Amnesty International - Support Our Fight For Human Rights
Na verdade tudo começou após os terríveis dias da Segunda Guerra Mundial, quando um conjunto de países reunido nas Nações Unidas elaborou e promulgou, em 10 de dezembro de 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Esse documento é um código de leis, destinado a proteger os direitos de todas as pessoas no mundo: homens, mulheres, crianças, jovens e velhos, de qualquer raça, idioma, crença religiosa ou convicção política. Fundada em 1961, pelo advogado inglês Peter Benenson e pelo político irlandês Sean Mac Bridea, a Amnesty International (Anistia Internacional), é uma organização internacional não-governamental, que atua denunciando tortura e discriminação, defendendo o respeito aos Direitos Humanos, com ênfase nos direitos à liberdade e à livre expressão. Benenson leu uma notícia publicada na imprensa sobre dois estudantes portugueses, que haviam sido condenados a sete anos de prisão apenas por terem erguido um brinde à liberdade em um bar de Lisboa, durante a ditadura salazarista. Indignado, o advogado começou a pensar em formas de persuadir o governo português a libertar aqueles estudantes, e teve a idéia de bombardear as autoridades com cartas de protesto. Para chamar a atenção da opinião pública sobre a situação dos presos políticos, Benenson e outros ativistas organizaram, em 1961, uma campanha com um ano de duração, a que deram o nome de "Apelo por Anistia". A campanha foi lançada através de um artigo intitulado "Os Prisioneiros Esquecidos", publicado em vários jornais do mundo no dia 28 de maio de 1961. Nesse artigo, pedia-se que os leitores protestassem, imparcial e pacificamente, contra o encarceramento de homens e mulheres somente porque sua ideologia ou religião não coincidia com a dos seus governantes. Essas pessoas passaram a ser chamadas de "prisioneiros de consciência", uma nova expressão acrescentada ao vocabulário humanitário internacional. O artigo teve uma grande repercussão. Em um mês, mais de mil leitores haviam enviado cartas de apoio e ofertas de ajuda prática; também remeteram dados envolvendo casos de muitos outros prisioneiros de consciência. Este viria a ser o motor propulsor da Anistia Internacional: a ação popular de inúmeras pessoas, "simples cidadãos" planetários. Em conseqüência do apoio recebido, seis meses depois da publicação do seu artigo Benenson anunciou o passo seguinte. Estava nascendo aquilo que viria a ser a maior organização mundial de defesa dos Direitos Humanos. Em 1977, a Anistia Internacional recebeu o Prêmio Nobel da paz pela sua contribuição em "assegurar bases sólidas em favor da liberdade e da justiça e, portanto, a favor da paz no mundo".
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A marca no mundo
É considerada uma das mais respeitadas instituições de direitos humanos do mundo, está representada em 147 países e possui mais de 1 milhão de militantes.
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