26.9.06

CASA DO PÃO DE QUEIJO


O pão de queijo tem sido uma comida típica mineira assim como é o acarajé na Bahia. Mas seu maior divulgador, responsável por tornar seu consumo um hábito por todo o Brasil, foi a rede CASA DO PÃO DE QUEIJO, que passou a ser sinônimo de qualidade, higiene e rapidez de serviço, proporcionando ao consumidor saborear um pão de queijo sempre quentinho saído do forno na hora.

A história
A ideia para a fundação da CASA DO PÃO DE QUEIJO começou a germinar na década de 60 em São Paulo, quando certo dia, o engenheiro Mário Carneiro recebeu em sua casa a visita de Belarmino Iglezias, dono do sofisticado restaurante paulistano Rubayat. Belarmino, sem querer, foi quem fomentou o início do negócio: ele provou os pães de queijo feitos pela mãe de Mário e ficou encantado. Daí para o couvert do Rubayat foi um pulo. Mário convenceu a mãe a produzir os pães para o restaurante, começando, assim, a história da CASA DO PÃO DE QUEIJO. Com a produção cada vez maior para o restaurante, ele alugou uma sala, mas tinha a certeza de que ainda precisaria de mais espaço. Um belo dia, seu pai, Alberto, passeando com ele por uma rua no centro da cidade, viu uma loja fechada e sugeriu que a alugasse para abrir, ali, a primeira CASA DO PÃO DE QUEIJO.


A primeira loja foi aberta em 1967, na tradicional Rua Aurora, centro da cidade de São Paulo, dando o pontapé inicial em um projeto que se tornaria uma das maiores redes de alimentação do país. A ideia foi servir para os paulistanos o famoso pão de queijo, receita original de Dona Arthêmia, mãe de Mário, e personagem retratada no logotipo da marca. A tradicional receita de sua mãe, que é mantida em segredo até os dias de hoje, fazia sucesso entre conhecidos desde a década de 30 na região de Uberlândia. Até então, o produto pão de queijo, típico da região de Minas Gerais, não fazia parte do hábito alimentar dos paulistanos. A loja foi um enorme sucesso, chegando a comercializar em um só dia mais de 42.000 pães de queijo. Inicialmente os pães de queijo eram colocados em uma cestinha no balcão coberta com um pano de prato bordado. As pessoas escolhiam, pegavam e saíam comendo pelas ruas. Com o tempo passou a oferecer refrigerante caçulinha para acompanhar. Com o passar dos anos, a linha de produtos cresceu (foram adicionados ao cardápio salgados, sanduíches, folhados, chás e sucos), assim como a demanda dos consumidores por mais lojas.


Foi então, em 1981, que o filho do fundador, Alberto Carneiro Neto, ingressou na empresa reformulando muita coisa: primeiro, padronizou as cores das lojas, o sistema de caixa, aumentou o números de unidades (até então eram apenas três lojas) e, sobretudo, a qualidade da produção. Em 1987, já com 13 lojas próprias, sempre bem localizadas, e prontas para atender os consumidores que vinham de todos os lugares saborear os famosos pães de queijo, iniciou o projeto de formatação de um sistema de franquia, com produtos e técnicas operacionais e de vendas padronizado, agregando mais valor à imagem da simpática Dona Arthêmia que passou a ser sua marca registrada.


Com uma média de uma nova loja inaugurada a cada ano, o negócio que até então havia se mantido como uma empresa familiar figurava entre os mais prósperos comércios do ramo de alimentação da época, agregando a um sistema operacional eficiente, lojas bem operadas e bem localizadas, boa lucratividade e produto de baixo preço. A morte de Mário, em 1993, formalizou a liderança de seu filho que já vinha há tempos tocando a operação da rede. Em 1994, foram inauguradas franquias em Diadema, Mauá, Santo André, São Bernardo e São Caetano. No final desta década, o cardápio recebeu novas variações, como o pão de queijo com recheio injetado e o panini, uma massa folhada recheada e prensada numa assadeira para deixá-lo mais esticado, quente e crocante. A rede também ingressou com tudo na onda dos sucos de polpa.


