3.9.06

ATARI

A ATARI foi uma das principais responsáveis pela popularização dos videogames no mundo. Afinal, que possui mais de 35 anos deve se lembrar das horas divertidas a frente de uma televisão disputando partidas de Pac-Man e Space Invaders. Mas os tempos mudaram, e da marca original sobrou apenas o logotipo estampado em vários jogos de sucesso atualmente desenvolvidos por uma empresa francesa.
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A história
A ATARI foi fundada por Nolan Bushnell, um jovem de 29 anos com apenas RS$ 250 no bolso, e seu parceiro Ted Dabney, no dia 28 de junho de 1972 na cidade de Sunnyvale, estado da Califórnia. O nome da empresa derivava do japonês, significava “acerto”, e foi inspirado um jogo de tabuleiro japonês antigo chamado “GO”. Na verdade a idéia surgiu quando as máquinas de fliperama começaram a ter sucesso comercial pela primeira vez nos Estados Unidos. A ATARI estreou com o Pong Arcade, um jogo em que os jogadores rebatiam um ponto de luz movimentando pequenos traços nas laterais da tela. Nesta época os jogos interativos era presença constante em parques de diversão, bares e “árcades”. Nolan, reconhecendo esse interesse do público americano por outra forma de diversão, pressionou os engenheiros para criarem um novo sistema, uma versão caseira de jogos de árcades, introduzindo pela primeira vez na história o conceito de cartuchos.
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Em 1976, existiam mais de vinte marcas de videogames, até a Nintendo criou um deles que oferecia seis modalidades de tênis. A concorrência era boa quando surgiu quase do nada o primeiro VG (VideoGame) colorido e com cartuchos. A ATARI, não ficou atrás e lançou o seu, com a ajuda da Warner Communications que financiou todo o projeto. Mas, ao contrário do que todos pensavam, o ATARI VCS (que mudou o seu nome para ATARI 2600 logo depois do lançamento em 1977) não obteve vendas satisfatórias no início, causando um sério atrito entre o presidente da Warner e Nolan, que acabou abandonou a empresa. Os executivos da Warner, alarmados com o iminente fracasso comercial da nova plataforma, forçaram fabricantes de periféricos a inundarem o mercado com centenas de novos jogos e acessórios para o console. A estratégia surtiu efeito inicialmente, e a partir do início da década de 80, as vendas atingiram níveis estratosféricos para a época. Um dos jogos que fez mais sucesso foi o Space Invaders, fazendo com que várias pessoas passassem a comprar o ATARI 2600 apenas para jogar o game em casa.
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Seguindo esta linha, a empresa lançou vários jogos que fizeram enorme sucesso, incluindo Adventure, que foi o primeiro RPG da história dos games, e também os primeiros jogos pornôs. Em 1980 foi criada a primeira produtora independente de software, a Activision. A empresa havia sido formada por quatro ex-integrantes da ATARI que estavam insatisfeitos com as condições de trabalho na empresa. Inicialmente quatro jogos foram lançados pela Activision: Dragster, Fishing Derby, Checkers e Boxing. Todos foram bem recebidos pelo público e revelaram que o ATARI 2600 era capaz de jogos melhores que os que a própria empresa produzia. Foram lançados jogos que marcaram uma geração como Pac-Man (1982), Pitfall, entre outros.
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Porém, o mercado já demonstrava sinais de fraqueza. Sete anos depois de lançado, o ATARI 2600 naufragou, e levou todo o mercado de consoles com ele. Esse episódio histórico ficou conhecido como o “crash dos videogames” de 1984. Em crise, a Warner vendeu a divisão de consoles e computadores da ATARI para a família Tramiel, que passou a deter os direitos sobre a marca e fundou a ATARI Corporation. A empresa ainda tentou voltar ao mercado nos anos seguintes com novos consoles e computadores. Mas tudo sem sucesso. Em 1996, a empresa foi comprada pela fabricante de HD JTS, que pediu concordata em 1998 e vendeu a ATARI (por meros US$ 5 milhões) para a HIACXI Corp., uma divisão da Hasbro Interactive, que ficou sendo a proprietária dos direitos intelectuais da ATARI.
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Finalmente, no mês de dezembro de 2000, a francesa Infogrames comprou a Hasbro Interactive, e passou a ser proprietária da maioria dos clássicos que levaram o nome da ATARI nas décadas de 70 e 80, tendo o direito a utilizar o nome e o logotipo da marca. Nos anos seguintes, a empresa francesa passou a utilizar a marca ATARI em seus produtos, e assim produziu jogos de sucesso como a série Civilization, RollerCoaster Tycoon e Alone in the Dark. Recentemente, a empresa adotou oficialmente o nome de ATARI S.A.
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A evolução visual
Durante toda a história, mesmo trocando de proprietários inúmeras vezes, a marca ATARI sempre manteve o mesmo logotipo. O atual logotipo da marca trocou a tradicional cor azul pela vermelha.
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Dados corporativos
● Origem:
Estados Unidos
● Fundação:
28 de junho de 1972
● Fundador: Nolan Bushnell e Ted Dabney
● Sede mundial: Lyon, França
● Proprietário da marca:
Atari S.A.
● Capital aberto:
Sim
● Chairman:
Frank Dangeard
● CEO:
Jeff Lapin
● Faturamento: €136.4 milhões (2009)
● Lucro: - €226 milhões (2009)
● Valor de mercado: €96.7 milhões (abril/2010)
● Presença global: + 100 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 1.200
● Segmento: Entretenimento
● Principais produtos:
Jogos de videogames
● Website:
www.atari.com
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A marca no mundo
Atualmente a ATARI, que atua no desenvolvimento, produção e distribuição de jogos para diversas plataformas de videogames (incluindo Microsoft, Nintendo e Sony), comercializa seus produtos em mais de 100 países ao redor do mundo.
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Você sabia?
No Brasil o ATARI foi lançado em 1983 pela Gradiente e continuou como o vídeogame mais popular até o final da década, quando a SEGA entrou no mercado com o Master System.
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As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).
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Última atualização em 10/4/2010

