8.2.09

CHICLETS

Suas tradicionais embalagens, especialmente a popular caixinha amarela, são vistas nos caixas de qualquer estabelecimento que venda algum item comestível. Estão sempre à mão do consumidor, e são muito bem vindas como troco. Hoje, a marca CHICLETS é tão importante que se tornou, praticamente, um sinônimo da expressão goma de mascar.

A história
A história da marca CHICLETS quase se confunde com o surgimento da goma de mascar. Apesar da goma de mascar ter sido inventada em 1848, foi somente no início do século 20, quando o senhor Frank H. Fleer, proprietário de uma empresa de mesmo nome, resolveu recobrir a goma de mascar com confeito (uma espécie de casca feita de amêndoa), que a tradicional marca foi criada. Batizou seu novo produto de CHICLETS e o lançou no mercado em 1906. O sucesso foi tão grande que anos depois, em 1914, a marca seria comprada pela empresa American Chicle Company, fundada por Thomas Adams, justamente o inventor da goma de mascar. Sua nova proprietária iniciou uma ampla campanha de popularização da marca, lançou novos sabores, como por exemplo, tutti-fruti, e novos formatos como o CHICLETS TINY (pequenos chicletes quadradinhos coloridos), este último introduzido em 1962.


As duas grandes guerras mundiais, principalmente a segunda, contribuíram para o aumento da popularidade da goma de mascar, não só nos Estados Unidos, mas também no mundo. Era tida como terapia relaxante para o stress diário de que as pessoas eram vítimas. E foi neste momento que a marca desembarcou no Brasil. Isto aconteceu em 1944, quando a empresa então conhecida como Chicle Adams, inaugurou uma fábrica no coração do tradicional bairro paulistano do Cambuci, para a produção local de goma de mascar. Foi então que lançou no mercado CHICLETS, a primeira goma de mascar do país. O produto era inicialmente vendido em uma caixinha de papel com duas unidades cada, nos sabores Hortelã (o mais tradicional da marca com sua inconfundível caixinha amarela) e Tutti-fruti (atualmente chamado de Tutti Remix, com sua tradicional caixinha cor de rosa). Não fazia bola, pois era do tipo “candy-coated” (recoberto com confeito). Durante algum tempo, boa parte dos produtos continuaram sendo importados dos Estados Unidos, pois a produção era insuficiente para atender a grande demanda. CHICLETS rapidamente se tornou ícone de várias gerações de jovens, que viam no hábito de mascar chicletes um sinal de atitude e até rebeldia. O produto ficou tão famoso que acabou emprestando o seu nome para este gênero de confeitos no país, sendo incluído inclusive no dicionário da língua portuguesa.


Na década de 50 a Adams começou a trabalhar em prol do seu crescimento e da imagem de sua marca no país. Foi assim que a empresa admitiu funcionários com função duplicada: vendedores e promotores. Eles tiravam pedidos, divulgavam a marca, colavam cartazes nos principais pontos-de-venda ou em lugares estratégicos de circulação de pessoas. Na produção dos CHICLETS, as gomas cruas vinham do Amazonas, chamadas de maçarandubas e passavam por um processo de lavagem para eliminar as impurezas. Em seguida, era misturado um látex trazido da Malásia, que anos mais tarde foi substituído por outro desenvolvido no Brasil. Posteriormente, as gomas cruas deram lugar aos materiais sintéticos desenvolvidos pela própria Adams. O passo seguinte era adicionar açúcar e essências, preparando uma segunda massa que era levada para corte e depois para o repouso em salas climatizadas. As embalagens passavam por outro longo processo, já que as caixinhas eram fechadas e coladas manualmente. Nesta época, eram 20.000 caixinhas por dia.


Em 1953 e 1954, as instalações foram ampliadas, pois, subitamente, um inesperado aumento de consumo de CHICLETS assustou a Adams. Pedidos e mais pedidos que fizeram com que a produção se acelerasse, dividindo o turno em três, para que fossem produzidos CHICLETS 24 horas por dia. Havia meses em que se vendia um milhão de caixas. Logo o mistério foi desvendado: foi um período em que ocorreu uma grande escassez de moedas e todos os estabelecimentos passaram a devolver CHICLETS como troco. Mesmo depois que as moedas reapareceram, muitos clientes ainda preferiam seus trocos em CHICLETS, pois já haviam adquirido o hábito de mascar chiclete. A expansão de vendas continuou com os tradicionais sabores de hortelã e tutti-frutti e o novo sabor de canela. Tudo começou realmente se estruturar quando a empresa, em 1964, foi absorvida pelo grupo Warner Lambert, multinacional farmacêutica que abria sua divisão de confeitos. Iniciou-se então um período de expansão e desenvolvimento de novos produtos. Foram lançados os CHICLETS MIRIM, que depois mudaram de nome para MINI CHICLETS e o Tablete Adams. No entanto, ambos saíram de linha, pois perderam força nas vendas por não terem conseguido se impor ao gosto do consumidor.


