1.6.06

CAMEL


Uma mistura perfeita entre o tabaco turco e o americano que resulta em sabor e aroma únicos, proporcionando momentos de liberdade e experiências gratificantes em cada tragada. Assim pode ser definido o tradicional Camel, uma das marcas ícones no segmento de tabaco. 

A história 
Tudo começou quando Richard Joshua Reynolds, fundador da empresa R.J. Reynolds Tobacco, aproveitando o grande sucesso do tabaco para cachimbo Prince Albert, resolveu revolucionar o segmento com cigarros já enrolados e embalados, em uma época onde os consumidores preferiam enrolar os cigarros manualmente. No verão de 1913, antes mesmo do lançamento do novo, moderno e prático cigarro no mercado, surgiu nos principais jornais do país uma manchete misteriosa que intrigaria os americanos: “The Camels are Coming” (“Os Camelos Estão Chegando” , em português). Finalmente no dia 21 de outubro a empresa lançou o cigarro Camel, cujo nome foi escolhido por utilizar em sua mistura o tabaco turco, imitando os cigarros egípcios que estavam na moda naquela época. Apesar de ser vendido em maço (com 20 unidades), que custava 10 centavos de dólares, Camel fez história como a primeira marca de cigarro a ser vendida em pacotes pré-montados de 200 unidades (10 maços), estabelecendo o formato de distribuição que se tornou o padrão comercial do setor.
  

Um dromedário (chamado “Old Joe”), e não um camelo como muitos pensam, pertencente ao circo Barnum & Bailey, foi usado para divulgar o novo cigarro, através de ações ousadas, incluindo eventos em muitas cidades americanas, onde amostras grátis de Camel eram distribuídas acompanhadas da presença do animal. A figura do animal também foi utilizada na embalagem do novo cigarro, passando a ideia de exotismo à mistura de tabaco, provenientes da Turquia e do estado americano da Virginia. Apesar de ser um dromedário, a empresa preferiu não alterar o nome do cigarro. Isto porque, por ser um nome de fácil pronúncia e fonética semelhante em vários idiomas - camelo (português), cammello (italiano), camel (inglês), kameel (alemão) - a marca teria um apelo muito maior, não somente no mercado americano, mas também no exterior.
   

O sucesso do produto, primeiro cigarro lançado nacionalmente no mercado americano, foi tão instantâneo, que no ano seguinte Camel venderia 425 milhões de unidades. E muito em virtude por popularizar o blend (mistura) de tabaco turco com o tabaco americano (Virginia), oferecendo um sabor e aroma marcantes. Camel utilizou a Primeira Guerra Mundial, e posteriormente a Segunda Guerra Mundial, como uma eficaz ferramenta de marketing. Isto porque, muitos soldados americanos fumavam Camel, que assim foi apresentado em outros países ao redor do mundo. A marca ficou ainda famosa em 1921, quando introduziu uma popular campanha publicitária que carregava o slogan “I’d walk a mile for a Camel” (algo como “Eu andaria uma milha por um Camel”). Dois anos mais tarde, Camel já havia conquistado 45% do mercado americano de cigarros em sua categoria. Em 1931, a marca introduziu uma grande novidade: o papel celofane para envolver o maço, preservando assim a frescor do tabaco.
   

Depois de pesados investimentos de milhões de dólares em propaganda e publicidade, no ano de 1934, a marca se tornaria líder de mercado nos Estados Unidos. Nos anos de 1940, a marca ficou conhecida por utilizar em sua comunicação anúncios polêmicos afirmando que “Mais médicos fumavam Camel do que qualquer outro cigarro”, criando uma falsa sensação de segurança sobre o fumo. No começo da década de 1950, a marca resolveu apostar em mais uma novidade que a tornaria ainda mais popular: os cigarros com filtros. A popularidade de Camel atingiu o auge graças ao uso da marca por personalidades famosas, como o lendário jornalista Edward R. Murrow. Isto porque, nas décadas de 1940 e 1950, era comum fumar no ar. No entanto, Murrow transformou o cigarro Camel em parte de sua imagem pública e quase um “acessório de cena”. Ele apresentava seus famosos programas da CBS (conheça essa história aqui), como o jornalístico “See It Now” e o programa de entrevistas “Person to Person”, segurando e tragando um cigarro aceso em frente às câmeras, tornando-se sua marca registrada.
  