Um comentário:

Anônimo disse...

Realmente a marca que mais marcou uma geração (desculpem o trocadilho).

Sonho de consumo dessa mesma geração, crianças que ganhavam um Atari simplesmente têm seus pais como heróis (era caro demais, após anos de poupança conseguia-se juntar o dinheiro para a compra).

Nessa época dos games, tudo era novidade: a maioria jogava em tv's preto-e-branco, e ao jogar o mesmo jogo na casa de um amigo em uma tv à cores ocorria uma euforia geral, verificava-se que tudo era diferente... parecia que você estava em outra dimensão!

Imaginávamos o que poderia haver atrás das montanhas de "ENDURO"... Seria alguma cidade o local onde o carrinho chegaria? (ah, GTA 3 ainda estava longe, mas sabíamos que no futuro, em qualquer jogo haveria interação com o ambiente, com o cenário...)

E a próxima tela (chamavamos assim as fases) de "RIVER RAID II"? Seria mais difícil ainda do que as telas precedentes?

Ouvíamos falar de jogos mirabolantes, em que o "carinha" atirava, pulava, abaixava... ficávamos imaginando e torcendo para que um dia pudessémos jogar tal "novo jogo" (as 'fitas" -ou cartuchos- eram dificeis de arranjar, hoje há cd e dvd pra todo lado, à vontade)

Fantasiávamos ao jogar.
Atari era isso: pura fantasia.

Bem por isso sou feliz hoje, já adulto. E sou um jogador das antigas; em qualquer jogo admiro todos os detalhes possíveis, desde a caixa do video-game até os gráficos perfeitos da atualidade (na época a perfeição era o Atari, mas hoje vemos que era apenas o "melhor para uma época").

Obrigado Pai, por me dar naquele natal uma "máquina de fantasia".
hcj