30.7.06

CASAS PERNAMBUCANAS


Há mais de 100 anos a PERNAMBUCANAS está ao lado da família brasileira. Sempre com o objetivo de atender as suas necessidades e desejos oferecendo uma ampla variedade de produtos e serviços. Moda, eletrodomésticos, cama, mesa e banho, utilidades, tapetes, cortinas e muito mais. Tudo feito com qualidade, muito bom gosto e um atendimento de primeira. Afinal, a PERNAMBUCANAS oferece mais estilo para você e para a sua casa. 

A história 
A história começou em 1855 quando Herman Theodor Lundgren, filho de um pequeno industrial da cidade de Norrköping, desembarcou no Brasil, vindo da Suécia. Estabeleceu-se na cidade do Recife, estado de Pernambuco, como corretor e agente de navios. Como falava alemão e inglês fluentes, servia de intérprete para comandantes, tripulantes e passageiros, e isso fez seu negócio prosperar. Empreendedor obstinado se dedicava também à importação e exportação de produtos como cera de carnaúba, sal e peles de animais. Nos anos seguintes, ele fundou em Pernambuco uma fábrica de pólvora, em 1856, e outra de fertilizantes. No início do século XX, em 1904, ele comprou a Companhia de Tecidos Paulista, situada no pequeno povoado de Paulista, então pertencente ao distrito de Olinda, no litoral do estado de Pernambuco, e ingressou na indústria têxtil.


Com a morte do patriarca em 1907, seus filhos Herman, Frederico, Alberto e Arthur, resolveram inaugurar no dia 25 de setembro de 1908 a primeira loja com o nome de CASAS PERNAMBUCANAS, uma homenagem ao estado onde o grupo havia nascido, um simples barracão cujo principal objetivo era dar vazão à produção de tecidos da CPT (Companhia Paulista de Tecidos). A loja foi pioneira ao trabalhar com preços fixos em uma época que o costume era barganhar. Em 1910 foi inaugurada uma loja em plena Praça da Sé, na cidade de São Paulo. Impondo-se pela qualidade, preço e excelência no atendimento aos clientes, a PERNAMBUCANAS, de São Paulo, em pouco tempo dominou o mercado, tornando-se o embrião daquela que viria a ser uma das maiores redes varejistas do país. Em 1915 a rede já tinha lojas em funcionamento nas cidades de Porto Alegre, Florianópolis e Teresina.


Inovadora em vários aspectos, a rede possuía, na década de 1920, um Manual de Procedimentos, no qual orientava gerentes das lojas a fazer “reclames em circos e cinemas”. Porteiras de fazendas, morros, pedras, troncos de árvore, postes de iluminação e lonas de circo transformaram-se, assim, nos primeiros outdoors do país para anunciar sua chegada em muitas cidades, fixando a imagem da marca na mente da consumidora de tecidos e linhas de cama, mesa e banho. O impacto desta forma inusitada de publicidade foi tão grande que consolidou o nome da empresa e, não demorou muito para a PERNAMBUCANAS se tornar um símbolo de prestígio e modernidade, inclusive sendo convidada por prefeitos a abrir filiais em novos municípios. Além da comunicação forte, a empresa usou como estratégia abrir lojas seguindo a rede ferroviária construída na década de 1930, durante a chamada Era do Café. Uma das primeiras a contratar mulheres como vendedoras, a rede também inovou ao tirar os tecidos das prateleiras e colocá-los nas mãos das consumidoras, além de criar marcas próprias como os tecidos Marca Olho e as camisas Lunfor.


