O sucesso da marca CAILLER, uma das mais tradicionais representações suíças no setor de chocolates, pode ser atribuído a combinação de tradição e inovação. Afinal, por gerações, a marca cria chocolates irresistíveis e de alta qualidade que foram responsáveis pela reputação conquistada pela Suíça nesse segmento. Fãs ao redor do mundo se deliciam com chocolates que combinam emoção, tradição e genuinidade.-
A história
François-Louis Cailler teve o primeiro contato com o chocolate em uma feira local na cidade italiana de Turim. Percebeu então que o chocolate era considerado artigo de luxo e vendido como fortificante nas farmácias. Ele estava disposto a mudar isso. Passou quatro anos na cidade aprendendo e pesquisando a arte de se fazer chocolate. Quando retornou a Suíça, inaugurou uma fábrica de chocolate na cidade de Corsier, próxima a Vevey, em 1819. Pouco depois, em 1825, inaugurou uma segunda unidade industrial. O resultado deste meteórico sucesso foi em razão dele ter desenvolvido um chocolate tão cremoso que poderia ser enformado em barras. Além disso, mecanizando a produção, ele barateou o produto e conseguiu receitas de qualidade superiores (adicionando, por exemplo, baunilha e canela à rústica mistura de sementes de cacau moídas com açúcar). E isso transformou a marca em uma sensação mundial no segmento.
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-Em 1895 a CAILLER se associou com Daniel Peter, que em 1870 instalou sua pequena fábrica, de onde, seis anos depois, saiu a barra de chocolate, na qual, pouco depois ele juntou leite à pasta de cacau e açúcar, dando-lhe um sabor muito especial; e a Charles Amadée Kohler, que instalou sua fábrica em 1831; formando assim a Peter, Cailler, Kohler e Chocolats Suisses. Durante décadas, a marca prosperou e, em 1898, o neto do fundador, Alexander-Louis Cailler, decidiu expandir o negócio e transferiu a fábrica para Broc, uma pequena cidade na região de Gruyère, onde havia mão-de-obra disponível, rebanho leiteiro de qualidade, uma linha férrea para escoar a produção e a proximidade do rio Jogne, que movimentaria as máquinas. Em poucos anos, a empresa se tornou o maior empregador da região, com mais de dois mil funcionários. A nova geração da família também definiu, no início do século 20, outros diferenciais de seu chocolate, mantidos até hoje, como a utilização de leite líquido no lugar do leite em pó.
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-O grande acontecimento na história da empresa ocorreu em 1929, quando ela se fundiu com a Nestlé, formando assim a maior fabricante de chocolates do mundo. A partir de 2006 a empresa suíça iniciou um movimento de rejuvenescimento da CAILLER, sua marca premium no segmento de chocolates. Para isso, organizou um concurso com vários arquitetos e designers do mundo para criar uma nova embalagem para o tradicional chocolate. O vencedor foi o premiadíssimo francês Jean Nouvel, uma unanimidade no mundo da arquitetura. Sua criação, entretanto, não foi recebida com tanta alegria pelo público consumidor. Com uma embalagem que leva plástico, a empresa suíça se viu obrigada a aumentar o preço do produto em 8%. As vendas, então, caíram. Primeiro porque os consumidores suíços são mais comedidos no momento da compra. Segundo porque a embalagem não era ecologicamente correta – com um material não reciclável.
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-Em meio a tantos problemas de gestão, a esperança recaiu recentemente sobre os ombros de Ferran Adrià, o mago da cozinha catalã, chef do badalado restaurante El Bulli, que desenvolveu receitas exclusivas para a CAILLER. Os produtos foram lançados somente na Suíça. Hoje em dia a CAILLER oferece uma expressiva linha de chocolates composta por centenas de itens. Muitos deles se tornaram verdadeiros clássicos: a linha de bombons AMBASSADOR (1890) e FÉMINA (1902); os lendários chocolates enroladinhos BRANCHES (1904); o cremoso FRIGOR (1923); e o airado RAYON (1937).
