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18.9.06

DOW CHEMICAL


A Dow Chemical reúne a força da ciência e da tecnologia para inovar com paixão o que é essencial ao progresso humano. A empresa americana conecta a química e a inovação aos princípios de sustentabilidade, ajudando a obter soluções para os mais desafiadores problemas mundiais, como a necessidade de água potável, a geração de energia renovável, a conservação de energia, infraestrutura mais duradoura e o aumento da produção agrícola. 

A história 
Tudo começou no dia 18 de maio de 1897 quando o químico canadense Herbert Henry Dow fundou a The Dow Chemical Company com o objetivo de vender comercialmente e extrair cloretos e brometos dos depósitos de salmoura da cidade de Midland, estado americano do Michigan. Seus primeiros produtos foram brometo de potássio e alvejantes, que começaram a ser vendidos em 1898, mesmo ano em que a empresa adotou o tradicional logotipo em formato de diamante para resolver problemas de transporte. Nos anos seguintes a empresa rapidamente diversificou sua linha de produtos. Pouco depois da virada do século, em 1904, a Dow estabeleceu seu próprio departamento de vendas. Dois anos mais tarde, lançou seus primeiros produtos voltados para agricultura. Em 20 anos a Dow Chemical se tornou uma das maiores fabricantes mundiais de produtos agrícolas, cloro, fenol e magnésio. Em 1908, foi criada a divisão de produtos agrícolas, responsável pela comercialização de um inseticida em spray para árvores frutíferas. No ano de 1918, finalmente a Dow adotou oficialmente o tradicional logotipo em formato de diamante como símbolo corporativo. No ano seguinte, a empresa estabeleceu seu primeiro laboratório de pesquisas, iniciando assim um histórico de inovações. No início da década de 1930, construiu sua primeira fábrica para extrair magnésio da água do mar. Nesta época, com a morte do fundador, seu filho Willard H. Dow assumiu o comando da empresa.


Pouco depois, em 1935, a empresa ingressou no segmento de plásticos, através da produção de resina plástica, fato que contribuiu e muito para a Dow se tornar uma das gigantes no setor químico nas décadas seguintes. Seus primeiros produtos nessa área foram o Ethylcellulose (um derivado da celulose) e o poliestireno (uma resina do grupo dos termoplásticos), introduzido em 1937. Durante a Segunda Guerra Mundial, a Dow contribuiu com a produção de magnésio e borracha sintética para o exército americano. Sua expansão internacional começou em 1942 quando fundou a subsidiária canadense em Sarnia, província de Ontário, para produzir estireno. No ano seguinte, juntamente com a Corning Glass formou a Dow Corning para produzir silicone destinado a uso militar. No período pós-guerra começou a se expandir ainda mais, inaugurando em 1952 uma subsidiária no Japão e abrindo, em 1957, escritórios em Roterdã, Estocolmo e México.


Em 1958 a divisão de plásticos já representava 35% do faturamento da empresa. Durante a Guerra do Vietnã, a empresa foi a principal fornecedora do Napalm, uma arma química (conjunto de líquidos inflamáveis à base de gasolina gelificada) para as Forças Armadas Americanas. Em 1968 foram colocados em teste no mercado os saquinhos plásticos reutilizáveis com fechamento por zíper (que protegia contra vazamentos e a entrada de fungos e bactérias) com a marca Ziploc, direcionados para acondicionar alimentos e mantê-los frescos por um período maior de tempo. Nos anos seguintes a Dow Chemical cresceu rapidamente, espalhando-se pelo mundo e tornando-se uma das maiores indústrias químicas do planeta. Em 1998, a Dow vendeu por US$ 1.7 bilhões sua divisão de marcas (entre as quais Ziploc e Scrubbing Bubbles) para a tradicional empresa SC Johnson. Em 2001, a empresa anunciou a fusão com a Union Carbide, se tornando assim um verdadeiro colosso em seu segmento. No final desta década, exatamente no dia 1 de abril de 2009, a Dow anunciou a compra por US$ 18 bilhões da rival Rohm and Haas, empresa líder em especialidades químicas e em materiais avançados, reforçando ainda mais sua posição de liderança global. No final de 2015, a Dow Chemical anunciou a fusão com a DuPont, dando origem a um gigante global na área química e de defensivos agrícolas. A fusão, que dará origem a DowDuPont (será a número dois mundial em sementes e número três em produtos fitossanitários), deverá estar completamente terminada e aprovada pelos órgãos reguladores até no máximo em final de 2017.


A Dow é atualmente uma companhia química diversificada que atua com produtos e soluções em quatro grandes áreas: Químicos Especiais, Materiais Avançados, Ciências Agrícolas e Plásticos. Um dos pontos fortes da Dow é a produção das chamadas resinas, originadas a partir do petróleo ou do gás natural e que são usadas na indústria de plásticos para fabricar embalagens, brinquedos, peças de automóveis. Seu amplo portfólio com mais de 7 mil produtos atende mercados e aplicações voltados para agricultura e alimentos; automotivo e transportes; materiais de construção; revestimentos e adesivos; eletroeletrônicos e eletrodomésticos; cuidados/limpeza de tecidos e superfícies; fibras/têxteis e calçados; pisos e móveis; saúde e higiene; petróleo e gás, processamento químico; cuidados pessoais; purificação de água; e fios e cabos. Diariamente, milhões de pessoas interagem com produtos em que a química da Dow está presente, afinal, ela está na espuma do colchão que dormimos, na tinta da parede de nossas casas e até nos xampus que utilizamos.


A linha do tempo 
1910 
Início da comercialização de sulfeto de sódio. 
1916 
Início da venda de cloreto de cálcio, ácido acetilsalicílico e magnésio em metal. 
1922 
Início da comercialização de dibrometo de etileno, utilizado na composição da gasolina. 
1953 
Lançamento do SARAN, filmes protetores domésticos que retinham o sabor, mantinham a umidade e prolongavam a vida dos alimentos. 
1970 
Lançamento de uma completa linha de produtos para aplicações automotivas. 
1983 
Início da comercialização de discos compactos (CD). 
1985 
Lançamento do DRYTECH™, um polímero super absorvente utilizado na fabricação de fraldas descartáveis. 
1996 
Ingressa no segmento de garrafas PET e polipropileno (polímero reciclável). 
2000 
Lançamento da STRANDFOAM™, uma espuma de polipropileno extremamente resistente utilizada pela indústria automotiva como absorvente de energia em colisões. 
2001 
Lançamento do THE ENHANCER™, um revestimento para carpetes que propicia mais ergonomia, além do prolongamento da vida útil do tapete. 
2002 
Lançamento da XLA™, uma revolucionária fibra stretch desenvolvida para que as roupas tenham boa aparência mesmo depois de usadas muitas vezes e exposta à água e ao cloro. 
2003 
Lançamento do HERCULEX™, que protege as sementes de milho contra os danos causados por insetos, aumentando o rendimento da plantação e garantindo vegetais de qualidade mais elevada. 
2005 
Lançamento da tecnologia BETAMATE™ LESA, que possibilita adesão de alto desempenho a uma vasta gama de materiais, proporcionando durabilidade e redução de custos para a indústria automobilística. 
2006 
Lançamento da FORTEFIBER™, que possibilitava o acréscimo de fibras em variados tipos de alimentos líquidos. Desenvolvida para ser não alérgica e não fermentável, ajuda a manter normais as taxas de colesterol e os níveis de glicose e insulina. 
2007 
Lançamento das espumas IMPAXX™, que absorvem energia e são um componente-chave em automóveis de passeio, veículos espaciais e militares e embarcações. 
2009 
Lançamento do DOW POWERHOUSE SOLAR SHINGLE, um fotovoltaico inovador. É uma telha solar de cobertura que pode ser integrada em telhados residenciais. 
2017 
Lançamento do novo ADCOTE™, um avançado adesivo para laminação, ideal na produção de embalagens que necessitam de alta resistência térmica, como alimentos envasados à quente à base de tomate e maioneses, ou alta resistência química, como cloro e outros produtos de limpeza.