Na década de 1940, novas lojas foram inauguradas nos bairros da capital paulista. Para atrair os clientes, as lojas colocavam em suas fachadas o boneco Grillo, um policial em madeira que virou símbolo da PERNAMBUCANAS e indicava a entrada do estabelecimento, credenciando-o como um local seguro e confiável. Os anos foram passando, o Brasil sofreu várias transformações e a empresa continuou a imprimir sua marca por onde passou, com ações administrativas e comerciais inovadoras, e a inauguração de dezenas de novas unidades, tornando a marca PERNAMBUCANAS ao mesmo tempo popular e fashion para a camada mais baixa da população. A empresa chegou a ter 800 lojas espalhadas pelo país e 40.000 funcionários. Na década de 1970 a PERNAMBUCANAS esteve entre as primeiras empresas do segmento de varejo a utilizar carnês para crediário (batizado de Crediário Tentação) e cartões de financiamento próprio. Nesta década a rede começou a comercializar roupas para homens, mulheres e crianças, além de uma pequena linha de eletrodomésticos e eletrônicos.


O grupo, no entanto, não resistiu à interminável disputa entre os herdeiros nas décadas de 1970 a 1990. Separadas, as operações de Pernambuco e do Ceará desapareceram. Os negócios no Rio de Janeiro foram à falência. Só a Arthur Lundgren Tecidos, com operações em São Paulo, prosperou e hoje compete com os grandes concorrentes do segmento de varejo no país. A partir deste período, a rede varejista começou a diversificar sua linha de produtos, que além de tecidos e roupas, iniciou as vendas de eletrodomésticos (televisões, microondas, fogão, geladeira, entre outros itens), produtos de informática e similares, além de utensílios para casa e serviços financeiros (cartão de crédito, seguros, garantias estendidas, empréstimos, consórcios e planos odontológicos). Foi também na década de 1990 que a empresa iniciou a informatização de suas lojas com cartões magnéticos, fitas cassetes, etiquetas de controle e códigos de barra. Com a chegada do novo milênio, a rede inicia a comercialização de celulares (2001) e uma linha de calçados próprios (2003). Em 2005, foi inaugurada a Universidade Corporativa Comendadeira Helena Lundgren, um centro de qualificação profissional que oferece treinamentos e capacitação para seus colaboradores; além do Memorial Pernambucanas, que reúne aproximadamente 70 mil fotos, 10 mil folders, boletins, cartazes, livros de registros, jingles e comerciais que contam a história da empresa. Em 2006, a rede ingressou no segmento de comércio eletrônico, mas, sem nenhum alarde, pouco depois, em 2009, encerrou as operações de vendas online. Nos últimos anos a PERNAMBUCANAS vem trabalhando, não somente sua imagem, mas também, como suas coleções de roupas, para se tornar ainda mais fashion.


Durante mais de um século, a PERNAMBUCANAS gradativamente tornou-se para o público brasileiro um sinônimo de qualidade, versatilidade e tradição, esta última forjada principalmente pela inovação e pelo pioneirismo que sempre marcaram a sua história. Devido ao pioneirismo, ideias que hoje parecem corriqueiras foram consideradas ousadas em suas respectivas épocas. É possível citar a versatilidade dos vários segmentos de produtos como lar têxtil (cama, mesa, banho, tapetes e cortinas), vestuário (feminino, masculino, infanto-juvenil, lingerie, calçados e acessórios) e eletro (eletroeletrônicos, eletrodoméstico, telefonia e informática); a criação do carnê de pagamento (crediário) e do cartão de financiamento próprio; a implantação da automação comercial (código de barras); a aceitação dos mais diversos cartões de crédito do mercado; além da inclusão da área de serviços financeiros dentro de seu escopo de atuação (seguros e garantias estendidas). A PERNAMBUCANAS também possui marcas próprias como a Anik, Flobelle, Baila e Greta, para o segmento lar têxtil; e Vanguard, Argonaut, Norton, Anne Claude e Giardino para vestuário. Além disso, uma equipe de 15 estilistas identifica tendências de moda, adequando tecidos e desenhos desses segmentos ao perfil dos consumidores para criar as coleções outono/inverno e primavera/verão.