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-Uma visita mágica
Turistas e chocólatras de todas as partes do mundo podem descobrir a história e os segredos de fabricação do “ouro negro” na tradicional Maison Cailler em Broc, no cantão de Friburgo. As crianças correm em direção a entrada puxando os pais pelas mãos. Elas não querem esperar para poder entrar na mais popular fábrica de chocolate da Suíça, uma das poucas a abrir sua linha de produção a visitantes, apesar destes ficarem separados dela por vidros transparentes, como exige as normas de higiene. Já os adultos preferem admirar o cenário majestoso ao redor do prédio: um vale verdejante ao sul do lago de Gruyère e cercado de montanhas dos pré-Alpes friburguenses. O cheiro de chocolate paira no ar. Desde o início do outono de 2009 a Casa Cailler estava fechada para reformas. Foi reaberta ao público no dia 1 de abril de 2010. Ao investir sete milhões de francos em um novo percurso do chocolate, a Nestlé tinha por principal objetivo possibilitar a abertura do centro durante todos os dias do ano - e não mais apenas só na primavera e verão - e transformá-lo em uma das principais atrações turísticas do país.
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-Nem tudo foi modernizado. A fachada imponente da fábrica construída em 1898 continua a mesma. Porém à esquerda, está a nova entrada, em vidros espelhados como um pacote de bombons. As recepcionistas poliglotas recebem os visitantes no foyer que, ao mesmo tempo, serve também de loja. Atrás delas, uma gigantesca estante repleta de barras de chocolates em todas suas cores. Se antes o percurso era gratuito, agora a CAILLER cobra 10 francos pela entrada individual. Bilhete em mãos, o visitante entra em um túnel. Outra recepcionista faz um alerta: “Alguém tem claustrofobia? É porque as salas são estreitas e as portas abrem e fecham automaticamente”. A Nestlé também caprichou na apresentação multimídia. A história começa em um templo asteca. Pelo sistema de áudio, o narrador conta a história do “ouro negro”, inicialmente uma mistura fria de cacau e água reservada somente a homens membros das castas nobres. Seu nome original era “Xocolatl”. A próxima sala coloca os visitantes nos porões das galeras do conquistador espanhol Hernán Cortés. Ele trouxe as favas para a Europa em 1528 e apresentou a bebida aos reis. No início a Igreja foi contra – “uma bebida infernal” - mas acabou cedendo às suas tentações.
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-A visita continua. Uma porta se abre e cenários movimentam-se como em um relógio cuco, com precisão suíça. O narrador continua atravessando a história e chega à Praça da Bastilha, em plena Revolução Francesa. Pouco antes de ser guilhotinada, a rainha Maria Antonieta pediu como última refeição um chocolate quente. A próxima sala já se abre com um cenário majestoso de montanhas, chalés e vacas. O narrador explica então porque a Suíça é o país do chocolate: François-Louis Cailler abriu a primeira fábrica de chocolate na Suíça, Philippe Suchard criou a primeira máquina de misturar açúcar e cacau em pó (1826), Daniel Peter produziu o primeiro chocolate ao leite (1879) e, no mesmo ano, Rodolphe Lindt, a primeira máquina de conche, que deu a consistência atual da guloseima. Isso sem esquecer de Henri Nestlé, o inventor do leite condensado no século 19. O espetáculo multimídia chega ao final através do painel retratando a fábrica da CAILLER, em Broc. Neste momento o cheiro de chocolate está ainda mais intenso. A porta automática se abre para um salão, onde são revelados os ingredientes empregados nos seus chocolates e os oferece também. Um deles é o cacau, favas torradas preenchendo grandes sacas de plástico oferecidas para degustação. O gosto amargo delas pode ser tão diverso como os diferentes tipos de cacau - arriba, forastero e criollo, o mais nobre de todos. A experiência sensorial prossegue ao experimentar as avelãs e amêndoas torradas. O cheiro do ambiente se explica pelos grandes blocos de manteiga de cacau exibidos. Só o leite não pode ser visto, mas a empresa revela que ele vem de 56 fazendas da região de Gruyère.