Campanhas que fizeram história 
Em 2012, a Dow, uma indústria de transformação que atua ainda no início da cadeia produtiva, às vezes até nove etapas antes do produto chegar ao consumidor final, resolveu renovar seu conceito. Para isso lançou a campanha Solucionismo™ - Soluções para o Progresso Humano. A ideia era mostrar a capacidade da Dow, uma das maiores indústrias químicas do mundo, em trazer mais soluções para a sociedade seja por práticas mais sustentáveis na construção, pelo saboroso pão sem glúten, pelo sistema ferroviário silencioso ou pelas turbinas eólicas mais resistentes e leves. O objetivo era tangibilizar a Dow como uma empresa com a capacidade e experiência para resolver os principais problemas de seus clientes e do mundo.


Os slogans 
Solutionism. (2012)
Living. Improved daily. (2001) 
What Good Thinking Can Do. (1996) 
There’s Great Chemistry Between Us. (1995) 
Dow Lets You Do Great Things. (1985) 
Common Sense/Uncommon Chemistry. (1979)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 18 de maio de 1897 
● Fundador: Herbert Henry Dow 
● Sede mundial: Midland, Michigan, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: The Dow Chemical Company 
● Capital aberto: Sim (1937) 
● Chairman & CEO: Andrew Liveris 
● Faturamento: US$ 48.15 bilhões (2016) 
● Lucro: US$ 3.52 bilhões (2016) 
● Valor de mercado: US$ 77.7 bilhões (agosto/2017) 
● Presença global: 175 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 56.000 
● Segmento: Químico 
● Principais produtos: Produtos químicos e para agricultura e plásticos 
● Concorrentes diretos: Basf, Bayer, Petronas, Braskem, Mitsubishi Chemical, Rhodia, Mosaic, Syngenta e Monsanto 
● Slogan: Solutionism. 
● Website: www.dow.com/brasil/ 

A marca no Brasil 
No Brasil, a empresa inaugurou seu primeiro escritório de vendas em 1956. Quase uma década mais tarde, em 1965, inaugurou o terminal marítimo do Guarujá (litoral de São Paulo), que deu início ao complexo industrial. Em 1977, a empresa inaugurou o complexo industrial de Aratu, Candeias (BA), onde se produz soda cáustica, óxido de propileno e propilenoglicol. No final da próxima década, em 1989, a Dow AgroSciences (que adotou este nome oficialmente em 1997) iniciou seus trabalhos como uma joint-venture entre o departamento de produtos agrícolas da The Dow Chemical Company e o departamento Científico de Plantas da Eli Lilly and Company. Hoje em dia a Dow AgroSciences busca continuamente o aumento da produtividade agrícola através de melhores variedades de híbridos e biotecnologia, além de um controle cada vez mais efetivo de pragas, plantas daninhas e doenças nas lavouras com o uso dos mais avançados defensivos agrícolas. Em 1996, com a aquisição da Estireno do Nordeste (EDN) a Dow se tornou a maior fabricante de poliestireno da América Latina. Pouco depois, em 1998, iniciou as operações da fábrica de Pindamonhangaba (SP), a primeira da América Latina a produzir adesivos de poliuretano para a fixação de vidros automotivos. Atualmente a empresa emprega no país mais de 2.500 pessoas, em 22 unidades industriais, quatro terminais marítimos e cinco centros de pesquisa.


A marca no mundo 
Atualmente a Dow Chemical, segunda maior fabricante química do planeta (atrás somente da alemã Basf), está presente em 175 países comercializando mais de 7.000 produtos (entre químicos, plásticos e produtos agrícolas), produzidos em 189 unidades fabris localizadas em 34 países. Com vendas superiores a US$ 48 bilhões em 2016, a empresa emprega aproximadamente 56.000 pessoas. 

Você sabia? 
O pilar da inovação da Dow começou a ser construído em 1897, direcionado pelo pensamento de que “Se não podemos fazer melhor, por que fazê-lo?”, frase dita pelo fundador da empresa, Herbert H. Dow. 
Anualmente a Dow Chemical investe mais de US$ 1 bilhão em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos. Somente na última década, a empresa registrou mais de 400 projetos de inovação em todo o mundo. 
Em 2010 a Dow tornou-se a “Companhia Química Oficial dos Jogos Olímpicos” até 2020. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), jornais (Valor Econômico, Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 15/8/2017

6.8.06

BUNGE


A expressão “já que” resume a filosofia de negócios da BUNGE ao longo de dois séculos de história. A estratégia poderia ser descrita assim: “já que” beneficiamos soja, vamos processá-la; “já que” esmagamos o grão, vamos refinar o óleo; “já que” compramos soja do produtor, vamos vender fertilizantes. E de “já que” em “já que”, a BUNGE se tornou uma das maiores e mais poderosas empresas do agronegócio do planeta, sempre preocupada com um dos maiores desafios do mundo contemporâneo: garantir de forma sustentável a alimentação para uma população em constante crescimento. 

A história 
A história começou em 1818 com a fundação da Bunge & Co., na cidade de Amsterdã, por um negociante de origem alemã chamado Johann Peter Gotlieb Bunge, para comercializar grãos e produtos importados das colônias holandesas. Alguns anos depois, por questões estratégicas, a sede da empresa foi realocada para a cidade portuária de Roterdã e foram abertas subsidiárias em outros países europeus, iniciando assim sua expansão internacional. Em 1859, a convite do rei do recém-criado Reino da Bélgica, a BUNGE transferiu sua sede para Antuérpia, tornando-se o braço comercial da expansão internacional do novo Reino. Neste momento, a empresa iniciou negócios com a Ásia e a África, já sob o comando de Edouard Bunge, neto do fundador. Em 1876, Ernest Bunge, irmão de Edouard, se mudou para a Argentina, onde, com outros sócios, criou em 1884 uma empresa coligada com o nome de Bunge Y Born, que tinha como principal objetivo participar do mercado de exportação de grãos do país.


A chegada ao Brasil aconteceu em 1905, quando a BUNGE participou, ainda que minoritariamente, do capital da S.A. Moinho Santista Indústrias Gerais, empresa de compra e moagem de trigo localizada na cidade de Santos, litoral do estado de São Paulo. Era o início de uma rápida expansão no país, adquirindo diversas empresas nos ramos de alimentação, agronegócio, químico e têxtil, entre outros. Alguns anos depois, em 1923, a empresa desembarcava nos Estados Unidos, para comercializar commodities agrícolas. Em plena Grande Depressão Econômica que assolava a economia americana, no ano de 1935 a empresa comprou sua primeira instalação de grãos de grande porte, adjacente a um terminal ferroviário em Minneapolis, estado de Minnesota, acrescentando instalações físicas às suas capacidades de comercialização de grãos. No Brasil, em 1997, adquiriu a Ceval Alimentos, então líder no processamento de soja e produção de farelo e óleos, e também a IAP, tradicional empresa brasileira de fertilizantes. No ano seguinte, comprou a Fertilizantes Ouro Verde, fortalecendo definitivamente seus negócios neste setor. Nesta década a BUNGE concentrou sua atuação mundial em três áreas, que se complementam: fertilizantes, grãos e oleaginosas e produtos alimentícios. Dentro de sua estratégia de crescimento, a empresa criou, em 1998, a BUNGE GLOBAL MARKET, atual BUNGE GLOBAL AGRIBUSINESS, uma empresa de atuação mundial especialmente voltada ao cliente e responsável pelo comércio internacional de commodities. Com ela, a BUNGE passou a ter acesso aos mercados mais promissores do mundo e ampliou consideravelmente sua presença internacional, firmando-se cada vez mais como uma empresa globalizada.