Campanhas que fizeram história 
No início da década de 1960, mais precisamente em 1962, um comercial de televisão que tinha como protagonista um desenho animado do frio (em forma de “fantasminha”) anunciando sua chegada ao bater na porta de uma residência, se tornou um clássico da publicidade brasileira. No interior da residência, uma família se aquecia em volta da chaminé, todos agasalhados com os tecidos e cobertores das PERNAMBUCANAS, então uma das maiores redes varejistas do país com forte presença no interior. Exibida até hoje como símbolo da criatividade nacional, a frase “Quem bate? É o frio! Não adianta bater, eu não deixo você entrar...” tornou-se um dos maiores ícones da propaganda brasileira.


Clique no ícone abaixo para assistir ao histórico comercial.

   

Com o intuito de reforçar a tradição da marca PERNAMBUCANAS, mas sem deixar de mostrar sua modernização ao longo dos anos, em 2013 a campanha original ganhou uma nova versão. O novo filme do clássico comercial voltou ao ar com o famoso jingle “Quem bate? É o frio!”, composto originalmente por Heitor Carillo. Nesta nova versão, o fantasma foi remodelado e ganhou um ar mais moderno. Já o jingle ganhou um arranjo mais ousado e moderno, mas sem alterar a letra original. Assista ao vídeo clicando no ícone abaixo. 

   

Um ícone durante décadas 
Na década de 1920 surgiu um símbolo que se tornaria, durante décadas, um ícone da marca PERNAMBUCANAS: o “olho grande”. Esse logotipo, usado para atestar a qualidade dos tecidos da empresa, foi capaz de identificá-la nos quatro extremos do país, inclusive no exterior, por causa das lojas abertas nas cidades fronteiriças, onde o povo de língua espanhola ia comprar os tecidos “con la marca del ojo”.


Os slogans 
Aqui você é mais. 
Tudo para a sua casa. 
Da nossa casa para sua casa.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 25 de setembro de 1908 
● Fundador: Herman Theodor Lundgren 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Arthur Lundgren Tecidos S.A. - Casas Pernambucanas 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Anita Louise Harley 
● Presidente: Marcelo Doll 
● Faturamento: R$ 5.02 bilhões (2014) 
● Lucro: R$ 170 milhões (2014) 
● Lojas: 310 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Funcionários: 17.000 
● Segmento: Varejo 
● Principais produtos: Roupas, calçados, eletrodomésticos e itens de cama, mesa e banho 
● Concorrentes diretos: C&A, Riachuelo, Renner, Marisa, Magazine Luiza e Casas Bahia 
● Slogan: Aqui você é mais. 
● Website: www.pernambucanas.com.br 

A marca no Brasil 
Atualmente a rede, uma das maiores varejistas do país, possui mais de 310 lojas distribuídas pelos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, emprega 17 mil pessoas e faturou mais de R$ 5 bilhões em 2014. No faturamento da empresa, eletrodomésticos respondem por 50%, 30% vem do segmento de vestuário e 20% de cama, mesa e banho. Nos últimos anos, o cartão PERNAMBUCANAS ultrapassou os 10 milhões de usuários. 

Você sabia? 
Apesar de se chamar “Pernambucanas” remetendo ao estado de Pernambuco, a rede não possui mais lojas na região. 
A família Lundgren protagoniza há duas décadas uma das mais terríveis disputas societárias de que se tem notícia no capitalismo brasileiro. Mais de 30 descendentes da quarta e da quinta geração disputam o controle da empresa. De um lado está Anita Harley, que comanda a PERNAMBUCANAS há mais de duas décadas. De outro, primos que discordam da condução do negócio e sobrinhos que brigam na justiça para arrancar Anita do poder. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Veja, Isto é Dinheiro, Época Negócios e Exame), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 25/5/2015

15 comentários:

Shima disse...

Ironicamente não existe PERNAMBUCANAS em Pernambuco.
A nova geração pernambucana acha que o nome é golpe de marketing, pois essa loja só é vista nas propagandas de TV da Globo.

Anônimo disse...