Nos anos seguintes, a medida em que iam sendo publicadas notícias sobre os malefícios do tabaco, era necessário promover uma “imagem saudável” do produto. Para tal, a Camel convidava atletas e pretensos médicos para afirmar em suas campanhas que, além de calmantes, os cigarros auxiliavam a digestão, não irritavam a garganta e eram um hábito não prejudicial à saúde. Em 1978, a marca lançou Camel Light, um cigarro com baixo teor de alcatrão. A partir da década de 1990 foram lançadas inúmeras variações do cigarro, como por exemplo, o Camel Wides (1992), com bitola mais larga do que a versão original, para uma queima mais lenta e suave; o Camel Menthol (1996), com leve sabor de menta; e o Camel Super Lights, com índices reduzidos de nicotina e alcatrão. No final desta década, em 1999, a empresa Japan Tabacco, então uma das maiores fabricantes de cigarros do mundo, assumiu o controle das operações internacionais da RJR, adquirindo assim o direito da marca Camel fora dos Estados Unidos. Em 2002, a nova proprietária da marca no mercado internacional achou que Camel precisava de uma imagem mais moderna e promoveu remodelações nas embalagens, apresentando novos rótulos.
   

Nos anos seguintes a marca lançou no mercado outras variações, como por exemplo, Camel 99 (2003), versão do tradicional cigarro que se diferenciava pelo seu comprimento de 99 milímetros, sendo mais longo que os modelos king size convencionais; Camel Turkish Silvers (2005), cigarros ultra-light; Camel Nutty Lights (2006), um cigarro com odor reduzido; Camel Snus (2006), um produto de tabaco sem fumaça comercializado em sachês para serem colocados entre o lábio superior e a gengiva para a absorção oral de nicotina; Camel No. 9 Pink (2007), especialmente desenvolvido para o público feminino, o que incluía o sabor do cigarro e a concepção da embalagem; e até mesmo uma versão com um leve sabor de laranja, introduzida na Ucrânia. Outro lançamento revolucionário ocorreria em 2008 com o Camel Crush, cigarros equipados com uma cápsula de sabor no filtro, que podia ser pressionada para liberar um toque de mentol.
  

Por volta de 2010, Camel Light adotou a nova denominação Camel Blue (opção de intensidade mais leve, desenvolvida para reduzir o teor de alcatrão e, ao mesmo tempo, preservar o sabor característico), após o governo americano e as autoridades de segurança alimentar proibirem a utilização de termos como “light” e “mild” nas embalagens de cigarros. As novidades mais recentes da marca são: Camel Box (2019), cigarro com 12 mg de alcatrão; Camel Kretek (2025), cigarro com cápsula de aroma de Cravo & Menta; e Camel Yellow Tropical Banana (2025), versão aromatizada do cigarro com o exótico sabor de Banana e Menta.
  

A comunicação 
Chamadas enigmáticas. Um nome de marca inusitado. Imagens exóticas com um apelo que lembrava os memes atuais. Um lançamento gradual seguido por uma campanha publicitária nacional de grande impacto. Todas essas técnicas de marketing de vanguarda foram empregadas em 1913 e deram origem a uma das marcas mais fortes da indústria do tabaco. Camel foi lançado com uma campanha publicitária viral que despertou o interesse do púbico americano. No primeiro dia um anúncio misterioso veiculado nos principais jornais do país apresentava apenas a palavra “Camels” acompanhada da imagem de um dromedário. No dia seguinte, veio a sequência: “The Camels are Coming” (“Os Camelos estão chegando!”) - outro anúncio igualmente misterioso, sem qualquer referência aos cigarros. No terceiro dia, a empresa instigou ainda mais o público americano, afirmando que “Haveria mais Camels na cidade do que em toda a Ásia e a África juntas”. No quarto dia, a grande revelação que “Camels” eram os cigarros de uma nova marca chamada Camel. Um verdadeiro sucesso que incentivou os consumidores americanos a experimentarem os novos cigarros.
  

Em 1921, outra campanha de sucesso apresentou o icônico slogan “I’d walk a mile for a Camel” (“Eu andaria uma milha por um Camel”), que se tornaria um dos mais bem-sucedidos e duradouros na comunicação da marca, evidenciando uma devoção extrema ao produto. Em 1941, Camel voltou a inovar em sua comunicação ao instalar um enorme outdoor (9,1m por 30,5 m) no lado leste da Times Square, em Nova York. Projetado por Douglas Leigh, o painel exibia um homem fumando, com vapor saindo de sua boca a cada poucos segundos para representar a fumaça do cigarro. A figura do homem era substituída periodicamente (por exemplo, durante a Segunda Guerra Mundial, mostrava militares uniformizados). O icônico outdoor tornou-se um marco famoso da Times Square e da Camel e permaneceu no local até 1966.
  