No ano seguinte a empresa mudou sua sede para White Plains, uma pequena cidade no subúrbio de Nova York, para ficar mais próxima dos centros financeiros mundiais. Em 2000, ocorreu outra importante aquisição da BUNGE no Brasil, quando comprou a indústria de fertilizantes Manah, tradicional empresa fundada em 1947 e uma das maiores do setor na época. No mesmo ano, decidiu fortalecer suas empresas de fertilizantes e alimentos no Brasil. Surgiu, então, em agosto, a BUNGE FERTILIZANTES, união da Serrana, Manah, Iap e Ouro Verde e, em setembro, a BUNGE ALIMENTOS, união da Ceval e da Santista. Em 2001, no Brasil, a BUNGE reestruturou o capital acionário das empresas Bunge Alimentos e Bunge Fertilizantes, criando a Bunge Brasil S.A. A nova empresa nascia como a maior produtora de fertilizantes da América do Sul, maior processadora de trigo e soja da América Latina e maior fabricante brasileira de margarinas, óleos comestíveis, gorduras vegetais e farinhas de trigo.


Em 2001, na Argentina, adquiriu a La Plata Cereal, uma das maiores empresas de agronegócio do país, com atividades no processamento de soja, industrialização de fertilizantes e instalações portuárias. Com a aquisição, a BUNGE tornou-se a maior processadora de soja do país portenho. No ano seguinte, iniciou a compra do controle acionário da Cereol, empresa de agronegócio com forte atuação na Europa e Estados Unidos. Com essa aquisição, ampliou seus negócios na área de ingredientes, fortaleceu sua atuação no setor de óleos comestíveis e abriu acesso a novas áreas de negócio, como o biodiesel. Em 2003, anunciou uma aliança com a DuPont, com o objetivo de fazer crescer seus negócios nas áreas de alimentos e nutrição de forma significativa. Surgiu com essa aliança a Solae, empresa que atua na área de ingredientes funcionais de soja. Neste mesmo ano, unificou suas marcas e lançou a Bunge Pro para o segmento de produtos profissionais (margarinas, farinhas, gorduras).


Nos últimos anos a BUNGE investiu bilhões de dólares e se tornou um importante competidor no setor de açúcar, etanol e bioenergia. Em 2011, a empresa abriu novas unidades em portos nos Estados Unidos, Polônia e Ucrânia e adquiriu unidades também na China e na Argentina, tipo de atuação que diminuiu a dependência dos preços das commodities e que conduziu o avanço nos negócios também nos demais países onde a BUNGE opera atualmente. Por toda essa história, há dois séculos a BUNGE tem ajudado a alimentar o mundo ao conectar pessoas, mercados, países e culturas ao redor do mundo.


Os slogans 
At Home Everywhere. 
From farm to your table. 
Do campo à sua mesa.


Dados corporativos 
● Origem: Holanda 
● Fundação: 1818 
● Fundador: Johann Peter Gotlieb Bunge 
● Sede mundial: White Plains, Nova York, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Bunge Limited 
● Capital aberto: Sim (2001) 
● CEO: Soren Schroeder 
● Faturamento: US$ 45.7 bilhões (2017) 
● Lucro: US$ 174 milhões (2017) 
● Valor de mercado: US$ 9.6 bilhões (outubro/2018) 
● Presença global: 150 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Maiores mercados: Europa, Estados Unidos e Brasil 
● Funcionários: 31.000 
● Segmento: Agricultura e indústria alimentícia 
● Principais produtos: Fertilizantes, alimentos e bioenergia 
● Concorrentes diretos: Cargill, Archer Daniels Midland, Louis Dreyfus Company, Tyson Foods, ConAgra Foods, Tate & Lyle e M. Dias Branco 
● Slogan: At Home Everywhere. 
● Website: www.bunge.com.br

A marca no Brasil 
Embora a soja seja a grande estrela dentro do portfólio da empresa, a estreia no Brasil aconteceu por conta do trigo. A história começou em 1905, quando a BUNGE se associou a um grupo de empresários de Santos, no litoral de São Paulo, para financiar a instalação do primeiro moinho de trigo da cidade, o Moinho Santista. Em 1923, fundou a SANBRA (Companhia Algodoeira do Nordeste Brasileiro), sua primeira empresa de processamento de oleaginosas no Brasil. Em 1929, lançou o óleo vegetal de algodão com a marca Salada, primeiro no Brasil para uso culinário. Este lançamento inovador provocou mudanças nos hábitos alimentares dos brasileiros, até então acostumados a consumir banha de porco ou o azeite de oliva importado. Em 1934, realizou seu primeiro embarque de exportação, com uma carga de algodão em pluma para a Europa. Pouco depois, em 1938, ingressou no segmento de fertilizantes e se tornou fornecedora para muitos fazendeiros. No ano de 1956 inovou mais uma vez ao lançar as primeiras misturas preparadas para bolos e salgados. E dois anos mais tarde, seu primeiro óleo de soja com a marca Primor. Pouco depois, em 1959, lançou a margarina Delícia, a primeira distribuída em veículos com isolamento térmico e com prazo de validade na embalagem. E foi nesta década que a BUNGE iniciou, pioneiramente, as pesquisas, o comércio, a industrialização e o fomento da soja a partir do Rio Grande do Sul, e que a tornou uma empresa inovadora no relacionamento comercial e na prestação de serviços, bem como líder no agronegócio brasileiro. A soja só ganharia grande importância para empresa na década de 1970. Ali começava uma forte expansão na cultura da oleoginosa. Em 1973 a BUNGE inovou ao lançar a Mila, primeira margarina de milho do mercado brasileiro. Em 1987, lançou as inéditas pré-misturas para panificação Pré-Mescla, além de introduzir no mercado a Cukin Fry, uma gordura vegetal de alta qualidade, para uso em frituras industriais e para o segmento de Food Service, além da margarina Ricca, destinada ao mercado de panificação e confeitaria.