As Casas Pernambucanas só existe hoje no Sul, pois aqui no Nordeste ela veio a falência ainda nos anos 90. Para ela se instalar no Nordeste novamente terá que pagar seus credores e funcionários que esperam por mais de 13 anos por esse dinheiro.

Anônimo disse...

As Casas Pernambucanas, existe hoje em 7 estados brasileiros, SC, PR,SP,MG, MT, GO e MS, conta hoje com mais de 250 lojas.
A empresa está presente nesses estados, pois na decada de 90 a empresa foi dívidida por motivos financeiros, onde os proprietários que faziam parte das regiões do Nordeste e Rio de Janeiro faliram, sobrando apenas as lojas nos estados mencionados acima. Então os atuais propriétarios, alteraram o nome fantasia de Lojas Pernambucanas para Casas Pernambucanas e também sua razão social, pois foi a unica parte da empresa que permaneceu saudável financeiramente.

Anônimo disse...

como uma rede de loja tão grande e conceituada como essa aceita , em seu grupo de funcionario , uma pessoa de má indole e com processo contra varias empresas ,que como vocês um dia ,também he acolhemos em nossas empresas .tenho grande adimiração por essa loja que desse criaça eu frequentava hoje ja não vou mais por certo funcionário.

Anônimo disse...

as casas pernambucanas aqui na minha cidade é nota 10 sou cliente assídua.
agora... o que eu procuro na net e não acho é aquela música...
dezembro vem o natal...
aquela antiga,a primeira da propagando das casas pernambucanas na tv e no rádio.
eu queria tanto aquela música!!!
quando eu a ouvia sentia uma paz um clima de natal muito gostoso, depois que ela saiu do ar, pra mim nunca mais o final do ano foi o mesmo.
abraços
carmem camargo
botucatu/sp

Anônimo disse...

Olá... Será que alguém pode me ajudar? Estou procurando aquela música atual das casas pernambucanas que diz assim: "sua vida faz a nossa vida, pernambucanas". Gostaria de encontrar a versão inteira, se possível. Se alguém souber, deixe a resposta aqui mesmo. Obrigado!!!

Anônimo disse...

Segundo os noivos que nos convidaram , a lista de presentes esta na Pernambucanas. Deveria esta mais fácil o acesso.

Anônimo disse...

Estou indignada, com a norma imposta pela empresa de que as mercadorias só poderão ser trocadas mediante a apresentação do Cupom Fiscal, antes era necessário somente a apresentação da etiqueta; causando contrangimento ao presenteado de ter que submeter-se a comunicar a pessoa que deu o presente que, não serviu ou não gostou do presente ou a mim de apresentar meu cupom fiscal o qual informa tudo que comprei e quanto gastei a terceiros(o presenteado no caso) infringindo minha privacidade.

Neli disse...

Olá sei que faz muito tempo do último comentário mas não custa tentar. Trabalhei na pernanbucanas na década de 60 e perdi minha carteira de trabalho, preciso de um contato para recuperar algum documento que prove meu contrato, alguém pode me ajudar?

investigador disse...

BEm quem poderai me ajudar. Meu tatarvo teria tido contato com o Patriaca Herman Theodor Lundgren. Seu nome era Henrich Friedrich von Soldan (Soldon, Solden ?)
meu email e ricardosoldon@hotmail.com

Anônimo disse...

Facilitem o site desta loja .... pelo amor ...dificil acesso ...

Consultora Educacional disse...

Gosto muito dos artigos de ótima qualidade do seu Blog. Quando for possível dá uma passadinha para ver nosso Curso de Ingles. Daienne

Saah disse...

Meu primeiro emprego foi na Pernambucanas, tenho certeza é lá eu tenho credibilidade não só como funcionária mas como cliente. Concerteza a melhor loja !

Anônimo disse...

Ola! sou funcionária Pernambucanas e tenho o prazer de dizer que a empresa está de parabéns, com seus novos modelos de lojas e coleções de primavera, verão. Belíssimos!!!!

Anônimo disse...

E verdade que novamente essa rede de lojas esta passando por uma situação financeira ruim?