Em 2003, com a compra da ADAMS pela Cadbury, a marca CHICLETS passou a fazer parte da empresa britânica. Muitas décadas se passaram até que CHICLETS deixasse o seu consagrado formato tradicional, a caixinha de duas unidades e a forma drageada. A mudança começou a ser feita em 2005, com a introdução do conceito de “mais tempo de sabor”. A linha das caixinhas de duas unidades se expandiu, e ganhou os sabores Lemon & Cola (limão e cola) e Knela (canela). No ano seguinte, o projeto de mudança foi finalizado, com a introdução do CHICLETS STICK (no formato de barra e sem cobertura de confeito), nos sabores Uva Hip Hop e E-Morango, além da embalagem com seis unidades, nos sabores Lokorango e Abacaxi Hype. Era a primeira vez que o CHICLETS literalmente saiam das tradicionais caixinhas para ganhar uma nova embalagem. A diversificação de novos sabores continuou nos anos seguintes com o lançamento do CHICLETS DJ CITRUS (laranja com pêssego) e CHICLETS Menta.


Em 2008, a nova campanha de CHICLETS no Brasil posicionava o produto para o público adolescente como uma marca que oferecia diversão aos consumidores. Com tom bem-humorado, apresentava duas maneiras de mastigar, ou melhor, de levar a vida: o jeito “Chiclets” e o jeito “lhama”. O conceito da campanha se baseava nas diferenças de dois tipos de comportamento: o jeito “lhama”, que mostrava o animal, um inusitado personagem, que representava uma maneira de viver entediante, sem graça e “parada”; e o jeito “Chiclets” de levar a vida, totalmente o oposto: jovem, animado, divertido e agitado. A nova campanha institucional vinha acompanhada do lançamento do CHICLETS STICK no sabor Hortelã.


A grande novidade de 2009 foi a reformulação da embalagem da caixinha de seus produtos. Antes, era um exercício de paciência abri-la. Não era nem um pouco funcional. Com a nova embalagem, a caixinha abre no meio facilitando a retirado do produto. Além disso, novos produtos foram lançados no mercado como o CHICLETS Fusão Refrescante, chicletes que misturavam três sabores como a versão hortelã com melancia e limão e menta com cereja e laranja; e o CHICLETS Stick Azedinho Doce no sabor morango. Porém, a maior novidade da marca foi apresentada no início de 2011: CHICLETS EVOLUTION, goma de mascar produzida com a exclusiva tecnologia Flavor Wave, que faz o sabor mudar na boca. Por exemplo, começa com o sabor de morango ou citrus e termina com o de hortelã.


A evolução visual
Ao longo dos anos o logotipo da marca CHICLETS passou por algumas alterações, a última delas bastante radical em relação à antiga e tradicional identidade visual.


Recentemente no Brasil a marca apresentou seu novo logotipo que ganhou cores mais vibrantes, mas continuou alinhada com a identidade visual da CHICLETS no mundo.


Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Lançamento:
1906
● Criador: Frank H. Fleer
● Sede mundial:
Parsippany, New Jersey
● Proprietário da marca:
Kraft Foods, Inc.
● Capital aberto:
Não
● Chairman & CEO:
Irene Rosenfeld
● Faturamento:
Não divulgado
● Lucro:
Não divulgado
● Presença global:
50 países
● Presença no Brasil:
Sim
● Segmento:
Confeitos
● Principais produtos:
Chicletes
● Ícones:
A caixinha amarela
● Website: www.chiclets.com.br

A marca no mundo
Atualmente a marca, que não é vendida nos Estados Unidos, está presente em aproximadamente 50 países ao redor do mundo, sendo extremamente popular no Egito, Peru, Colômbia, Argentina, Brasil (onde é uma das líderes em sua categoria) e alguns países do Oriente Médio.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 15/2/2012

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