Nos anos de 1990, a abertura da economia exigiu um grande redimensionamento da BUNGE no país. Naquela época, a empresa era um imenso conglomerado que incluía indústrias, banco, corretora, imobiliária, processamento de dados, produção de computadores entre outras atividades. A empresa chegou a controlar mais de 130 empresas no Brasil – entre elas a Tintas Coral e a Vera Cruz Seguradora. Tamanha diversificação ao longo do tempo cobrou seu preço. A BUNGE havia se tornado um mamute complexo e vagaroso. A empresa então decidiu voltar a suas origens no agronegócio. Vendeu boa parte dos ativos que nada tinham a ver com o campo e passou a comprar empresas que reforçassem sua posição. É dessa nova fase que vieram as aquisições no setor de fertilizantes. Marcas fortes no campo como IAP, Ouro Verde e Manah foram adquiridas. Curiosamente, essa era uma área que deveria ser limada dentro do portfólio da empresa durante a reestruturação. Mas todo esse gigantismo não veio de graça. A BUNGE tem fama de ser truculenta nas negociações com fornecedores. Frequentemente, por exemplo, é apontada como uma das vilãs das crises que espremem a renda dos produtores de soja. No final de 2011 a empresa adquiriu a divisão de alimentos da Hypermarcas, adicionando assim ao seu portfólio marcas consagradas, como por exemplo, Etti e Salsaretti, além de uma extensa linha de produtos nos segmentos de molhos e extrato de tomate, caldos, molhos e temperos, pratos prontos e instantâneos. Em 2013, a empresa vendeu sua divisão de fertilizantes no Brasil para a Yara International.


A BUNGE possui três segmentos de negócios extremamente vitais: 
Agronegócio: responsável pela compra de grãos e oleaginosas de agricultores; transporte, armazenagem e venda de matérias-primas aos clientes finais nos mercados domésticos e de exportação; processamento de oleaginosas para a produção de farelos e óleo vegetal bruto para venda para produtores de gado, produtores de ração animal, Food Service, indústria de biocombustível e outros clientes. 
Alimentos e ingredientes: oferece um amplo portfólio de produtos para atender às necessidades de seus consumidores e clientes. Marcas como Delícia (margarinas), Soya (óleos de soja, óleo de soja com canola, maionese e margarina), Primor (arroz, atomatados, maionese, margarina, óleo de soja e gordura vegetal), Salada (óleos de sementes especiais e maioneses), Cardeal (azeites), La Española (azeites), Salsaretti (molhos de tomate), Etti (caldos, temperos e molhos), Cukin e Pré-Mescla estão profundamente ligadas não apenas à história econômica brasileira, mas também aos costumes, à pesquisa científica, ao pioneirismo tecnológico e à formação de gerações de profissionais. Além disso, oferece um portfólio completo para indústrias de alimentos: biscoitos, massas, pães, bolos, sorvetes, balas e confeitos, frituras, snacks, dentre outras. 
Açúcar e bionergia: é uma das empresas líderes na produção de etanol, açúcar e bioenergia no Brasil, em termos de capacidade de moagem. Possui oito usinas estrategicamente localizadas nas regiões sudeste, norte e centro-oeste do país. Cinco de suas usinas formam um cluster, gerando economias de escala e sinergias para o negócio. Com 22 milhões de toneladas métricas de capacidade de moagem por ano, tem a flexibilidade de produzir um mix estratégico de etanol e açúcar para atender as demandas de seus clientes e aproveitar a dinâmica de preços do mercado.


Atualmente a subsidiária brasileira, uma das mais importantes do grupo no mundo, fatura mais de R$ 40 bilhões, emprega 20.000 pessoas e possui mais de 100 unidades entre fábricas, instalações portuárias, usinas, moinhos, centros de distribuição e silos, instalados em 17 estados do país. Além disso, a empresa compra de aproximadamente 20 mil produtores rurais um volume em torno de 20 milhões de toneladas de grãos, entre soja, milho, trigo, caroço de algodão, sorgo e girassol, e se relaciona regularmente com clientes em quase 30 países. É a maior processadora de trigo da América Latina, comprando e beneficiando aproximadamente 2 milhões de toneladas do grão por ano. Além disso, a BUNGE produz etanol suficiente para abastecer aproximadamente 240 mil veículos por mês. Os produtos BUNGE estão em 80% das residências do país e em mais de 70% das padarias. Nos mais de 100 anos de história no Brasil, a BUNGE participou ativamente para concretizar a vocação brasileira de grande produtora de alimentos.


A marca no mundo 
A BUNGE, uma das principais empresas de agronegócio e alimentos do mundo, tem mais de 450 unidades industriais, silos, armazéns, usinas, moinhos e centros de distribuição nas Américas do Norte e do Sul, Europa, Ásia, Austrália e Índia, além de escritórios da BGA (Bunge Global Agribusiness) atuando em vários países europeus, latino-americanos, asiáticos e do Oriente Médio. A BUNGE compra, comercializa, armazena e transporta oleaginosas e grãos para atender clientes em todo o mundo. Processa oleaginosas para a produção de farelo para nutrição animal e óleos comestíveis. Produz açúcar e etanol a partir da cana-de-açúcar. Processa trigo, milho e arroz, fornecendo ingredientes para a indústria alimentícia e vende fertilizantes para clientes nas Américas do Norte e do Sul. Com mais de 31.000 empregados, a empresa comercializa seus produtos em mais de 150 países ao redor do mundo e, em 2017, seu faturamento superou US$ 45 bilhões. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Época negócios e Exame), jornais (Meio Mensagem, Valor Econômico, Folha, Estadão e O Globo), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel, Mundo do Marketing e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 


Última atualização em 17/10/2018

18.7.06

CARGILL


Seus ingredientes estão nos sanduíches do McDonald’s, nos refrigerantes da Coca-Cola, na ração para cachorros da Nestlé e nos sorvetes da Unilever. Desde a semente plantada no campo até o jantar de uma família do outro lado do mundo, a americana CARGILL reúne ideias que ajudam a atender as necessidades globais, transformando seu conhecimento e experiência no agronegócio em soluções inovadoras que auxiliem seus clientes e beneficiam milhões de consumidores. A extensão dos conhecimentos da CARGILL sobre toda a cadeia agrícola alimentícia e a experiência em mercados globais ajuda a levar alimentos dos campos até os lares onde são consumidos. O consumidor pode comprovar os resultados em sua mesa todos os dias – da carne mais saborosa ao pão mais saudável, ou da deliciosa sobremesa à bebida mais refrescante. Essa é a maior empresa de alimentos e agronegócios do planeta. 

A história 
As origens da empresa começaram em 1865 na pequena cidade de Conover, estado americano do Iowa, quando William Wallace Cargill, filho de um capitão naval escocês, comprou um modesto depósito (silo) com a finalidade principal de armazenar e vender grãos. No ano seguinte, com a entrada no negócio de seus irmãos, Sam e James, a empresa passou a se chamar W.W. Cargill & Bro., inaugurando outros depósitos de grãos. Eles queriam ganhar dinheiro armazenando a produção de grãos do meio-oeste americano, justamente quando à região começava a cultivar milho. A principal atividade da nova empresa era comprar, armazenar e transportar a produção dos fazendeiros do meio-oeste americano. Para a operação dar lucro, era preciso ter uma logística eficiente e, claro, conseguir comprar barato e vender caro. No ano de 1870, a empresa fixa seus negócios na cidade de Albert Lea, no Minnesota, aproveitando a expansão ferroviária que acontece no sul do estado. Após transferir suas operações para a cidade de La Crosse, no estado do Wisconsin, em 1875, a empresa começou a expandir seus negócios, passando a negociar commodities como carvão, farinha, rações, lenha e sementes, além de investir em ferrovias, terras, irrigação de plantações e propriedades rurais. Uma década depois, a empresa passa a controlar mais de 100 instalações de armazenamento de grãos nos estados do Minnesota, Dakota do Sul e Dakota do Norte, e agora possuí uma capacidade de armazenamento total para 1.6 milhões de alqueires.