Em 2000, a empresa expandiu novamente seu cardápio com a introdução de produtos inéditos, entre eles sorvete de iogurte, novas versões de sucos, sanduíches lights e reforço na família de doces brasileiros com deliciosas sobremesas, como doce de leite e abóbora com coco. No início de 2001, a empresa passou a ser uma mar¬ca internacional, com a inauguração de unidades em Portugal. Porém a rede precisou se adaptar ao hábito local de se tomar café com algum acompanhamento doce. Ou seja, a tradição brasileira do café com pão de queijo não se repetiu no mercado português. Neste ano a rede começou a utilizar o formato delivery (entrega a domicílio), em fase de testes em sua loja-conceito. Com o sucesso do novo canal de vendas, a en-trega em domicílio começou a ser oferecida em alguma de suas unidades (atualmente apenas 7 unidades em São Paulo e uma no Rio de Janeiro oferecem este serviço).


Em 2002 a CASA DO PÃO DE QUEIJO já possuía mais de 300 lojas em 14 estados brasileiros e a liderança absoluta neste segmento. Além das franquias, a rede implantou o famoso sistema de torres, espécies de vitrines com produtos da rede instaladas em outros tipos de estabelecimentos como escolas e lojas de conveniências. Novos produtos também foram adicionados ao cardápio como o panini, um pão de queijo prensado em formato de tostex. Em 2004 a rede experimentou uma experiência internacional, quando começou a funcionar dentro de uma loja de conveniência no sistema “loja dentro da loja”, uma espécie de posto avançado da rede. No local eram vendidos quase todos os produtos do cardápio, com exceção de alguns folhados. Miami foi a cidade escolhida como porta de entrada. O motivo foi a similaridade dos produtos brasileiros com a cultura da região, tradicional reduto hispânico.


Em 2008, a rede começou a adotar um novo posicionamento. Seguindo a tendência das cafeterias de luxo, a empresa desenvolveu um projeto para atender os apreciadores de café e frequentadores do Shopping D&D em São Paulo. O novo ponto de venda tinha mesas, sofás e foi projetado pela área de arquitetura da rede que, a pedido do grupo, desenvolveu um modelo diferenciado com estilo contemporâneo, madeira no tom marrom-escuro e acabamento de pastilhas beges. Já o balcão era iluminado, dando destaque às pastilhas verdes, extremamente tradicionais na decoração de suas lojas. Mais recentemente, no final de 2010, a rede trouxe mais uma novidade para o seu cardápio: o Pastel de forno da Vovó. Com farto recheio, assado e servido quentinho, o novo quitute foi desenvolvido pela própria empresa a partir de uma tradicional receita, igualzinha àquela feita pelas nossas avós.


A evolução visual
Recentemente a CASA DO PÃO DE QUEIJO reformulou sua identidade visual lançando um novo logotipo. Nesta nova identidade a figura da Vovó Arthemia ganhou ar mais moderno e limpo.


Dados corporativos
● Origem: Brasil
● Fundação: 1967
● Fundador: Mário Carneiro
● Sede mundial: São Paulo, Brasil
● Proprietário da marca: Pátria Investimentos e família Carneiro
● Capital aberto: Não
● Diretor-Presidente: Alberto Carneiro Neto
● Faturamento: R$ 280 milhões (estimado)
● Lucro: Não divulgado
● Lojas: + 500
● Presença global: 3 países
● Presença global: Sim
● Funcionários: 5.500 (incluindo franqueados)
● Segmento: Alimentação rápida
● Principais produtos: Pão de queijo, folhados, sucos e cafés
● Concorrentes diretos: Fran’s Café, Rei do Mate e Café do Ponto
● Ícones: O pão de queijo e a Dona Arthêmia
● Website: www.casadopaodequeijo.com.br

A marca no mundo
Hoje a rede conta com mais de 500 lojas (presente nos 27 estados brasileiros), incluindo quiosques, e localizadas nos principais shoppings, hipermercados, galerias, hospitais, ruas e avenidas, além dos mais de 550 pontos de venda dentro de outros estabelecimentos em todo Brasil. É atualmente a maior rede de franquias do Brasil, em número de lojas. Além disso, a rede possui uma loja em Miami e outras três em Portugal. Anualmente, a rede atende aproximadamente 35 milhões de pessoas, serve mais de 32 milhões de pães de queijo, 22 milhões de xícaras de café, 5 milhões de folhados, 5 milhões de sanduíches e 5 milhões de sucos.

Você sabia?
A receita original dos famosos e deliciosos pães de queijo da rede leva 30% de queijo na massa (o dobro de uma receita tradicional), além de utilizar 2 tipos de queijo: meia cura e frescal.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 25/5/2012

1 comentários:

Mariana disse...

Gostaria de saber qual a letra que eles adotaram na nova identidade visual?