Em 1946, a Camel causou polêmica em uma agressiva campanha que anunciava seus cigarros como a escolha favorita entre médicos, levando os fumantes a acreditar que era seguro fumá-los. O slogan “Mais médicos fumam Camel do que qualquer outro cigarro” tornou-se o pilar da publicidade da marca até 1952. Anúncios que traziam o slogan foram veiculados em diversos meios, incluindo periódicos médicos como o Journal of the American Medical Association, comerciais de televisão, programas de rádio populares como “Abbott and Costello” e revistas tradicionais como Life e Time (conheça essa história aqui). A marca afirmava que o slogan se baseava em pesquisas realizadas por “três importantes organizações de pesquisa independentes”. No entanto, tais pesquisas foram conduzidas pela agência de publicidade da empresa, a William Esty Company, e incluíam a oferta de cigarros gratuitos aos médicos entrevistados.
  

O icônico e controverso personagem 
Em 1974 surgiu o famoso personagem JOE CAMEL (um camelo antropomórfico), criado pelo artista inglês Nicholas Price para uma campanha de publicidade francesa da marca e apareceu pela primeira vez na “Lui”, uma revista de entretenimento adulto. Posteriormente, Joe Camel foi utilizado em campanhas publicitárias em outros países ao longo da década.
  

Somente no ano de 1988, o personagem foi introduzido nos Estados Unidos para comemorar 75 anos de existência da marca. Nessa época o camelo foi redesenhado com um estilo “cool” e rebelde - usando óculos escuros, calça jeans, jaqueta de couro, em algumas ocasiões de smoking, frequentando bares e dirigindo carros esportivos - para competir com o Marlboro Man, ícone da comunicação da Marlboro (conheça essa história aqui). As primeiras peças publicitárias costumavam exibir Joe acompanhado do slogan “Smooth character” (algo como “Personagem de estilo suave”). A marca também realizou promoções nas quais os consumidores podiam trocar vouchers - batizados de “Camel Cash” - por artigos de Joe Camel, incluindo roupas, relógios, canecas, isqueiros, baralhos e até cortinas de chuveiro.
  

Em dezembro de 1991, um estudo do Journal of the American Medical Association apontou que, entre crianças de seis anos, 91.3% associaram Joe Camel a cigarros - praticamente a mesma proporção que associou o logotipo do Disney Channel (conheça essa história aqui) ao Mickey Mouse. E mais popular que Fred Flintstone e a boneca Barbie (conheça essa história aqui). O estudo também mostrou que a participação do cigarro Camel entre consumidores com menos de 18 anos havia saltado de 0.5% para 32.8%.
   

Foi justamente essa popularidade entre as crianças que levou a marca a retirar o carismático personagem de suas campanhas publicitárias no dia 10 de julho de 1997. Vale ressaltar que a aposentadoria forçada de Joe Camel também foi resultado de fortes pressões públicas, governamentais e judiciais, que levaram a Camel a pagar milhões de dólares para encerrar ações que a acusavam de usar o personagem para promover o tabagismo entre crianças e adolescentes. A partir deste momento a marca lançou campanhas voltadas para jovens com mais de 20 anos utilizando conceitos mais adultos, como por exemplo, “What you’re looking for” (em tradução livre “O que você procura”), que utilizava a imagem do dromedário original presente nos rótulos das embalagens.
   

A ligação com o esporte 
A ligação da Camel com os esportes, especialmente o automobilismo, foi um dos fatores de maior importância para a construção, consolidação e popularidade da marca no mercado mundial. A marca patrocinou várias competições importantes como IMS (que de 1972 a 1983 era conhecida como CAMEL GT); o famoso rali CAMEL TROPHY (entre 1980 e 2000); a escuderia de Fórmula 1 Lotus entre 1987 e 1991; a equipe Honda no campeonato mundial de Superbike na década de 1990 e carros da NASCAR (saiba mais aqui) durante os anos de 1990. A Camel chegou até a ser uma das patrocinadoras da Copa do Mundo de Futebol da FIFA em 1986.
  

A identidade visual 
Atualmente, os direitos da marca Camel são divididos. Nos Estados Unidos, pertence à Reynolds American Inc. (subsidiária da British American Tobacco) e utiliza o logotipo de 1913, no qual aparece a imagem de um dromedário. No resto do mundo, a marca é controlada pela Japan Tobacco International e utiliza um logotipo mais moderno e colorido, adotado em 2019.
  