Nos anos seguintes a empresa teve um crescimento extraordinário, muito em virtude de sua estratégia em apostar no desenvolvimento da malha ferroviária americana, um transporte essencial para escoar seus produtos. Durante a Primeira Guerra Mundial os preços dos grãos dispararam e a CARGILL se beneficiou deste momento para obter lucros altíssimos. Em 1923, a CARGILL comprou a Taylor & Bournique, uma empresa de promoção de grãos com escritórios na costa leste do país e um sistema próprio de comunicação por fios. A aquisição da nova tecnologia deu à CARGILL uma importante vantagem competitiva. Em 1929 surgiu o departamento de exportações, dando início à comercialização de grãos no exterior, onde o preço final já incluía financiamento, embarque e carregamento. A criação deste departamento foi seguida da inauguração de pequenos escritórios em Winnipeg, no Canadá, Rotterdam, na Holanda e em Buenos Aires, na Argentina. Em meados da década de 1930, a empresa, já sob o comando de John MacMillan Jr., começou a vender grãos manufaturados com a marca CARGILL. Foi também nesta época que a CARGILL adquiriu seus primeiros navios próprios para o transporte de grãos.


Em 1941, a marinha dos Estados Unidos assinou contrato com a CARGILL para fabricar seis navios tanques. Ao final da Segunda Guerra Mundial, o exército e a marinha ofereceram à CARGILL um prêmio pela fabricação desses navios. Em 1945, no período pós-guerra, a empresa se diversificou, crescendo no setor de rações com a aquisição da Nutrena Mills. A CARGILL também comprou nessa época uma fábrica de processamento de farinha e óleo de soja. Pouco depois, em 1947, os executivos da empresa decidiram reabrir os escritórios na América do Sul. Na Argentina, a empresa lançou seu negócio de sementes híbridas. Além disso, foi desenvolvido um selo, feito para uma campanha publicitária, que dizia aos clientes como a CARGILL desenvolvia de forma criativa, maneiras de utilizar produtos agrícolas “para conseguir o melhor para todos”. Foi também nesta época que a CARGILL ingressou no mercado de sal, que se tornaria de grande importância para a empresa durante anos. Apesar do enorme crescimento, somente em 1953 a empresa ingressou oficialmente no mercado europeu. Na década seguinte, em 1966, ingressou na indústria de processamento de milho por via úmida. Subsequentemente, a divisão coreana da empresa formou uma joint venture para produzir rações, ovos e aves. Na década de 1970 a CARGILL importou o primeiro carregamento de suco de laranja concentrado do Brasil para os Estados Unidos.


Nas décadas seguintes a empresa cresceu através de inúmeras aquisições, além de ingressar em outros segmentos de mercado, como por exemplo, o comércio de café na década de 1980; e no processamento de carne suína e de peru. Com isso, o portfólio de produtos e serviços aumentou significativamente. Além de grãos, rações, sementes, óleos e milho, os negócios passam a abranger produtos químicos, cacau, café, algodão, ovos, fertilizante, serviços financeiros, farinha, sucos, malte, carne, melaço, amendoim, petróleo, porcos, aves, borracha, sal, aço, perus e lã. A CARGILL criou a Mosaic em 2004, uma das maiores produtoras mundiais de fertilizantes, expandindo ainda mais suas atividades. Pouco depois, em 2008, apresentou o produto Truvia™, um adoçante natural atraente e sem calorias feito a partir da rebiana, que é a parte mais saborosa da folha de estévia. Em 2011 a empresa inaugurou dois dos centros mais avançados de tecnologia e inovação na área de alimentos, localizados em Wichita (Kansas) e Campinas (São Paulo). Além disso, expandiu significativamente seu negócio global de nutrição animal com a aquisição da empresa holandesa Provimi, adicionando premixes e aditivos ao seu portfólio de produtos.


Considerada a maior empresa de capital fechado dos Estados Unidos em relação ao faturamento, tem operações que vão da venda de milho e trigo à contratação de navios cargueiros e estruturação de complexos derivativos para fundos de hedge. Sua lista de clientes vai desde a rede McDonald’s e a Coca-Cola até o ministério da agricultura do Egito. Além disso, desenvolvendo rações para animais e soluções de nutrição personalizadas, a CARGILL está presente na vida de mais de 500 milhões de pessoas todos os anos. Com mais de 1.950 patentes no mundo inteiro, a empresa está sempre apresentando inovações e soluções criativas para a alimentação e a agricultura. Hoje em dia, apesar de atuar sobre um grande leque de atividades (de matadouros de suínos nos Estados Unidos à exportação de produtos agrícolas para a China e o beneficiamento de algodão na África), a principal área de atuação da empresa é o comércio internacional de grãos. Em mais de 150 anos de história, a CARGILL acompanhou o desenvolvimento do mundo criando novos mercados e ajudando os mercados existentes a funcionar melhor, promovendo inovações que alimentam pessoas em todo o mundo.


Atuação em vários mercados 
A CARGILL está dividida em quatro principais divisões de negócios: 
AGRONEGÓCIO: compra, processa e distribui grãos e oleaginosas, entre outras matérias-primas (produção de óleos brutos, degomado, refinado e envasado, além de farelos), para atender fabricantes de produtos alimentícios e nutrição animal. A empresa também fornece produtos e serviços especializados para produtores agrícolas e criadores de gado. 
ALIMENTOS: colabora com indústrias, prestadores de serviços e varejistas da área alimentícia, fornecendo ingredientes para alimentos e bebidas, além de produtos a base de carnes e aves, ajudando-os a atender seus clientes da melhor maneira possível. Além disso, a empresa está presente na vida de milhares de pessoas por meio de produtos de consumo, muitos deles líderes de mercado, como por exemplo, azeites, azeitonas, maioneses, molhos, extratos e polpas de tomate, massas, molhos para salada, óleos refinados e óleos compostos. 
GERENCIAMENTO DE RISCO: fornece soluções financeiras e de gerenciamento de risco em mercados globais para clientes das áreas agrícola, alimentícia, financeira e de energia. 
INDUSTRIAL: atende indústrias que utilizam sal, amido e aço em sua produção. A empresa também desenvolve e comercializa produtos sustentáveis fabricados a partir de matérias-primas agrícolas.


Uma empresa poderosa e secreta 
Hoje, a CARGILL é, disparada, a maior empresa de alimentos do mundo. Seu faturamento é 25% maior que o da suíça Nestlé e quase 45% superior ao de sua principal concorrente, a também americana ADM. Mas, para entender o poder da CARGILL é preciso ir à pequena cidade de Blair, no estado do Nebraska. Com pouco mais de 8.000 habitantes e cercada de plantações de milho até onde a vista alcança é um daqueles fenômenos que ajudam a entender como os Estados Unidos se transformaram na maior potência agrícola do planeta. O investimento em tecnologia dos agricultores do cinturão do milho, como esse pedaço do meio-oeste americano é chamado, faz com que sua produtividade média seja duas vezes maior que a brasileira. Mas talvez o maior símbolo da força agrícola americana em Blair não seja o dourado do milho nas fazendas, mas a fábrica para onde é levada essa produção toda. A cidade abriga um dos maiores centros de processamento de grãos do mundo, um complexo que abriga seis linhas de trem e transforma 2.5 milhões de toneladas de milho por ano (são 180.000 caminhões e quase 30.000 vagões lotados de grãos a cada doze meses). Ali, o milho de Blair se transforma em dezenas de produtos, de ração animal a etanol. É uma demonstração da pujança do cinturão do milho. Mas é, também, uma pequena amostra do papel da empresa mais poderosa do agronegócio no mundo: a CARGILL.


