos e fez mais de 1.000 pedidos de patentes nos Estados Unidos.


O prêmio DuPont 
O prêmio foi criado em 1991 de modo a contribuir para o desenvolvimento da investigação científica e das suas aplicações. O espírito do prêmio é o mesmo que incentiva a empresa nos seus esforços para melhorar a qualidade de vida de todos os habitantes do planeta. A importância da investigação é essencial para responder aos desafios, tanto novos como antigos, com os quais se deparam as sociedades atuais. A DuPont crê na necessidade de destinar uma parte substancial do investimento econômico a tarefas de investigação científica, autêntico motor da inovação e dos avanços que revolucionaram, revolucionam e continuarão a revolucionar as nossas vidas.


O logotipo 
O icônico logotipo oval da DuPont, um dos símbolos corporativos mais respeitados e reconhecidos do mundo, foi criado em 1906 por George A. Wolf, então funcionário do departamento de publicidade. Esse símbolo representou os esforços para criar uma marca única que pudesse ser utilizada em todos os produtos da DuPont. O logotipo oval foi inicialmente elaborado em gesso e depois talhado em carvalho (a peça original se encontra no museu de Wilmington, em Delaware). O símbolo foi utilizado em alguns anúncios publicitários e etiquetas em 1907. O comitê executivo da empresa decidiu aprová-lo e o logotipo oval foi adotado oficialmente como marca corporativa da DuPont no mês de maio de 1909.


Os slogans 
The miracles of science. (1999) 
Part of our lives. (1992) 
Success has no limits. (1991) 
The safest, strongest tires are made with Nylon. (1959) 
Better living through chemistry. (1935)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 19 de julho de 1802 
● Fundador: Eleuthére Irénée du Pont 
● Sede mundial: Wilmington, Delaware, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: E. I. du Pont de Nemours and Company 
● Capital aberto: Sim 
● Chairman & CEO: Ellen Kullman 
● Faturamento: US$ 34.9 bilhões (2014) 
● Lucro: US$ 3.6 bilhões (2014) 
● Valor de mercado: US$ 51.2 bilhões (julho/2015) 
● Presença global: 130 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 63.000 
● Segmento: Químico e biotecnologia 
● Principais produtos: Polímeros, sementes, herbicidas, enzimas, ingredientes alimentares e materiais de alta performance 
● Concorrentes diretos: Bayer, Basf, Rhodia, Dow, Mitsubishi Chemical, Braskem, Syngenta e Monsanto 
● Ícones: A inovação 
● Slogan: The Miracles of Science. 
● Website: www.dupont.com.br 

A marca no Brasil 
A DuPont está presente no Brasil desde 1937, quando iniciou suas atividades com um escritório de importação e distribuição de produtos como soda cáustica para indústria de sabão aos filmes para raio X, passando pelos explosivos, de enorme importância no processo de urbanização das cidades. Atualmente a empresa, que tem 11 unidades produtivas instaladas no país, além de dois empreendimentos conjuntos, empregando aproximadamente 3.500 pessoas, atua em diversos segmentos como defensivos agrícolas e sementes, química, embalagens e polímeros industriais, construção e decoração, indústria gráfica, serviços de segurança, papel e celulose e biotecnologia. Hoje, a DuPont Brasil está entre as empresas líderes do mercado agrícola e é referência no fornecimento de ingredientes para a indústria de alimentos, materiais de alta performance e de biociências industriais (enzimas para a produção de biocombustíveis, produtos para nutrição animal e itens de higiene e beleza).


A marca no mundo 
Hoje em dia, a empresa atua em 90 países, conta com 63 mil funcionários em todo o mundo, comercializa sua vasta gama de produtos em mais de 130 nações ao redor do mundo e faturou aproximadamente US$ 35 bilhões em 2014. Suas instalações na América do Sul estão localizadas na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e Venezuela, onde a DuPont ainda possui 19 unidades produtivas e 5 joint ventures. Atualmente a empresa atua em 10 áreas de negócios diferentes, desenvolvendo produtos que vão de pesticidas, sementes, enzimas alimentares à componentes para a montagem de espaçonaves. 

Você sabia? 
Recentemente, a NASA selecionou dois produtos da DuPont (Kevlar® em combinação com Dacron®) para a confecção de um pára-quedas capaz de permitir a entrada da sonda Galileu na atmosfera de Júpiter durante 55 minutos antes da sua destruição. 
Uma das plantas de produção mais importantes da empresa é a Chambers Works, localizada na cidade de Deepwater, estado de Nova Jersey, responsável pela fabricação de 500 produtos diferentes, incluindo ingredientes para a fibra Kevlar®. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 28/7/2015