Os slogans 
Pleasure to burn. (2004) 
Slow down. Pleasure up. It’s your taste. (2002) 
What you’re looking for. (1997) 
Genuine taste since 1913. (1995) 
Genuine taste. (1994) 
Taste Camel in a whole new light. (1993, Camel Light) 
Smooth character. (1988) 
Discover the world’s most satisfying cigarette. (1986) 
The world’s fastest growing international brand. It's a whole new world. (1985) 
Where a man belongs. (1979) 
Satisfaction, Camel filters style. (1979) 
Camel leads all other brands - by billions! (1951) 
Not one single case of throat irritation due to smoking Camels! (1951) 
Experience is the best teacher in choosing a cigarette. (1947) 
More doctors smoke Camels than any other cigarette. (1946) 
For digestion’s sake - smoke Camels. (1936) 
I’d walk a mile for a Camel. (1921) 
Choice Tobacco for 10 Cents. (1914)
  

Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 21 de outubro de 1913 
● Criador: Richard Joshua Reynolds 
● Sede mundial: Winston-Salem, North Carolina, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Reynolds American Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: David Waterfield 
● Faturamento: US$ 1 bilhão (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 100 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Tabaco 
● Principais produtos: Cigarros 
● Concorrentes diretos: Marlboro, Lucky Strike, Winston, Natural American Spirit, Chesterfield, L&M, New Port, Pall Mall, Kent, Dunhill e L.D. 
● Mascote: Joe Camel (aposentado) 
● Slogan: Genuine Taste since 1913. 
● Website: Não tem 

A marca no mundo 
Atualmente a Camel é comercializada em mais de 100 países ao redor do mundo, sendo a quinta marca mais consumida globalmente e terceira no mercado americano no segmento de tabaco. Atualmente são comercializadas no mundo aproximadamente 20 versões diferentes do cigarro Camel. 

Você sabia? 
 A cidade de Winston-Salem, no estado da Carolina do Norte, onde a empresa R.J.R. foi fundada, tem o apelido de “Camel City” em virtude da enorme popularidade do cigarro. 
A fotografia utilizada para o primeiro rótulo da Camel foi tirada em 29 de setembro de 1913 por Andrew Jackson Farrell, um fotógrafo da cidade de Winston-Salem. Farrell e um executivo da Reynolds Tobacco Company, foram ao Circo Barnum & Bailey para fotografar um camelo e um dromedário, a fim de utilizá-los no design das embalagens de uma nova marca de cigarros que estava sendo criada. A imagem utilizada acabou sendo a do dromedário. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 10/9/2026 

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12 comentários:

Anônimo disse...

Com certeza o melhor cigarro do mundo! Camel é forte mas dá uma sensação de prazer inigualável! Quem nunca provou, deveria, pois é um excelente cigarro! Viva CAMEL!

Anônimo disse...

O melhor cigarro, sem dúvida. Já fumei muitas marcas, mais nenhuma me deixou tão satisfeito quanto camel. É intenso e muito prazeroso. Viva Camel!

Anônimo disse...

O último camel que comprei foi em uma viagem que fiz pra Curitiba, ano passado. Pois raramente encontro pra comprar. Pesquisando ontem a noite li num site que a marca teria saído de linha, e nos comentários havia um site dizendo que o contrato com a marca estaria sendo renovado, isso tudo ano passado.
Gostaria de saber como se encontra a marca, ou por que empresa é distribuída, e se ainda hoje estão vendendo.

Diego disse...

Segundo um comentário num site que vi na internet,a empresa detentora dos direitos da marca Camel, rescindiu o contrato com a Souza Cruz, que por sua vez não deu maiores explicações sobre o real motivo dessa rescisão e discretamente, na cara de pau por assim dizer tirou o cigarro de linha.
Da noite pro dia, vários fumantes fiéis a marca, como eu, ficaram órfãos sem maiores explicações. Simples assim. Tudo por conta desse quase monopólio da Souza Cruz aqui no Brasil.
Agora só nos resta protestar e enviar e-mail e cartas para a Souza Cruz ou sei lá, forçar a barra pra que ao menos se consiga encontrar nas importadoras. Com o dólar viável acho que seria uma opção interessante.

Anônimo disse...

CAMEL está de volta no Brasil!!! Aleluia!!!

Anônimo disse...

Camel esta de volta no Brasil, mais importante ainda já esta ate em Curitiba PR.

Anônimo disse...

Alguém algum lugar que vende o Camel em São Luís-MA?

Unknown disse...

O camel está de volta, em Brasília já tem e muitos lugares

Unknown disse...

Quero ligar pra pra betir boleto que perdir o800 nao tem

Unknown disse...

Sem dúvidas o melhor cigarro 😍

Unknown disse...

A marca está de volta ao mercado nacional brasileiro! Seria interessante uma atualização do artigo e uma lista dos tipos/variedades que há do Camel.

Anônimo disse...

Alguém sabe algum lugar que vende o Camel em Belém-PA?