A CARGILL não tem fazendas, não planta nada, vende muito pouco diretamente ao consumidor – no Brasil é proprietária de marcas conhecidas, como os óleos Liza e os molhos Pomarola, mas isso é uma exceção. A empresa se tornou o gigante que é operando fora dos olhos do público. Uma de suas principais atividades ainda é comprar, armazenar e revender commodities agrícolas como soja, milho, trigo e basicamente todas as outras. Desde que foi fundada, a CARGILL fez o que pode para manter tudo em segredo. Seus proprietários nunca viram muita vantagem em se expor. Para eles, quanto menos os concorrentes – e, até certo ponto, os clientes e fornecedores – soubessem, melhor. Como não tem capital aberto, a CARGILL passou décadas divulgando só o mínimo necessário sobre seus negócios. Recentemente, porém, isso começou a mudar. Há um esforço para tornar a empresa mais transparente. Nessa nova fase, governos protecionistas e consumidores que acham que a empresa manipula o mercado global de alimentos são o maior problema da CARGILL. A empresa também vem investindo para ampliar a participação da área de alimentos em suas receitas. Para lançar novos produtos, próprios e para clientes, inaugurou centros de pesquisa no Brasil e na Índia e reformou unidades que já tinha na Bélgica e na Malásia. Por exemplo, a cervejaria japonesa Saporo vende uma marca fabricada com um novo malte desenvolvido pela CARGILL que faz a cerveja durar mais e resistir ao transporte em navios para exportação. Já para a rede McDonald’s no Brasil, desenvolveu um óleo sem gordura trans (um tipo de gordura relacionada ao aumento da incidência de diabetes e doenças cardíacas). A obsessão das empresas em ter alimentos mais saudáveis – ou que pareçam saudáveis – tem gerado receitas para a CARGILL. Carnes com menos gorduras, adoçantes feitos com ingredientes naturais, cereais com mais vitaminas – tudo isso pode ser desenvolvido nos laboratórios da empresa.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por inúmeras remodelações ao longo dos anos. Foi somente em 1930 que vários projetos foram criados em cima do nome CARGILL. Os logotipos começaram a aparecer na década de 1940 quando a empresa se expandiu além do comércio de grãos. Feito inicialmente para sementes de milho, o logotipo de 1941 apresentava parte de uma espiga de milho e um moinho. Era a primeira vez que um projeto gráfico era usado no lugar do nome CARGILL.


O logotipo conhecido como “A Seta” tornou-se muito conhecido na América Latina por volta de 1953, quando a CARGILL carregou pela primeira vez na história uma carreta de milho a granel no interior do Brasil. O milho foi transportado para São Paulo. Embora esta marca registrada tenha sido oficialmente substituída em 1970, ela continuou viva até os anos de 1990 na América Latina. O “selo redondo com trigo” apareceu pela primeira vez quando a empresa introduziu a semente de sorgo híbrido na Argentina. Usado a partir de 1958, serviu como um símbolo “guarda-chuva” sem interferir em outras marcas específicas da CARGILL. Em 1965, foi criado um logotipo para comemorar o centésimo aniversário da empresa. Era uma ligação entre a versão do logotipo de 1960 e o penúltimo logotipo, sendo a primeira vez que uma forma era usada no desenho para “chamar a atenção”.


O famoso logotipo “C” foi introduzido em 1966. Tratava-se da letra “C” estilizada com o interior lembrando uma semente, cerne de grão ou gota de líquido semelhante a óleo. Foi o trabalho de marca mais ambicioso e bem sucedido na história da CARGILL, quando a empresa iniciava sua jornada de mudanças para projetos e capacidades. A atual identidade visual foi adotada no ano de 2002. Trata-se de uma referência deliberada aos valores inerentes à tradição da marca – integridade, confiabilidade e relações baseadas em confiança. Ao mesmo tempo, o novo logotipo também era mais dinâmico.


Os slogans 
150 years of helping the world thrive. (2015) 
Nourishing Ideas. Nourishing People. 
Alimentando ideias. Alimentando pessoas. (Brasil)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1865 
● Fundador: William Wallace Cargill 
● Sede mundial: Minneapolis, Minnesota, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Cargill Inc. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman: Gregory Page 
● CEO & Presidente: David MacLennan 
● Faturamento: US$ 107.2 bilhões (2015/2016) 
● Lucro: US$ 2.37 bilhões (2015/2016) 
● Presença global: 130 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 153.000 
● Segmento: Agricultura e indústria alimentícia 
● Principais produtos: Alimentos, produtos agrícolas e gerenciamento de risco 
● Concorrentes diretos: Bunge, Archer Daniels Midland, ConAgra Foods, Tate & Lyle e Morton Salt 
● Slogan: Nourishing Ideas. Nourishing People. 
● Website: www.cargill.com.br 

A marca no Brasil 
A empresa começou com um modesto escritório inaugurado no dia 24 de maio de 1965, no centro da cidade de São Paulo. O passo inicial foi a criação do Departamento de Sementes, que começou a operar com uma pequena usina de beneficiamento e produção de sementes híbridas de milho na cidade paulista de Avaré. Enquanto desenvolvia o seu próprio programa de melhoramento, a CARGILL começou a produzir e comercializar híbridos a partir de sementes básicas fornecidas pela Secretaria da Agricultura. A empresa expandiu suas atividades na área de comercialização de cereais, inaugurando em 1968 uma filial na cidade paranaense de Cascavel. No ano seguinte, iniciou na cidade de Jacarezinho (Paraná), as operações do Departamento de Rações, com a aquisição de uma fábrica, onde também chegou a funcionar uma filial do Departamento de Cereais. Em 1973, inaugurou sua primeira fábrica em terras brasileiras: a unidade de Ponta Grossa (PR), para o processamento da soja. Ainda este ano, a empresa criou a Fundação Cargill. A entidade, mantida pela própria empresa, surgiu com o objetivo de promover o desenvolvimento agropecuário através da difusão de modernas tecnologias, com um programa de trabalho dirigido a quatro áreas prioritárias: apoio ao ensino, subvenção a projetos de pesquisas, auxílio para realização de eventos e divulgação de trabalhos técnico-científicos voltados à agricultura. Posteriormente, a Fundação Cargill evoluiu como um potencial órgão de atuação direta em comunidades, com foco no desenvolvimento de uma cultura voltada à alimentação saudável, segura, sustentável e acessível para pequenos produtores rurais.


Em 1975, com “cheirinho de sucesso”, foi lançado o óleo Liza, um novo produto que veio revolucionar os conceitos a respeito do óleo de soja no Brasil. Ainda nesta década, foram inauguradas novas fábricas no sul e sudeste do país. Nos anos seguintes, a CARGILL deu início a uma série de investimentos na construção de sistemas portuários e ferroviários para o transporte de seus produtos ao Porto de Santos, no litoral paulista, visando aumentar a participação da empresa nas exportações brasileiras. No início da década de 1980, a unidade de Ilhéus, no sul da Bahia, começou o processamento e a comercialização de cacau, produzindo inicialmente licor e depois torta, pó e manteiga. Em 2001, lançou no mercado um novo azeite de oliva: Quinta dos Olivais e relançou o azeite de oliva La Española e o óleo de canola Purilev em nova embalagem. Nos anos seguintes a CARGILL lançou no mercado novos produtos como a linha Olívia, ingressando no mercado de óleos compostos; o Liza Nutriplus, único óleo de soja enriquecido com vitaminas A e D e naturalmente rico em vitamina E, nutrientes vitais para a nossa saúde e bem-estar; a lecitina de soja, um emulsificante natural composto por fosfolipídios; além de começar a distribuir com exclusividade, em 2003, o tradicional azeite português Gallo. Outras novidades introduzidas nessa época foram os Molhos para Salada Liza; e os Molhos para Salada Purilev Light.