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-A CAILLER é também o único fabricante no mundo a utilizar leite condensado e não em pó nas suas fórmulas, como é comum. Isso explica o preço mais elevado do seu chocolate. Só o segredo da receita continua um mistério: na sala, um televisor mostra ao vivo os cofres onde elas estão guardadas. Logo após essa sala, o visitante entra propriamente na fábrica. Separada através de paredes de vidro está a primeira linha de produção, uma máquina moderníssima com 26 metros de comprimento, onde são fabricados os enroladinhos (branche) de chocolate ao leite da Cailler. Nela, braços de robô embalam os produtos com uma velocidade de duzentas empacotadeiras. Uma pequena amostra da produção é colocada sobre bandejas e oferecida aos presentes. As salas restantes exibem outras partes da fábrica como a sala de torrefação. Porém quase todo o chocolate é fabricado sem contato humano. A massa escura atravessa canos de todos os tamanhos sem ser vista. Tudo funciona de forma automatizada. Os funcionários vestidos de branco entram e saem das salas, manejando no máximo alguns botões. Porém, para não dar uma fria impressão, a CAILLER colocou uma antiga máquina na qual a massa de chocolate é batida tentadoramente. Esse processo é importante para homogeneizar os ingredientes, dando o sabor agradável ao produto. A visita chega ao fim na sua parte mais “doce”. Em uma sala colorida, duas recepcionistas enchem ininterruptamente bandejas sobre um grande balcão em forma de “u” com todas as especialidades da marca: barrinhas de chocolate amargo, ao leite ou branco, confeitos de todos os formatos, com café ou caramelo e outras delícias. “Você pode comer à vontade”, convida uma delas. Na saída, o bilhete de entrada pode ser devolvido. Ele dá direito a um presente de despedida e que não poderia ser outra coisa além de uma barra de chocolate ao leite. O endereço da fábrica CAILLER é: Rua Jules Bellet, nº7 – perto do Lago da Gruyère.
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-Dados corporativos
● Origem: Suíça
● Fundação: 1819
● Fundador: François-Louis Cailler
● Sede mundial: Broc, Suíça
● Proprietário da marca: Nestlé S.A.
● Capital aberto: Não
● Chairman: Peter Brabeck-Letmathe
● CEO: Paul Bulcke
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Presença global: + 50 países
● Presença no Brasil: Não
● Funcionários: 400
● Segmento: Chocolates
● Principais produtos: Chocolates premium
● Website: www.cailler.ch
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A marca no mundo
Hoje em dia a marca CAILLER, que faz parte da multinacional Nestlé, comercializa seus excepcionais chocolates em mais de 50 países ao redor do mundo. Atualmente, devido à automação, a CAILLER emprega apenas 400 pessoas, das quais 30 trabalham no Centro de Excelência do Chocolate, inaugurado em setembro de 2009. Seu principal objetivo é aprimorar o produto através de pesquisa e testes. Anualmente, a fábrica produz entre 16 e 19 milhões de quilos de chocolate. Desses, quase 60% são exportados. Porém não com a marca CAILLER, mas sim com outras mais conhecidas nesses países.
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Você sabia?
● Os chocolates CAILLER começaram a ser produzidos antes da invenção do chocolate ao leite (1879) e do surgimento de outras tradicionais marcas suíças, como Lindt (1845) e Toblerone (1908).
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As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Época Negócios, BusinessWeek e Time), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), e Wikipedia (informações devidamente checadas).
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Última atualização em 30/9/2010
A marca no mundo
Hoje em dia a marca CAILLER, que faz parte da multinacional Nestlé, comercializa seus excepcionais chocolates em mais de 50 países ao redor do mundo. Atualmente, devido à automação, a CAILLER emprega apenas 400 pessoas, das quais 30 trabalham no Centro de Excelência do Chocolate, inaugurado em setembro de 2009. Seu principal objetivo é aprimorar o produto através de pesquisa e testes. Anualmente, a fábrica produz entre 16 e 19 milhões de quilos de chocolate. Desses, quase 60% são exportados. Porém não com a marca CAILLER, mas sim com outras mais conhecidas nesses países.
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Você sabia?
● Os chocolates CAILLER começaram a ser produzidos antes da invenção do chocolate ao leite (1879) e do surgimento de outras tradicionais marcas suíças, como Lindt (1845) e Toblerone (1908).
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As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Época Negócios, BusinessWeek e Time), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), e Wikipedia (informações devidamente checadas).
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Última atualização em 30/9/2010
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