Em 2003, a CARGILL adquiriu a marca de óleo de milho Mazola, complementando sua linha de produtos de consumo. No ano seguinte foi a vez de adquirir a Seara (vendida em 2009 para o grupo brasileiro Marfrig e posteriormente negociada com a JBS). Em 2010, a empresa adquiriu por aproximadamente R$ 600 milhões a linha de produtos à base de tomate da Unilever, que incluía as marcas Pomarola, Tarantella, Elefante e Pomodoro. No Brasil, a CARGILL tem sua origem no campo, a partir das atividades agrícolas, e hoje constitui uma das maiores indústrias de alimentos do país, com 8.000 funcionários envolvidos nos negócios de comercialização de commodities agrícolas, produção de ingredientes para indústria alimentícia, desenvolvimento de produtos para o consumo final, serviços financeiros e desenvolvimento de soluções para o segmento industrial. A operação brasileira possui unidades industriais, armazéns, terminais portuários e escritórios em aproximadamente 140 municípios. A CARGILL está hoje entre as 15 maiores empresas e cinco maiores exportadoras do Brasil. É considerada, também, a principal exportadora de soja do Brasil e maior processadora de cacau da América Latina.


A marca no mundo 
A CARGILL, maior e mais poderosa fornecedora mundial de produtos e serviços para os setores agrícola, alimentício e de gerenciamento de risco, tem mais de 1.400 fábricas e instalações, emprega mais de 150 mil pessoas em 70 países, comercializando seus produtos através de 130 nações em todos os continentes. A empresa adquire, processa, armazena, transporta e vende produtos agropecuários e diversos commodities no mundo inteiro. Além disso, fabrica ingredientes para alimentos processados, produtos farmacêuticos e bens de consumo e produz alimento. A empresa também processa e fabrica adoçantes, chocolates, óleos, rações para animais e álcool combustível – além de corantes e substâncias usadas para conservar iogurtes, pães, cervejas e refrigerantes. Com produtos que vão desde amidos até extrato de algas, o portfólio incomparável de ingredientes da empresa é utilizado em mais de 5.000 soluções para clientes do mundo inteiro. A empresa fornece aproximadamente 22% da carne consumida no mercado americano; é responsável por 22% das exportações de grãos dos Estados Unidos; além de ser o maior criador de aves da Tailândia; maior exportadora de produtos argentinos; e um dos maiores fornecedores de derivados de sal (capacidade de fornecimento superior a 14 milhões de toneladas por ano). Além disso, todos os ovos utilizados pela rede McDonald’s nos Estados Unidos passam pelas fábricas da CARGILL. A fábrica de Wahpeton, em Dakota do Norte, foi considerada pela IndustryWeek como uma das 10 melhores da América do Norte pela excelência de suas operações, como segurança e inovação. No ano fiscal de 2015/2016 a empresa faturou mais de US$ 107 bilhões e movimentou mais de 185 milhões de toneladas de grãos. 

Você sabia? 
Até hoje, 90% da empresa é controlada pelos descendentes das famílias MacMillan e Cargill, transformando-a na maior empresa familiar do mundo. Essa união começou em 1895 quando John H. MacMillan e Edna Clara Cargill se casaram na cidade de La Crosse, estado do Wisconsin. Hoje, há aproximadamente 90 descendentes dos Cargill e dos MacMillan, e eles reinvestem no negócio 80% dos dividendos a que têm direito. 
Hoje, a empresa tem 1.400 operadores de mercado em diferentes países, além de duas gestoras de recursos que administram bilhões de dólares. As principais mesas de negociação de commodities – de soja a nafta – ficam em Genebra, na Suíça, e as mesas de moedas e juros estão divididas entre Estados Unidos, Inglaterra, Brasil e Singapura. 
Em 1938, a CARGILL foi banida da bolsa de mercadorias de Chicago por ser acusada de manipular os preços do milho (sempre negou as acusações, e só voltou ao mercado 24 anos depois). 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Valor Econômico, Estadão e Folha), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 7/12/2016

17.7.06

MASSEY FERGUSON


Se você estiver em um avião, em qualquer lugar do mundo, e avistar enormes pontos vermelhos nos campos de plantações, não se assuste. Trata-se de tratores e colheitadeiras da tradicional MASSEY FERGUSON, uma das mais famosas marcas de equipamentos agrícolas do mundo, que disponibiliza produtos dotados de avançadas soluções operacionais para oferecer máxima eficiência aos agricultores. 

A história 
A história da marca tem suas origens no ano de 1847 quando Daniel Massey fundou a Newcastle Foundry and Machine Manufactory, então uma pequena oficina para fabricar e reparar instrumentos agrícolas para fazendeiros da cidade de Newcastle, província de Ontário no Canadá. A nova empresa começou a fabricar uma das primeiras debulhadoras mecânicas do mundo, primeiramente com peças importadas dos Estados Unidos, e posteriormente com fabricação própria. Uma década depois, o canadense Alanson Harris inaugurou na cidade de Beamsville uma fundição para fabricar e reparar maquinários agrícolas. Em 1875, Massey comprou a patente e começou a fabricar ancinhos (também conhecido como rastelo), um instrumento utilizado na agricultura e na jardinagem para coletar materiais como folhas, grama solta, palha e feno e também em hortas para preparar a terra para o plantio.


Pouco depois, em 1887, ele inaugurou uma subsidiária na Inglaterra. Em 1891 ocorreu a fusão das duas empresas de maior sucesso do mercado canadense nesse segmento, a Massey Company e a A. Harris Son & Company, para formar a Massey-Harris Co. Depois da virada do século, em 1902, a empresa inaugurou um escritório na França, incrementando consideravelmente suas vendas. Em 1910, a empresa adquiriu a Johnson Harvester Company, localizada no estado de Nova York, se tornando uma das primeiras multinacionais canadenses e ingressando oficialmente no mercado americano. Em 1918 a empresa introduziu o trator Massey-Harris 1, que se tornaria um grande ícone da marca nos anos seguintes. Em 1926 na Inglaterra, o engenheiro Harris Ferguson aperfeiçoa o Sistema Ferguson de integrar tratores e implementos.


Em 1930 foi lançado o primeiro trator com tração nas quatro rodas. No final desta década, em 1938, a Massey-Harris introduziu a primeira colheitadeira automotriz, facilitando assim o trabalho nos campos em época de colheita. Foi neste mesmo ano que Henry Ford começou a produzir os tratores Ford-Ferguson, firmando uma parceria com a empresa, que seria encerrada pouco anos depois, em 1947, após a produção de 300 mil tratores. Durante a Segunda Guerra Mundial, a empresa produziu equipamentos para o exército, incluindo tanques e armas. Finalmente, em 1953, ocorreu a fusão da Massey-Harris e a Harry Ferguson Limited da Inglaterra, formando assim a Massey-Harris-Ferguson Limited. Inicialmente, os parceiros decidiram continuar a comercializar tratores sob marcas distintas - Massey-Harris e Ferguson. Mas isso resultou em confusão para consumidores e revendedores, bem como conflitos em relação a futuros projetos de equipamentos. Foi então, que em 1958, os equipamentos agrícolas passaram a ostentar o nome MASSEY FERGUSON, surgindo assim uma das marcas de tratores mais famosas do mundo, com o lançamento do modelo MF 35. Nesse mesmo ano a marca ganharia reconhecimento mundial quando Sir Edmund Hillary utilizou um trator da empresa em uma expedição terrestre ao Pólo Sul. Um ano antes, em 1957, a empresa se instalou oficialmente no Brasil, sendo parte do plano de expansão industrial do então presidente da República Juscelino Kubitschek. No Brasil, a marca ficou conhecida pelo popular slogan “A Gente Faz a Terra Crescer”.


Na década seguinte a empresa ingressou em vários mercados mundiais e expandiu sua linha de produtos com novos modelos de tratores e equipamentos agrícolas. Além disso, o modelo 50 X (conhecido popularmente com Cinquentinha, em homenagem ao então presidente Juscelino Kubitschek) passou a ser fabricado localmente no Brasil em 1961. Com 36 cavalos de potência foi o primeiro trator da marca fabricado no país e acabou se tornando referência no campo e símbolo de pioneirismo. Ainda no Brasil, a colheita de grãos foi bastante positiva nos anos de 1970 e para dar conta da empreitada, a MF aumentou a potência de seus tratores e desenvolveu a linha MG 200, com nove opções de modelos adaptados a diferentes culturas e tipos de terreno. O modelo MF 275 rapidamente se destacou, tornando-se o mais vendido de todos os tempos. Em 1978 apresentou o primeiro trator compacto da marca. A década de 1980 foi marcada pelo lançamento dos tratores da Série 300, que durante anos foram os mais vendidos no mundo devido a sua força e confiabilidade.


Desde 1988, a empresa vem investindo e aprimorando o que hoje é o mais avançado, testado e comprovado sistema de agricultura de precisão: o FIELDSTAR, um sistema revolucionário que, instalado em um trator ou uma colheitadeira, permite monitorar e controlar, com precisão, as tarefas agrícolas, desde o preparo do solo, os índices de produtividade, a quantidade adequada de insumos aplicados nas lavouras e até mesmo a produtividade de cada metro quadrado na colheita. No ano de 1994 a AGCO Corporation adquiriu a MASSEY FERGUSON, que a partir deste momento passava a ser uma subsidiária da empresa americana, também proprietária de diversas marcas de equipamentos agrícolas, com destaque para Valtra e Challenger. Mesmo assim, os tratores, colheitadeiras e implementos agrícolas continuaram sendo construídos de acordo com os mesmos rigorosos padrões que os fundadores sempre defenderam. Com essa aquisição a MASSEY FERGUSON ganhou ainda mais força para manter a inovação e a modernidade como diretrizes para desenvolver as soluções para os desafios no campo.


A MASSEY FERGUSON foi a primeira empresa no mundo a trabalhar com o sistema de agricultura de precisão. Isto foi acelerado nos anos de 2000, quando para atender as necessidades de melhoria no monitoramento e precisão das práticas agrícolas, a marca equipou suas máquinas com a mais moderna tecnologia. Com isso, a empresa desenvolveu comandos que, com apenas um toque, estabeleceram a comunicação entre componentes do trator e implementos, monitorando em tempo real todas as operações, tanto das ações no campo quanto das máquinas. Nesta época, a subsidiária da empresa no Brasil começou a ganhar enorme importância ao exportar tratores para o mercado americano. Em 2005, a empresa lançou no mercado brasileiro o trator MF 250 XE, conhecido como o Brasileirinho, voltado para pequenas propriedades e agricultura familiar. No ano seguinte, os tratores da nova Série MF 200 Compacto, foram lançados no mercado voltado especialmente para a fruticultura brasileira.


Sempre na vanguarda, a MASSEY FERGUSON tem a inovação como um dos seus principais pilares, desenvolvendo soluções do plantio à colheita com muito mais produtividade e rentabilidade. Como por exemplo, a transmissão Dyna-VT, seguindo o mesmo conceito que leva conforto e economia de combustível aos carros mais modernos vendidos no mercado. Os tratores ainda contam com piloto automático de série e função DTM, que auxilia a melhorar o desempenho do trabalho, gerando economia de combustível. São mais de 160 anos de experiência, amplo conhecimento em propriedades agrícolas e máquinas necessárias para que o trabalho seja realizado corretamente - em qualquer lugar do mundo. Assim é a MASSEY FERGUSON, um exemplo de pioneirismo no segmento agrícola. Afinal, a empresa criou o primeiro engate de três pontos do mundo. E adicione a isto, às gerações de experiência global e será possível ter a comprovação necessária de que ela é a marca que se pode confiar. Por isso, não é surpreendente que a MASSEY FERGUSON tenha conquistado a fidelidade de agricultores em todo o mundo.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. Apesar das origens da empresa datem de 1847, a marca MASSEY FERGUSON surgiu somente em 1958 com um logotipo composto por três triângulos interligados, as iniciais MF e um trator como símbolo. Este logotipo passou por mais duas modernizações nos anos seguintes, adquirindo uma imagem mais simplificada. Além disso, passou a conter o nome da marca.


Os slogans 
A world of experience. Working with you. 
Once a Pioneer, always a Pioneer. 
Machinery the world relies on. (2008) 
Pedigree, power & performance. (2003) 
Helping the human race to help itself. (1970) 
Pulsa forte no campo. (Brasil, 2016) 
Um mundo de experiências. Trabalhando com você. (Brasil) 
A Gente Faz a Terra Crescer. (Brasil)


Dados corporativos 
● Origem: Canadá 
● Fundação: 1847 (empresa) e 1958 (marca) 
● Fundador: Daniel Massey 
● Sede mundial: Duluth, Georgia, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Massey Ferguson Limited 
● Capital aberto: Não (subsidiária da AGCO Corporation) 
● Chairman & CEO: Martin Richenhagen 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Concessionárias: 3.000 
● Presença global: 140 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 7.000 
● Segmento: Agricultura 
● Principais produtos: Tratores, colheitadeiras, pulverizadores e implementos agrícolas 
● Concorrentes diretos: John Deere, New Holland, Caterpillar, JCB, Valtra, Komatsu e Kubota 
● Ícones: Os tratores vermelhos 
● Slogan: A world of experience. Working with you. 

A marca no mundo 
Atualmente a MASSEY FERGUSON, subsidiária da empresa AGCO Corporation, uma das maiores fabricantes mundiais de equipamentos agrícolas e peças de reposição relacionadas, comercializa seus produtos (tratores, colheitadeiras de grãos, pulverizadores e implementos diversos) em mais de 140 países através de uma rede de 3.000 concessionárias e distribuidores independentes. A empresa possui atuação destacada nos Estados Unidos, Brasil, Argentina, Venezuela, Chile e África do Sul, além do continente europeu. As fábricas da empresa no Brasil estão localizadas no estado do Rio Grande do Sul (Canoas, Santa Rosa e Ibirubá) e São Paulo (Ribeirão Preto). 

Você sabia? 
A MASSEY FERGUSSON continua se baseando nos princípios que Daniel Massey, Alanson Harris e Harry Ferguson adotaram. Esse espírito de tradição é um dos grandes motivos pelos quais se tornou a marca de tratores mais vendida nos últimos 40 anos, principalmente no Brasil. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 27/3/2018